O site Inquierer publicou há poucos dias o lançamento de uma pesquisa que aponta as Filipinas como o país de maior penetração de redes sociais.

Vamos a alguns índices…

Usuários que criaram perfis em redes sociais:
Filipinas - 83%
Hungria - 80%
Polônia - 77%
México - 76%

** Pois é… Quem imaginou que Brasil e Coréia fossem despontar nesse ranking, se enganou. O engraçado é que ouvi essa semana que nós e os OhmyVizinhos éramos os mais “rede-sociáveis”…

Sabe qual a rede mais usada nas Filipinas? O Friendster, com 90% de adesão. O velhinho Friendster. Mundialmente falando, o MySpace aparece como a rede de maior penetração, com 32% dos usuários de internet e o Facebook vem logo depois, com 22%. Mas se olharmos para a Ásia, Cyworld e Mixi ganham a parada tanto quanto o Orkut vence aqui no Brasil.

E o que esse povo faz na rede? Upload de foto? Ponto para os filipinos outra vez:
Filipinas - 86%
China - 73%
México - 72%
Brasil - 70%

Mas não é só em redes sociais que os filipinos se destacam. Eles também gostam de ler blog, quase tanto quanto os sul-coreanos:
Coréia do Sul - 92%
Filipinas - 90%

Assistir a vídeos no YouTube:
1º) Filipinas
2º) México
3º) Brasil

Mas eles não são top em tudo. O estudo da Universal McCann disse que os filipinos não são lá muito chegados em baixar podcasts nem em usar agregadores de RSS.

As Filipilas têm 37 milhões de usuários entre 16 e 54 anos.

O estudo foi feito pela agência Universal McCann e entrevistou 17 mil usuários de 29 países.

Só podia ser na Coréia do Sul… mais precisamente, no OhmyNews, claro.

No dia 1º de junho a OhmyTV passou pelo que muitos sites brasileiros já sofreram: caiu por excesso de gente online.

Me disseram outro dia que o Pedro Bial pediu para ninguém entrar no site da Globo por um momento da final do BBB 8, pois o servidor havia caído com tantas requisições.

Assim foi nessa cobertura que o OhmyNews fez dos manifestos em Seul contra a liberação da importação de carne americana, supostamente oriunda de rebanhos contaminados pela doença da vaca louca.

O gasto com a transmissão excedeu em 27 vezes a banda habitual e, ao expor a situação aos internautas, eis que o milagre acontece: chovem 130 mil dólares na conta do OhmyNews, doados espontaneamente por 34 mil internautas.

Resultado: a OhmyTV prosseguiu seus trabalhos.

A doação de pequenos valores já acontece no OhmyNews sul-coreano através de celulares, cartões de crédito e transferências bancárias. Mas sempre são feitas para um cidadão repórter que seja muito do agrado da população.

Na conta do próprio OhmyNews, acho, foi um esforço inédito. A história está aqui.

Daí fica a pergunta: coisa de coreano obstinado ou isso aconteceria também no Brasil? Com quem?

Está online o VC É A Mídia, site-estudo sobre jornalismo colaborativo com uma série de análises, entrevistas, exemplos e tudo aquilo que as pessoas precisam saber sobre o tema.

Fruto do trabalho de conclusão do Rafael Sbarai e equipe, no Mackenzie, o VC É A Mídia promete ter vida própria e longa. Assim o desejo.

Visita mais do que recomendada ;)

Parabéns, guris!

Thalles Waicher pergunta: o furo jornalístico existe na Internet?

Daquele baú de coisas que a gente leu mas não lembra onde, encontrei uma reflexão sobre os diferenciais da internet perante os demais meios. E uma das coisas ditas foi essa: quando o assunto é “furo jornalístico”, o rádio ainda pode correr mais rápido. Ainda tem redação de site, inclusive, que faz rádio-escuta para alimentar seu noticiário - dizia esse texto.

São lógicas diferentes. Aqui o tempo conta menos que o sistema de produção da informação.

O rádio não é só um meio de difusão de informação. Ele se insere na lógica de funcionamento de uma emissora, uma empresa jornalística com filtros, marca a zelar e um trabalho de apuração não raramente cerceado por constrangimentos.

A internet também não pode ser tida, a essa hora, como um suporte. Antes disso, quem está por trás de uma informação publicada na rede?

Se for uma empresa de comunicação tal como aquela que empresta sua marca à emissora de rádio, o engessamento pode ser o mesmo ou maior. Se for um blogueiro ou twitteiro qualquer, a informação pode ganhar asas mesmo antes de atingir a velocidade limite para decolagem… e aí mora o perigo.

Muito se questiona o processo lento de apuração jornalística. Mas esses questionamentos nem sempre consideram a hipótese da informação dada com rapidez e incosistência.

