Tecnologices


Na semana em que o Facebook superou o MySpace em quantidade de acessos, a Microsoft anuncia a compra da MobiComp, desenvolvedora de redes sociais para celular.

Ainda que a proposta do MySpace se pareça muito mais com a de uma rede segmentada do que um site de relacionamento, ele ainda é comparado ao Facebook, Orkut, Badoo, LinkedIn e afins. Mas ok, é grandão e ganhou 114,6 milhões de entradas no último mês. A ultrapassagem do Facebook contabilizou 123,9 milhões de acessos. E aí foi o salto.

Em número de cadastrados, no entanto, o Facebook continua atrás do MySpace. Ele cresceu 162% no último ano, enquanto o MySpace cresceu apenas 5%. Mas a abertura do Facebook no tardio 2006 pode ter lhe rendido a perda desse terreno.

Aqui no Brasil, então, a situação é cruel: o Facebook tem 132 mil usuários enquanto o Orkut reúne 27 milhões de brasileiros.

Com informações da Info e do G1.

Chegou o release do Alexandre Magalhães hoje de manhã, avisando que batemos a marca dos 40 milhões de internautas no Brasil. Vale lembrar que o dado se refere a acesso geral e não apenas domiciliar.

Os números crescem mas a proposção se mantém. Em maio ficamos 23h48 conectados e ainda somos a população que permanece mais tempo online. Estamos à frente de Japão, França, Estados Unidos e Austrália, nessa ordem.

Categorias que mais cresceram de maio em relação a abril:
- Ocasiões Especiais (Dia das Mães promoveu isso)
- Entretenimento
- eCommerce (… e as Casas Bahia ainda nem lançaram suas vendas online!)
- Telecom e Serviços de Internet
- Finanças, Seguros e Investimentos

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Bacaninha é ver que a divulgação de um dado como esse já rende home da Folha Online… :)

Bacanuda essa sessão de idéias para promover players da mídia off e on organizada pelo site Editor & Publisher e pela Nielsen Business Media.

Uma das palestras - e talvez a mais interessante - tenha sido a da Sarah Rotman Epps, analista da Forrester Research, que abriu o painel com uma cartada de mestre:

“Publishers devem construir seus negócios sobre a audiência - não sobre o conteúdo”

Vocês têm noção do impacto que isso causa nas grandes empresas de comunicação?

Até bem pouco tempo me engajava na corrente de que esses players não deviam mais posicionar-se como “emissora de TV”, “editora de jornal” etc. Mas como “produtor de conteúdo”, o que habilitaria tal empresa a potencializar aquilo que faz melhor - conteúdo editorial - e veicular seu diferencial em qualquer plataforma.

Isso já não parece suficiente. E conteúdo está próximo de não ser mais um diferencial. Será porque a rede é vista como sinônimo de saturação de conteúdo? Informação virou commoditie? Tendo fortemente a responder “sim”.

Lembrem-se de que a Sarah falava do “negócio” dos publishers… It means… dindin! Enquanto a receita dessa fatia editorial do tecnomundo ainda vir da publicidade (e não vejo muito caminho para isso mudar, a despeito da completa inadequação das métricas de audiência), a realidade nos diz que conteúdo não é sinônimo de tráfego:

- “RSS and blogs allow content consumption without generating direct ad revenue for publishers.”

O público online consome, sim, informações. Mas não paga por elas. Oras, a cultura digital já nasce dentro da lógica do gratuito.

Daí ela aponta que 43% dos internautas norte-americanos personalizam conteúdo em suas próprias páginas ou agregadores de RSS. Isso não gera tráfego, nem pageviews, nem impressões de banners… portanto, “no dindin”!

Ok. Então COMO faremos internet?

Sarah arrisca um palpite:

- “Aggregate content and functionality needed to meet key audience goals”

Isso passa por fazer dos sites uma presença ÚTIL das publicações na internet. E “ser útil”, nessa hora, não é só trazer matérias com serviço. É oferecer ferramenta, customização, integração com a vida offline, convívio, proximidade com as redações… que deixam de ser apenas pólos produtores de conteúdo e passam a ser agregadores sociais.

Sarah complementa:

- “Use social technologies to get your audience to engage with you –and each other. Listening, talking, supporting, energizing, embracing

O exemplo acima, do MyPost, do Washington Post é bem bacana. Num trackback básico, eles prestigiam quem replica o link da página deles comentando o conteúdo. (Sim, deve haver algum cuidado editorial).

Mas o movimento não precisa ser só o de trazer o conteúdo do internauta para dentro do teu site. Nem deve limitar-se a isso.

Algo que não é novo mas sempre bom de lembrar é que o internauta JÁ PRODUZ muito conteúdo DE QUALIDADE em sites que elegeu como seus tótens (bah! baixou o Maffesoli agora!).

Nesses casos, o jeito é ir atrás deles e consolidar a presença da marca:

Sei que syndication envolve relações comerciais de venda de conteúdo. Mas seu ponto de partida é essa presença “out of site”:

Fala, Sarah:

- “Syndication means going to where your readers spend most of their time”

É um jeito de trabalhar conteúdo, sim, mas de uma forma dinâmica em ambientes F.A.B. (não, nada a ver com Força Aérea Brasileira) - “For And By” readers.

Sim, a CNN “se mistura” com o público. Sim, a Associated Press almoça no mesmo bandejão dos reles mortais e ambas publicam seus vídeos no YouTube.

No caso da AP, só falta permitir que o internauta “carimbe” o seu vídeo com a marca da agência.

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Com informações da Carta do Editor, da Abril e do keynote da Forester.

O que é mais procurado na internet móvel brasileira?

