Uncategorized


Eu me considero uma vítima do Opus Dei. Embora nunca tenha feito parte, compactuado ou chegado minimamente perto dessa seita maldita.

Talvez eu seja um exemplo do quão reverberantes são os efeitos devastadores dessa desgraça disfarçada de glória divina.

E desde que assim me entendo, chamei a mim a missão de fazer o possível para impedir que outras pessoas sejam raptadas pelos carniceiros que tocam a tal “Obra”.

O problema é que há uma dificuldade traiçoeira em descobrir se a gente está ou não perto de um desses carniceiros.

(E se peixe morre pela boca, talvez eu seja a próxima pescada, já que o jornalismo está infestado dessas víboras. Dane-se. Mais forte que o boicote ao meu trabalho é o pavor que sinto cada vez que vejo esse veneno se espalhando pela Terra.)

Há pouco tempo decidi não me envolver mais em manifestos de repúdio à Opus Dei, mesmo que sejam tímidos. Não queria mais ler livros a respeito, tampouco escrever resenhas. Há pouco tempo esse post seria inimaginável. Estava me machucando muito e, numa atitude infantil, optei por fechar os olhos e deixar se danar quem for tolo o suficiente para cair, literalmente, no conto do vigário.

Mas não deu. A coisa está muito mais evidente e clama por uma atitude enfática de estagnação por parte da humanidade. Ainda não sei que atitude é essa. Mas se eu for responsável pela desistência pela obra por uma pessoa que seja, minha consciência vai descansar com a doce sensação de missão cumprida.

Ao contrário do que estou acompanhando nos telejornais dessa manhã - especialmente no Bom Dia Rio Grande e no Bom Dia Brasil -, o Aeroporto Internacional Salgado Filho OPERA COM ATRASOS DE CINCO HORAS, em função das chuvas de ontem, que desequilibraram toda a malha aqui no Sul.

Prova disso é o meu vôo, 1003, da BRA, de Porto para São Paulo, que deveria sair daqui às 8h35 e está previsto para as 13h.

Mais nervoso do que sofrer esses atrasos na pele é ter que assistir jornalista dizendo coisa errada na TV com cara de que está revelando A verdade…

Juro! Chegou a me dar um calor quando vi! E não, eu não estou na menopausa :P

O El País tem o YoPeriodista, uma página totalmente dedicada para reportagens produzidas por cidadãos repórteres.

Mais um modelo de jornalismo colaborativo que, à primeira vista, me pareceu bastante inteligente. Ele promove relatos testemunhais (embora não tenha visto muitos textos em primeira pessoa). Uma vez publicados, esses textos/fotos são expostos à opinião pública de duas maneiras:

* rankeamento tipo as estrelinhas do YouTube
* botãozito “Corregir”, que abre um mini-formulário para report de correções ou abusos

Cara, ISSO SIM É INTERAÇÃO!

E como isso já não bastasse, há remuneração de 500 euros aos melhores “yo periodistas” da semana e de 1.500 euros ao melhor “yo periodista” do mês. A escolha, claro, é do público.

Mas o motivo do calor não foi só o fato de ter encontrado mais uma bela iniciativa num jornalão tradicionalíssimo (sim, a mídia está se dobrando aos encantos da colaboração, hummm!). O que me move nessas horas é saber que grandes veículos da mídia brasileira só tomam atitudes realmente marcantes em suas trajetórias quando outros veículos da mídia internacional já as tomaram e provaram que dá certo!

E agora? Qual a desculpa para não adotar o jornalismo colaborativo?

