Tecnologices


Nuvens já são coisa 1.0… :-D

Bacaninha esse site, o Tag Galaxy que mostra visualmente a cadeia de tags relacionadas em fotos do Flickr.

Bacana se esse recurso fosse estendido para outros tipos de conteúdo ou até para redes sociais…

Aqui, um teste com a tag “Sao Paulo”

Clicando no planeta da tag, aparecem as fotos assim:

Agora não tem mais desculpa!

Aquelas publicações que ainda insistem em fazer sites mandando internauta baixar PDF já não podem mais economizar na equipe “do online”.

“Optar” por um site em PDF já não pode mais ser sinônimo de chupar arquivos fechados que vão para a gráfica e subir no FTP. Preparem-se para pôr gente a produzir vídeos porque a Adobe anunciou que, a partir da versão 9 do Acrobat será possível embutir streamings.

Deu no WSJ.

Sim, ainda estamos em azul, tal como boa parte da África. Também pudera… o gráfico - com pouquíssimas gradações - põe no topo da lista a Escandináveia, o Reino Unidos, os Estados Unidos, a Coréia, o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia que correspondem a penetração de, pelo menos, 65% em acesso móvel e 40% em internet.

Essa mesma divulgação feita pelo Meio&Mensagem (precisa de login) também trouxe o resultado de uma pesquisa da iCrossing sobre o foco das buscas em dispositivos móveis. Vejam o ranking nos Estados Unidos:

69% mapas
65% tempo
62% informações locais
51% notícias
42% entretenimento
32% esportes
20% informações financeiras

Estou cada vez mais convencida de que “notícias” não deve ser a maior preocupação do jornalista na rede. Principalmente quando os ambientes são mobile ou redes sociais.

Gaby Darbyshire, do Gizmodo, em entrevista ao M&M:

“Claro que um número alto de leitores é bom, mas o melhor é conseguir reunir um número alto dos melhores leitores.”

Era DISSO que eu falava quando urrava contra a monetização e a corrida desenfreada por pageviews em blogs!!!!!!

Os critérios para se medir a audiência na web são outros, muito mais qualitativos do que quanti. Entendo que as agências de publicidade ainda trabalhem com montantes numéricos. Mas a tendência aponta para outro caminho.

E digo mais: não é só para blog que esse critério vale.

***

Valeu pela dica, querida Fernanda Athayde.

Nessa noite que passou, o Google deu mais uma das suas tacadas de mestre: lançou o Google Friend Connect.

Trata-se de um snippet que qualquer pessoa poderá acrescentar no html de seu site, transformando-o, em linhas gerais, numa rede social. O mais curioso é que, para fazer parte da rede de um site, o internauta não precisa cadastrar-se especificamente nela. Basta estar conectado ao SERVIÇO do Google. Todos os sites que oferecem esse mesmo serviço estarão em comunicação e o usuário poderá transitar por eles com o mesmo login.

Como um programa piloto, o Google Friend Connect por enquanto só coleta sites candidatos a beta-testers. Serão selecionados cerca de 20 sites que testarão o sistema durante os próximos meses. As APIs oferecidas conversarão com aquelas que já existem em outros ambientes 2.0 da web como Facebook, GTalk, Orkut, Plaxo e outras plataformas.

Destaco um trecho interessante do release dos caras:

“Google Friend Connect has been developed to lower two barriers to the spread of social features across the web. First, many website owners want to add features that enable their visitors to do things with their friends, but the technology and resource hurdles have been too high. Second, people are tiring of needing to create new logins and profiles and recreate their friends lists wherever they go on the web. Google Friend Connect offers a solution to both these issues.”

IN-CRÍ-VEL a coincidência! Conversava isso com meus alunos da Cásper ainda HOJE DE MANHÃ, em aula! E depois, quando cheguei na Abril, soube dessa iniciativa.

A discussão era justamente se há espaço para tantas redes sociais que pipocam aqui e ali. Se o povo tem paciência e propósito para se cadastrar em várias redes ao mesmo tempo e - pior - se PARTICIPA de todas essas redes.

Acho que o Google Friend Connect só acentua essa discussão e pode nos trazer alguma resposta. Em breve.

Bocadopovo é um site de jornalismo cidadão recém-lançado na Bahia. Mais um, talvez. Mas como a tônica é o hiperlocalismo, então tá valendo a iniciativa e espero dali as notícias das ruas, calçadas e casas baianas.