Não, agilidade não é sinônimo de trabalho ruim. Só não acho que dê para extrair regras daí.

Se deixarmos de lado a esfera - e a preocupação - jornalística, eu diria que os principais furos vêm dos amigos, da tua rede de contatos, do networking. Daí não esquenta com o lance da apuração, da checagem, da veracidade, do boato… Se um amigo der uma barrigada, tudo bem, ele é amigo e tu perdoas. Mas se um veículo fizer isso, não, não perdoe. Ele não pode sair por aí dizendo que caiu avião em Congonhas…

Presenciamos novos hábitos de obter informação. E me parece que aí sim a internet pode superar os demais meios.

Nuvens já são coisa 1.0… :-D

Bacaninha esse site, o Tag Galaxy que mostra visualmente a cadeia de tags relacionadas em fotos do Flickr.

Bacana se esse recurso fosse estendido para outros tipos de conteúdo ou até para redes sociais…

Aqui, um teste com a tag “Sao Paulo”

Clicando no planeta da tag, aparecem as fotos assim:

Agora não tem mais desculpa!

Aquelas publicações que ainda insistem em fazer sites mandando internauta baixar PDF já não podem mais economizar na equipe “do online”.

“Optar” por um site em PDF já não pode mais ser sinônimo de chupar arquivos fechados que vão para a gráfica e subir no FTP. Preparem-se para pôr gente a produzir vídeos porque a Adobe anunciou que, a partir da versão 9 do Acrobat será possível embutir streamings.

Deu no WSJ.

Sim, ainda estamos em azul, tal como boa parte da África. Também pudera… o gráfico - com pouquíssimas gradações - põe no topo da lista a Escandináveia, o Reino Unidos, os Estados Unidos, a Coréia, o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia que correspondem a penetração de, pelo menos, 65% em acesso móvel e 40% em internet.

Essa mesma divulgação feita pelo Meio&Mensagem (precisa de login) também trouxe o resultado de uma pesquisa da iCrossing sobre o foco das buscas em dispositivos móveis. Vejam o ranking nos Estados Unidos:

69% mapas
65% tempo
62% informações locais
51% notícias
42% entretenimento
32% esportes
20% informações financeiras

Estou cada vez mais convencida de que “notícias” não deve ser a maior preocupação do jornalista na rede. Principalmente quando os ambientes são mobile ou redes sociais.

A Cyberfam completa 10 anos com uma programação 24 horas. Começou ontem, às 18h e encerra às seis da tarde de hoje.

Pouco depois da meia-noite, mandei meus dois centavos numa entrevista por telefone ao querido André Pase.

Muitas participações bacanas, como John Pavlick e Marina Wentzel, ex-colega e amiga que hoje tenho o maior orgulho ao ouvir, de manhã cedinho, no boletim da BBC à CBN: “De Hong Kong, Marina Wentzel”.

Mas o momento mais emocionante é o streaming de vídeo de uma aula de quase 50 minutos, com o Eduardo Pellanda (caro ex-orientador), numa sala de aula da Famecos. A gente sente todo o clima da turma, o discurso, a luz da manhã, o visu do prédio 8 e do jardim da Famecos que a gente vê pelos janelões que vão até o chão, as cortinas, a energia da gurizada, o entusiasmo de sempre no discurso do Pellanda ao falar das possibilidade do mobile no jornalismo.

Aí o coração acelera, a saudadevontade bate e a gente não se güenta!

Parabéns, Cyber! Tenho o maior orgulho de que esse foi meu primeiro trabalho :)


Não pela novidade - que já não é -, mas pelo registro: Citizen News e Y! Repórter criam um modelo de aproveitamento de conteúdo colaborativo para fins jornalísticos.

Ora… se os vídeos e as fotos já estão no YouTube e no Flickr e se alguns têm valor editorial, então só falta uma marca sinônimo de chancela de que ali houve filtro jornalístico - ou edição.

Quanto a gente acha que já viu tudo nesse mundo colaborativo, sempre aparecem articulações novas.

Gaby Darbyshire, do Gizmodo, em entrevista ao M&M:

“Claro que um número alto de leitores é bom, mas o melhor é conseguir reunir um número alto dos melhores leitores.”

Era DISSO que eu falava quando urrava contra a monetização e a corrida desenfreada por pageviews em blogs!!!!!!

Os critérios para se medir a audiência na web são outros, muito mais qualitativos do que quanti. Entendo que as agências de publicidade ainda trabalhem com montantes numéricos. Mas a tendência aponta para outro caminho.

E digo mais: não é só para blog que esse critério vale.

***

Valeu pela dica, querida Fernanda Athayde.

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