Editor de Social Media da BBC inicia em janeiro/10

O nome do moço é Alex Gubbay e foi anunciado ontem como primeiro editor de mídias sociais da empresa britânica.

Vale lembrar que o Estadão também nomeou seu editor de Social Media – é o Rodrigo Martins. Ponto para o Pedro Dória.

Na BBC, Gubbay vai ancorar um projeto de desenvolvimento de projetos em UGC e disseminar boas práticas do uso das mídias sociais pela redação, além dos correspondentes internacionais.

Entre as tarefas de Gubbay estará a captação de pautas nas mídias sociais, gerenciamento de comentários nos ambientes amparados pela BBC, recepção de material breaking news (fotos, vídeos, testemunhos) que a empresa já recebe atualmente, além do desenvolvimento das ferramentas necessárias para o marca tirar proveito deste ambiente.

Gubbay conquistou o cargo por ser um dos editores com maior dedicação à mensagem que vem do público, além de ser reconhecido pela redação como um profissional que já tem por hábito usar plataformas de mídias sociais. It means: não basta usar, tem que acreditar no que faz.

Bacana o espírito com que a BBC encara a estratégia: “… a BBC quer assegurar que isto é tão simples quanto possível às nossas audiências” – ou seja, há uma preocupação em disseminar a cultura da colaboração; mostrar que isto pode não ser fácil, mas sem mil artifícios.

Social media, no meu olhar, é um trabalho intenso do ponto de vista humano. Exige tempo e dedicação plenos. Mas os custos operacionais são baixíssimos, uma vez que o público produz conteúdo espontaneamente (resta a nós vermos o que nos serve) e que os ambientes são gratuitos por default (resta a nós elegermos os mais adequados à nossa proposta).

Boa sorte a Gubbay e à BBC. Acompanhemos!

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Jornalismo + Mídias sociais: cases e tendências

Observem estes dados:

* 19% dos usuários de Twitter, Facebook ou equivalentes usam-nos para RECEBER e COMPARTILHAR INFORMAÇÕES (Princeton Survey Research International, nov/2009)

* 18% dos usuários usam as mídias sociais (Wikipedia, Blogs Facebook, Twitter etc) para buscar informações novas (The Nielsen Company, out/2009)

O internauta brasileiro passa mais tempo em:
* mensagens instantâneas (7h49)
* comunidades – redes sociais (4h57)
(Ibope Nielsen Online)

Daí vem a história…

Se o público não vai ao site jornalístico, é o veículo que encontra o público.
Esteja ele onde estiver. E ele está nas mídias sociais. Facinho, né?

Nem tanto. Não é à toa que muitos veículos se desdobram em experiências de habitar estes espaços com objetivos de gerar tráfego em seus próprios sites, ter relevância editorial, fortalecer marca, aproximar-se do público e renovar suas audiências.

Em busca de algumas maneiras de fazer jornalismo aproveitando o que as mídias sociais têm a oferecer, montei este trabalho que apresentei ontem no Seminário Internacional de Comunicação da PUCRS.

Foi um levantamento de dados e não uma pesquisa conclusiva (nenhuma é). Mas serviu para me mostrar o quão amplo é este assunto, quantas coisas dá para fazer e para onde caminhamos.

Tônica: em 2005 Steve Outing sugeriu 8 maneiras para incentivar a colaboração no jornalismo. Mas todas eram no próprio site do veículo (inclusive o jornalismo colaborativo – ai!). Seguindo um movimento natural, percebemos que aproximar um veículo das pessoas (nas mídias sociais) é mais prático, leve e promissor do que tentar puxar as massas para dentro do veículo.

Ele – o público – já elegeu os SEUS espaços. E como dar murro em ponta de faca costuma só machucar, cabe à mídia entrar nestes espaços também, sem abrir mão da sua casinha matriz.

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Agora é concreto: Twitter não substitui blog

O semestre começou com a pergunta cruel: o Twitter vai matar os blogs?