Tri isso! Tem cara de NetVibes, mas é bem mais bonitinho :)
Fora isso, o Meetro tá a fim de chegar mais aqui no Brasil, como a representação virtual e pessoal dos internautas.
Ainda não testei, mas pretendo fazer isso em breve e voltar a comentar aqui. De todo o modo, fica a sensação de que o Brasil começa a se mostrar como um terreno fértil para empresas internacionais de web…

UPDATED: “Hi Ana, We think the brazilian market is a very important one and would love to have a presence there.” (Paul Bragiel, CEO do Meetro, ao mesmo tempo em que eu postava aqui…)

UPDATED II: Bruno Ferrari comentou:
é um spam disfarçado… 
o serviço até existe, mas o cara mapea seu msn e dispara email para todos eles..
Ele é um serviço bacana.. Mas ele simplesmente toma a liberdade de invadir o seu catálogo de endereços do gmail, o que é um absurdo. Depois disso ainda, ele manda um email pra toda essa gente para que eles assinem tambem…
Não dá nem vontade de conhecer o serviço, já que ele já se queima no proprio cadastro..

E prá finalizar, daí comparando ao NetVibes, Bruno disparou:
“ele foi eleito um dos 10 serviços mais odiados pela INFO”

Tá na Folha:

“Usuários do site Second Life estão sendo investigados pela polícia da Alemanha, depois que o canal de televisão SWR levou ao ar uma reportagem denunciando a ação de pedófilos no mundo virtual.”

Sabe o que mais me deixa p. com essa história? É a hipocrisia de quem protagoniza situações como essa!

Lá não é para ser/fazer/agir/pensar tudo o que não é possível na vida “real”? Então deixa o cara estuprar quem ele quiser. Porque não é “o cara” e também não há “estupro” algum!

Ou os secondlifeanos assumem de vez o caráter secundário e irreal desse joguinho chato ou párem de dizer que aquilo é um mundo ideal!

Porque, afinal… o que é um “mundo ideal” para você?

O Brasil tem 6 milhões de usuários de banda larga.

“agora são 6.007.000 usuários de banda larga no Brasil. Nos últimos 12 meses o número de novas conexões chegou a 1,6 milhão.”

Da INFO.

  

Bruno Ferrari mandou dizer lá pela INFO Online

“O grande diferencial do serviço é a facilidade de edição dos blogs. Baseada em Ajax, a interface da página pessoal pode ser modificada sem a necessidade de editar o código HTML.
Para fazer as mudanças, é só clicar sobre o texto e reescrevê-lo na própria página. O mesmo vale para imagens no layout e posts. Bastam dois cliques sobre o espaço destinado a uma foto para que uma caixa de upload apareça na tela. Por meio da ferramenta, o usuário determina o tamanho e a localização da imagem no post.”

Muuuuuito tri! Não é à toa que o videozito demo foi gravado em uma tela de Mac. A marca do troço é: INTUIÇÃO, ou a palavra de ordem de Steve Jobs.

A Cíntia Costa, monografanda da Cásper Líbero sob a batuta de ouro da profe Daniela Ramos tá estudando o aprofeitamento de vídeos e fotos feitos por celular, por parte da mídia online do Brasil.

A parte triste é que esse aproveitamento é quase nulo. Talvez o Estadão esteja levando a história mais a sério, com o FotoRepórter. Mas fiquei super animada com a proposta de estudo, que também vem sendo encaminhada brilhantemente pela Amanda Dias, da Mackenzie.

A esperança é que essa galerinha fuçando e falando do assunto consiga comover os corações-de-pedra da mídia online brasileira para adotarem iniciativas como a do Cronicas Moviles.

Pois hoje recebi um convite da Bianca Santana e do Sérgio Amadeu para participar das discussões do blog “Diversidade Digital”, organizado pelo Ministério da Cultura, que prepara terreno para o “Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural: práticas e perspectivas”, organizado pelo MinC e pela OEA.

Fala, Bianca: 

“O objetivo final dessa oficina é produzir um documento que contenha propostas para o incentivo da cultura digital no país, bem como da pesquisa sobre a mesma, para a formulação de políticas publicas que garantam a diversidade cultural.
A oficina será realizada pelo blog Diversidade Digital, onde vocês estão mais que convidados a comentar o texto base do curador da oficina, e os temas apresentados por outros participantes.”

Vale visita. E algo mais do que isso…

Claire George respondeu:

Hi Ana,

I’m guessing that you got 30,000 because the story appeared in the Korean print edition on the English page.

Best,

Claire

« Previous PageNext Page »