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	<title>Libellus &#187; academia</title>
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	<description>by Ana Brambilla</description>
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		<title>Novas diretrizes curriculares do jornalismo</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 20:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos meses a Lei de Imprensa foi revogada no Brasil e o diploma para o exercício do jornalismo deixou de ser obrigatório. Paralelamente, uma comissão formada por 8 cabeças-de-chave da pesquisa em jornalismo no país discutia de maneira amplamente aberta e formulava as <a href="http://download.uol.com.br/educacao/diretrizes_cursos_jornalismo2010.pdf" target="blank"><strong>Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Jornalismo</strong> <em>(pdf)</em></a>. Quem assina o documento lançado ontem é José Marques de Melo, Alfredo Vizeu, Eduardo Meditsch, Lucia Araújo, Luiz Motta, Manuel Chaparro, Sérgio Augusto Mattos e Sonia Virgínia Moreira.</p>
<p>Abaixo, anotações com pitacos:</p>
<p><strong>Ponto 1:<br />
</strong><em>&#8220;&#8230; o conteúdo profissional do curso passou a ser caracterizado como “meramente técnico” e destituído do interesse teórico. Por outro lado, a teoria da comunicação evoluiu desvinculada do exercício da profissão, focada numa crítica geral da mídia, <strong>sem compromisso com o diálogo para uma intervenção prática na mesma</strong>. Em decorrência, os estudantes de Jornalismo desde então têm sido forçados a uma opção dramática e pouco razoável entre negar a sua profissão, em nome do “espírito crítico”, ou desprezar a teoria estudada nos cursos para se voltarem à prática, reproduzida de maneira acrítica e envergonhada.&#8221;<br />
</em><br />
Eles leram meus pensamentos. Academia e mercado deveriam cooperar ao invés de concorrer. E o modelo ideal de profissional deveria ser aquele que trabalha em empresa jornalística ao mesmo tempo em que dedica parte de seu tempo para a atividade acadêmica.</p>
<p><strong>Ponto 2</strong>: a proposta de Projeto Pedagógico contempla, além de interdisciplinaridade + teoria e prática + graduação e pós + extensão, preocupação com a empregabilidade dos egressos, devendo apresentar:<br />
<em><br />
Dar ênfase ao espírito empreendedor e ao domínio científico que gerem pesquisas ao conceber, executar e avaliar projetos inovadores capazes de dar conta das exigências contemporâneas e de ampliar a atuação profissional a novos campos, projetando a função social da profissão em contextos ainda não delineados no presente. </em></p>
<p>e&#8230;</p>
<p><em>Atentar à necessidade de preparar profissionais que possam exercer  dignamente a atividade como autônomos em um espaço cuja oferta de emprego não cresce na mesma proporção que a oferta de mão de obra;<br />
</em></p>
<p>Eis uma preocupação louvável e que amplia os horizontes da concepção do profissional jornalista em si, como o sujeito que deve preocupar-se unicamente com a adequação da linguagem, com a postura estética, o equilíbrio das fontes, a força argumentativa ou mesmo com a perfeição técnica.</p>
<p>Ser jornalista, antes de tudo, é ser profissional. E ao sermos reconhecidos pelo Código Brasileiro de Ocupações do Ministério do Trabalho &#8211; ao contrário de pro-bloggers ou pro-twitters &#8211; é nosso papel identificar demandas de mercado que possam ser atendidas pelos conhecimentos específicos garantidos pela formação superior em jornalismo. Isto é mais que sobrevivência. É honra.</p>
<p>Noutras palavras: se liguem jornalistas! Tem um baita espaço no mundo digital a ser ocupado por nós. Agilizemo-nos, pois!<br />
<strong><br />
Ponto 3:</strong><br />
<em>c) Estar focado teórica e tecnicamente na <strong>especificidade do jornalismo</strong>, com grande atenção à prática profissional, dentro de padrões internacionalmente reconhecidos, comprometidos com a liberdade de expressão, o direito à informação, a dignidade do seu exercício e o interesse público; </em> &#8211; grifo dos autores</p>
<p>Temo quando o cerco fecha. O que pode ser entendido por &#8220;especificidade&#8221; em uma área ancorada pela interdisciplinaridade, conforme exposto no Projeto Pedagógico? Qual o campo de trabalho do jornalista? Esta pergunta me parece sem resposta pronta neste momento. Afinal, estamos em transição, &#8220;em crise&#8221; como o documento aponta no início. Crise, inclusive, do nosso campo de trabalho.</p>
<p>É nosso dever traçar estratégias para atingir metas de audiência? Gerenciar redes de blogs? Moderar comentários? Mensurar o impacto de tecnologias futuras? Desenvolver formatos de conteúdo para buscar novos públicos? Atender ao mercado publicitário? Dominar linguagens de programação? Gerenciar equipes? Conversar com o público? Formar um cidadão repórter? Não sei! Estamos em trânsito! Daí que focar teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo ainda me parece uma incógnita.</p>
<p><strong>Ponto 4:</strong><br />
<em>&#8220;Eixo de fundamentação contextual , que tem por objetivo embasar o conhecimento das teorias da comunicação, informação e cibercultura, suas dimensões filosóficas, políticas, psicológicas e  sócio-culturais, inclusive <strong>as rotinas de produção e os processos de recepção</strong>, bem como a regulamentação dos sistemas midiáticos, em função do mercado potencial, além dos princípios que regem as áreas conexas.&#8221;<br />
</em></p>
<p>Hummm&#8230; será que em &#8220;cibercultura&#8221; a comissão acolheu a <strong>interação</strong>? Pois ao incluir em destaque as &#8220;rotinas de produção e os processos de recepção&#8221; ainda estamos separando drasticamente emissor e receptor, uma discussão já vencida na comunicação digital, embora esta cisão ainda apareça fortemente nos meios de massa.</p>
<p><strong>Ponto 5:</strong><br />
<em>O Mestrado Profissional deve ser avaliado como caminho para atender simultaneamente a dois tipos de demanda:  a) capacitar diplomados em outras áreas do conhecimento para a realização de trabalhos estratégicos, como os de consultoria, planejamento e avaliação de produtos jornalísticos, além da expressão opinativa e/ou interpretativa sobre temas peculiares a suas formações de origem, como colaboradores especializados;<br />
</em></p>
<p>Este item amplia a preocupação dos cursos de jornalismo em despertar o potencial empreendedor dos profissionais. Mais do que descobrir aberturas no mercado de trabalho, <strong>o planejamento e avaliação de produtos jornalísticos</strong> belisca onde as empresas mais precisam &#8211; visão estratégica de mercado, ou visão de publisher. Mas já que este ponto ficou só para o Mestrado Profissional, então let´s investir na ideia!</p>
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