Apesar da polêmica não ter se estendido por muito tempo – não havia porque se estender, afinal, já não fazia sentido – em agosto eu ainda procurava por dados concretos que sinalizassem a minha impressão de blogs e Twitter serem complementares e não substitutivos.

Eis que o 5º dia do relatório The State of Blogosphere, do Technorati, sepultou qualquer resquício que ainda havia sobre este debate.

65% dos blogueiros que usam Twitter declararam que a atividade no microblog não influenciou o tempo que dedicam à blogagem. 26% confessaram que o tempo que passam blogando diminuiu em função do Twitter.

Além disso, o uso prioritário que os blogueiros fazem do Twitter é… promover o próprio blog! Daí não há sentido falar em substituição de plataformas.

Outros usos comuns do Twitter pelos blogueiros são:
- indicar links interessantes
- descobrir o que há de buzz
- divulgar seus negócios, seus projetos profissionais
- interagir com empresas
- falar com políticos
- contatar celebridades

It means: há boa diferença entre o que a população faz do Twitter e os usos possíveis do blog (agregação de conteúdo, análise, discussão aprofundada, uso artístico etc).

Mas o número mais bacaninha se remete à medição do sucesso de um blog: os índices mais altos estão no item SATISFAÇÃO PESSOAL. E isso fica difícil de mudar de uma hora pra outra ;-)

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9 entre 10 usuários nunca pagariam por conteúdo online

Mais uma pesquisa diz o que todos sabemos: o povo não quer pagar por conteúdo na rede.

Dessa vez foi a Lightspeed Research que constatou em um apanhado com 2 mil britânicos:

* 91% dos entrevistados “nunca pagariam” por notícias online
* 90% do povo não pagaria por análises (artigos opinativos)
* Apenas 5% estariam interessados em comprar notícias avulsas
* Só 4% cogitariam assinar o conteúdo de um site
* 79% disseram que nunca pagariam por transmissões ao vivo de esportes

Estranho que nem em micropagamento daria para apostar, de acordo com esta pesquisa. Isso serve de alerta, aliás, a quem defende que o mercado editorial percorrerá as mesmas trilhas da indústria fonográfica.

O relatório da Lightspeed Research mostra que o povo está mais disposto a investir a conta-gotas seu rico dinheirinho em música (49%) do que em download de conteúdo em vídeo (43%), por exemplo.

Rafa Sbarai já comentou o tema quando a Paid Content divulgou outra pesquisa como esta, a InfoOnline noticiou que cobrar por conteúdo digital é má ideia e o Ramón Salaverría também discute o assunto

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Como usar as mídias sociais no jornalismo?

(Antes tarde… )

Essa semana publiquei um artigo no Webinsider sobre a apropriação de orkuts, youtubes, twitters, flickrs e afins pelo editorial, sob a edição cuidadosa e gentil do Vicente Tardin.

Aparece lá! ;-)

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BBC prepara surpresa em social media

bbc_custozimar Depois de fazer da customização algo extremamente fácil no jornalismo online, a BBC prepara o relançamento de seus sites para março de 2010. A informação é do Media Guardian (by JW)

Nada de detalhes, por enquanto. Mas fiquemos atentos!

Sonho com um site jornalístico que produza conteúdo PARA as mídias sociais. E depois, reúna todo este material em embeeds no próprio site da marca. É o contrário do que se tem feito hoje.

Será uma baita viagem minha?

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70% dos jornalistas usam mídias sociais

Uma pesquisa feita com 317 jornalistas de Nova York pela agência Middleberg (SNCR) apontou que 70% dos jornalistas admitem usar mídias sociais no auxílio da prática da reportagem. O número sobe para 92% quando jornalistas reconhecem que as mídias sociais agilizam a rotina da redação.