A pegada editorial parece bacana, a começar por uma manchete online agora: Alagamento em Salvador quase leva meu carro.

Só não é nada fantástico o tal do gerador de lead. Trata-se de um formulário onde o cidadão repórter é convidado a digitar em caixinhas as respostas às seguintes questões:

QUEM?
O QUÊ?
ONDE?
COMO?
QUANDO?
POR QUÊ?

Quando tu clica em AVANÇAR, eis que surge um… LEAD!

Pois é… Para que ficar assistindo àquelas aulinhas de técnica de redação jornalística, né? Pirâmide invertida, o que é relevante, verbos declaratórios, uso de artigos, adjetivos, sujeito e predicado que não deve ser separado por vírgula, uma ou duas idéias por frase… Quaaanta besteira!

Eu entendo que escrever um lead, tarefa óbvia para qualquer jornalista, não seja tão simples assim para todo mundo. Entendo também que o canal de submissão de conteúdo vai além e não limita o trabalho do cidadão repórter a essa afronta ao bom senso jornalístico.

Mas a dinâmica da ferramenta lembrou DEMAIS os escrotos Gerador de Lero-lero e Miguxeitor.

Fico pensando até que ponto soluções assim estimulam ou subestimam o intelecto humano…

Agrad’cida pela dica, Pedro Markun!

Deu no Metro (PDF) de hoje que o Orkut já está disponível por celular.

Lembro que um dos maiores usos de plataformas mobile na Coréia do Sul antes do MobileTV era o Cyworld, o Orkut enfeitadinho de lá.

Será que agora a conexão por celular decola no Brasil?

A publicidade sempre é a vilã na história do jornalismo. Se vende muito, prostitui. Se vende pouco, fecha jornal.

A coisa não chegou a tanto, mas falta pouco para o Le Monde Diplomatique, cuja edição de terça-feira (que circula às segundas sabe-se lá quem já foi para a Europa) não chegou às bancas em função da greve dos funcionários.

O alvo do protesto é o plano de recuperação econômica da empresa, onde estão previstas 130 demissões (entre elas, até 90 jornalistas podem perder o emprego ou 25% da redação do Le Monde).

Vejam esse trecho da notícia veiculada pela BBC Brasil:

Os jornais franceses enfrentam dificuldades devido à queda de receitas publicitárias, que foram desviadas para sites na internet.
Para contornar o problema, os grandes diários ampliaram seus sites para atrair novamente os anunciantes que estão preferindo investir na internet do que na imprensa escrita.

Ainda segundo a nota, o próximo jornal da lista a sofrer cortes é o Le Figaro.

Maldita!! Só porque a tal da verba publicitária some a gente fica sem emprego?

A-há! Mas ela NÃO SUMIU! Ela MIGROU para a web como há tanto tempo se insiste e se fala e se avisa e se alerta aos grandes grupos de comunicação tradicional…

Olha, inovem! Olha, integrem suas mídias! Olha, a internet tá crescendo… Eles não ouviram. Pena que tantas cabeças tenham que rolar no que parece um nítido caso de falta de visão web e cultura digital.

Obrigada pela dica, Fernanda Carneiro!

Muito bacana esse trabalho assinado por Manuel Campo Vidal (em espanhol, via Jornalismo & Internet):

Sempre achei os índices de conectividade do brasileiro apontados pelo Ibope NetRatings um pouco falhos. Eles sempre consideravam o número de usuários domésticos, aqueles que acessam à Internet de casa.

Enquanto isso, não é preciso fazer pesquisas extensas para perceber que um grupo muito maior navega em computadores de escolas, faculdades, bibliotecas, no trabalho, telecentros ou… em lan houses!

Daí que o Renato Cruz diz no blog dele que o Cetic (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação) divulgou um estudo onde 49% dos internautas brasileiros aparecem navegando nesses cybercafés.

Nessa mesma pesquisa, 24% acessam do trabalho e, outros 24%, de casa. (O Renato lembra bem que os entrevistados podiam marcar mais de uma opção de acesso.)

Não é à toa que na praia ou mesmo em cidades pequenas, como Toledo, onde morei, lan houses são semeadas a cada esquina, cobrando módicos R$ 2 pela hora de acesso. E vivem lotadas.

Ainda bem.

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