Apesar da amostragem pequena, o índice é otimista, ainda mais se comparado ao do ano anterior, quando apenas 41% usavam estas plataformas

social media

Veiculada na PRWeek, a pesquisa também mostrou que:
- 66% destes jornalistas usam blog
- 51% usam a Wikipedia
- 48% recorrem a vídeos online
- 47% usam Twitter ou outros serviços de microblogging
- 57% percebem que o Twitter ajudou a aumentar sua credibilidade perante os leitores

Boa parte do uso destas mídias é para entrevistas, crowdsourcing e buscando dicas de pauta.

Jeremy Poter analisa os resultados em seu sites e entende que uma das razões destes índices elevados do uso de mídias sociais é decorrência do acúmulo de trabalho e da rapidez com que as reportagens devem ser produzidas.

Mas a pesquisa não acabou e o resultado final chega em Novembro.

***
Imagem de Matt Hamm

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Novas diretrizes curriculares do jornalismo

Nos últimos meses a Lei de Imprensa foi revogada no Brasil e o diploma para o exercício do jornalismo deixou de ser obrigatório. Paralelamente, uma comissão formada por 8 cabeças-de-chave da pesquisa em jornalismo no país discutia de maneira amplamente aberta e formulava as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Jornalismo (pdf). Quem assina o documento lançado ontem é José Marques de Melo, Alfredo Vizeu, Eduardo Meditsch, Lucia Araújo, Luiz Motta, Manuel Chaparro, Sérgio Augusto Mattos e Sonia Virgínia Moreira.

Abaixo, anotações com pitacos:

Ponto 1:
“… o conteúdo profissional do curso passou a ser caracterizado como “meramente técnico” e destituído do interesse teórico. Por outro lado, a teoria da comunicação evoluiu desvinculada do exercício da profissão, focada numa crítica geral da mídia, sem compromisso com o diálogo para uma intervenção prática na mesma. Em decorrência, os estudantes de Jornalismo desde então têm sido forçados a uma opção dramática e pouco razoável entre negar a sua profissão, em nome do “espírito crítico”, ou desprezar a teoria estudada nos cursos para se voltarem à prática, reproduzida de maneira acrítica e envergonhada.”

Eles leram meus pensamentos. Academia e mercado deveriam cooperar ao invés de concorrer. E o modelo ideal de profissional deveria ser aquele que trabalha em empresa jornalística ao mesmo tempo em que dedica parte de seu tempo para a atividade acadêmica.

Ponto 2: a proposta de Projeto Pedagógico contempla, além de interdisciplinaridade + teoria e prática + graduação e pós + extensão, preocupação com a empregabilidade dos egressos, devendo apresentar:

Dar ênfase ao espírito empreendedor e ao domínio científico que gerem pesquisas ao conceber, executar e avaliar projetos inovadores capazes de dar conta das exigências contemporâneas e de ampliar a atuação profissional a novos campos, projetando a função social da profissão em contextos ainda não delineados no presente.

e…

Atentar à necessidade de preparar profissionais que possam exercer dignamente a atividade como autônomos em um espaço cuja oferta de emprego não cresce na mesma proporção que a oferta de mão de obra;

Eis uma preocupação louvável e que amplia os horizontes da concepção do profissional jornalista em si, como o sujeito que deve preocupar-se unicamente com a adequação da linguagem, com a postura estética, o equilíbrio das fontes, a força argumentativa ou mesmo com a perfeição técnica.

Ser jornalista, antes de tudo, é ser profissional. E ao sermos reconhecidos pelo Código Brasileiro de Ocupações do Ministério do Trabalho – ao contrário de pro-bloggers ou pro-twitters – é nosso papel identificar demandas de mercado que possam ser atendidas pelos conhecimentos específicos garantidos pela formação superior em jornalismo. Isto é mais que sobrevivência. É honra.

Noutras palavras: se liguem jornalistas! Tem um baita espaço no mundo digital a ser ocupado por nós. Agilizemo-nos, pois!

Ponto 3:

c) Estar focado teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo, com grande atenção à prática profissional, dentro de padrões internacionalmente reconhecidos, comprometidos com a liberdade de expressão, o direito à informação, a dignidade do seu exercício e o interesse público; – grifo dos autores

Temo quando o cerco fecha. O que pode ser entendido por “especificidade” em uma área ancorada pela interdisciplinaridade, conforme exposto no Projeto Pedagógico? Qual o campo de trabalho do jornalista? Esta pergunta me parece sem resposta pronta neste momento. Afinal, estamos em transição, “em crise” como o documento aponta no início. Crise, inclusive, do nosso campo de trabalho.

É nosso dever traçar estratégias para atingir metas de audiência? Gerenciar redes de blogs? Moderar comentários? Mensurar o impacto de tecnologias futuras? Desenvolver formatos de conteúdo para buscar novos públicos? Atender ao mercado publicitário? Dominar linguagens de programação? Gerenciar equipes? Conversar com o público? Formar um cidadão repórter? Não sei! Estamos em trânsito! Daí que focar teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo ainda me parece uma incógnita.

Ponto 4:
“Eixo de fundamentação contextual , que tem por objetivo embasar o conhecimento das teorias da comunicação, informação e cibercultura, suas dimensões filosóficas, políticas, psicológicas e sócio-culturais, inclusive as rotinas de produção e os processos de recepção, bem como a regulamentação dos sistemas midiáticos, em função do mercado potencial, além dos princípios que regem as áreas conexas.”

Hummm… será que em “cibercultura” a comissão acolheu a interação? Pois ao incluir em destaque as “rotinas de produção e os processos de recepção” ainda estamos separando drasticamente emissor e receptor, uma discussão já vencida na comunicação digital, embora esta cisão ainda apareça fortemente nos meios de massa.

Ponto 5:
O Mestrado Profissional deve ser avaliado como caminho para atender simultaneamente a dois tipos de demanda: a) capacitar diplomados em outras áreas do conhecimento para a realização de trabalhos estratégicos, como os de consultoria, planejamento e avaliação de produtos jornalísticos, além da expressão opinativa e/ou interpretativa sobre temas peculiares a suas formações de origem, como colaboradores especializados;

Este item amplia a preocupação dos cursos de jornalismo em despertar o potencial empreendedor dos profissionais. Mais do que descobrir aberturas no mercado de trabalho, o planejamento e avaliação de produtos jornalísticos belisca onde as empresas mais precisam – visão estratégica de mercado, ou visão de publisher. Mas já que este ponto ficou só para o Mestrado Profissional, então let´s investir na ideia!

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Mídias sociais aproximam governo de SP aos cidadãos

Ando encantada pela variabilidade dos usos das mídias sociais.

Ainda no Intecom, há 15 dias, o Fábio Malini (UFES) iniciou uma discussão sobre governabilidade digital a partir de modelos P2P.

Agora encontrei essa notícia listando as presenças de várias instâncias do Governo do Estado de São Paulo em mídias sociais.

As redes estão assim eleitas:
1º) Twitter
2º) Facebook
3º) Flickr + YouTube
4º) Orkut
5º) SMS + WAP

Entre as estratégias que mais despertaram a minha atenção estão o envio de ofertas de vagas de emprego pelo EmpresaSP por SMS, adequadas ao perfil do dono do celular. Mas isso já existe No ranking do “uso curioso” – não exatamente um mérito – estão as comunidades no Orkut…

Essa semana ainda dei aulas na Famecos sobre mídias sociais aplicadas ao jornalismo e uma das coisas que discutimos foi a inoperância de perfis de MARCAS num lugar essencialmente ocupado por PESSOAS.

Marcas se pronunciam.
Pessoas conversam.
E isso são ações quase contraditórias.

(Keynote feito em parceria com Marcelo Trasel)

Pois algumas comunidades de órgãos do Governo de SP estão usando os tópicos das comunidades do Orkut e do Facebook para… se pronunciarem. E não para conversarem. Até porque ainda está baixa a adesão do público à “conversa”. Afinal… a gente conversa com marcas? Ou com PESSOAS que estão por trás das marcas? Quem dá a cara à tapa?

Os Twitters estão mais coerentes. É que o Twitter se presta para “emissão-e-somente-isto”. De um jeito ou de outro, o Governo do Estado de São Paulo está mais do que de parabéns pelas iniciativas todas. Só resta, agora, aprimorar um pouco mais o diálogo pois, no fim das contas, essas são mídias sociais.

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Morte dos blogs: menos barulho e mais foco

Então a morte da blogosfera é o novo buzz.

A ideia ganhou força no Link do Estadão. Observando o âmbito nacional ou além, sinto-me no dever de explorar mais este tema, aproveitando para atender ao convite* do querido Jorge Rocha.

Antes de mais nada, a discussão me parece non-sense, uma vez que a blogosfera NÃO ESTÁ NO FIM.

Ainda assim, mero buzz ou não, não acho ruim pararmos de vez em quando para analisar o andar da carruagem. De fato, surgiu uma série de novas ferramentas sociais, sustentadas pelo UGC, mas nem de longe fazem frente ao blog.

Não se trata do blog ser melhor ou pior. São coisas diferentes, somente!

Mais do que diferentes, Twitter, Flickr, YouTube, blogs e que tais são COMPLEMENTARES, tal como diz a Beth Saad:

O termo complementariedade é fundamental. Cada uma das ferramentas – blog, twitter, facebook, por exemplo, possuem características próprias de estilo narrativo e forma de relacionamento com os leitores/usuários/seguidores.

Adoro conversar com o Rodrigo Martins, do Link. Ele não só faz perguntas instigantes sobre temas super atuais, como não deixa de lado a “pimentinha” da pauta. E daí ele entabulou a conversa do blog como “movimento”.

Entendo que “movimento” seja um termo grandioso demais para designar os barulhos – ou mais uma vez, o buzz – produzido por um grupo de blogueiros que, em algum momento, quiseram ser “profissionais de uma ferramenta só”.

Sim, porque… blog é tão-somente uma FERRAMENTA. Como ferramentas não fazem profissionais – e sim o seu patrimônio intelectual, sua formação, a relevância daquilo que produz – pró-blogger não existe nem nunca existiu.

Fato é, no entanto, que esse “momento irritantemente barulhento” da blogosfera brasileira aconteceu por blogueiros querendo ser profissionais. E para percebermos que a culpa da irritação não é do blog – e sim de quem está por trás dele – outro “momento irritantemente barulhento” está por vir no Twitter.

Ocorre que todo o trabalho possível de ser produzido em mídias sociais como blogs ou no Twitter nunca poderá ser reduzido a um barulho infernal de gente querendo parecer mais do que é.

Sim, mídia social é lugar para ver e ser visto. Mas mesmo para alcançar este objetivo não basta ESTAR PRESENTE nestas mídias fazendo qualquer micagem. A audiência qualifica-se à medida em que a informação se aprimora, as fontes se multiplicam (assim aconteceu a reforma protestante).

Com a proliferação de plataformas sociais, a concorrência informacional ficou tão maior que está mais difícil distinguir bons e maus blogueiros, bons e maus twitteiros, bons e maus flickeiros…

Piorou? Não. O aumento da filtragem da informação é uma tendência natural do ciberespaço. Que estejamos mais atentos, pois!

O resultado dessa história só veremos daqui a um tempo, no entanto. Por enquanto, observações de perto. Sem maiores alardes porque a coisa não promete ir muito longe.

* Também estão convidados a discutir este tema Alec Duarte, Marcelo Soares, Marcelo Soares, Alessandra Carvalho e Daniela Bertocchi.

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