1) mail
2) foto + vídeo
3) instant messanger
(Até aqui vão uns 50% do povo)
4) navegação
5) notícia (UFA!!)
(Nesses dois últimos estão 40% dos wirlessconnected :P )

(by Elia San Miguel, da Gartner)

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Taxa de crescimento da internet móvel…
… nos Estados Unidos = 30%
… na América Latina = 20 a 25% (Nada mau, hein? - by Gartner também)

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METADE da população mundial têm celular. Só 10% desse povo tem 3G. (by João Cox, da Claro)

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Hoje há cerca de 130 milhões de celulares no Brasil. Deles, 80% são pré-pagos. (by João Cox também)

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A banda larga no Brasil já atinge 9 milhões de usuários. O modem móvel é privilégio de 9% dessa galera. (by Sílvio Stagni, da Sony Ericsson)

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O comércio de músicas no celular já representa 8% do mercado fonográfico brasileiro. (by Fiama Zerife, da Claro)

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Serviços 3G vão levar de 2 a 3 anos para começar a dar dinheiro (by Fabrício bloisi, da Compera)

Estudo da comScore registrou decréscimo de 34% na quantidade de perfis do Orkut. De abril de 2007 até abril desse ano, o número de cadastros despencou de 23.251 para 15.247.

Nesse mesmo intervalo - como talvez já fosse de se esperar - o Facebook e o MySpace cresceram 976% e 45% respectivamente. Ainda assim, o Facebook ainda tem só 7.711 usuários aqui pelas terras de Colombo. O MySpace tem menos ainda: 5.843.

Percebo que no Chile há uma fortíssima onda de adesão ao Facebook. No Equador também. Mas no Brasil é duro de acreditar que o Orkut será superado logo, viu?

A íntegra da notícia está no IDGNow.

Na última segunda-feira, dia 16, o presidente da Claro, João Cox, abriu o Seminário INFO de Internet Móvel informando que a carga tributária sobre eletroeletrônicos que entram no Brasil varia de 92 a 100% do valor do produto.

Creio que todos aqueles que vibraram na semana anterior com o anúncio do iPhone a U$ 199 viram o sonho do iPhone próprio se esfacelar diante da possibilidade de terem que desembolsar… R$ 800, no mínimo (+ plano de dados com fidelidade), para levar um brinquedinho desses para casa, pro trabalho, pro playcenter, pra yoga, pra facul…

É bom lembrar que todo o alvoroço que se estabeleceu ao redor do iPhone semana passada foi pelo “3G” que pintou no seu DNA.

Aliás… 3G brilhava nos olhinhos das cerca de 300 pessoas que estavam por lá.

À tarde, o Maurício Vergani, da Embratel, fez uma estimativa bastante pessoal de que o WiMAX pode chegar à casa dos brasileiros já no ano que vem.

WiMAX não será implementado em larga escala no Brasil antes, segundo, Maurício Ghetler, da MG System, porque as operadoras não querem e há um lobby extraordinário para que, AGORA, os investimentos recaiam todos sobre os players 3G, que já estão no mercado.

Outra razão que o Ghetler apontou foi um possível medo das operadoras de telefonia móvel perder o domínio sobre a VOZ. It means: com WiMAX, as chamadas por VOIP terão um desempenho muito maior e o custo quase zera.

Daí me pergunto… Tem uma galera se amarrando em planos de fidelidade de, pelo menos, um ano em planos de conexão 3G (tipo o modenzinho sem fio da Claro). Tem outra galera jogando todas as expectativas sobre o iPhone 3G que, ao que tudo indica, chega no Brasil para o final desse ano.

Se a tecnologia WiMAX estiver disponível já em 2009, será que vale a pena todo esse investimento agora?

Pelo EQUIPAMENTO iPhone talvez haverá. Mas não pelo fato dele ser 3G.

É possível que eu me engane, mas vejo no 3G um frenesi que muito lembra a fissura que alguns grupos despertaram pelo Second Life. Há, porém, uma diferencinha bááásica: se as operadoras-toda-poderosas não quiserem WiMAX no Brasil tão cedo, pode crer que a vontade delas será feita. Nesse caso, celubas 3G valerão todo o entusiasmo de agora.

Queria tanto ouvir as operadoras sobre WiMAX…

O site Inquierer publicou há poucos dias o lançamento de uma pesquisa que aponta as Filipinas como o país de maior penetração de redes sociais.

Vamos a alguns índices…

Usuários que criaram perfis em redes sociais:
Filipinas - 83%
Hungria - 80%
Polônia - 77%
México - 76%

** Pois é… Quem imaginou que Brasil e Coréia fossem despontar nesse ranking, se enganou. O engraçado é que ouvi essa semana que nós e os OhmyVizinhos éramos os mais “rede-sociáveis”…

Sabe qual a rede mais usada nas Filipinas? O Friendster, com 90% de adesão. O velhinho Friendster. Mundialmente falando, o MySpace aparece como a rede de maior penetração, com 32% dos usuários de internet e o Facebook vem logo depois, com 22%. Mas se olharmos para a Ásia, Cyworld e Mixi ganham a parada tanto quanto o Orkut vence aqui no Brasil.

E o que esse povo faz na rede? Upload de foto? Ponto para os filipinos outra vez:
Filipinas - 86%
China - 73%
México - 72%
Brasil - 70%

Mas não é só em redes sociais que os filipinos se destacam. Eles também gostam de ler blog, quase tanto quanto os sul-coreanos:
Coréia do Sul - 92%
Filipinas - 90%

Assistir a vídeos no YouTube:
1º) Filipinas
2º) México
3º) Brasil

Mas eles não são top em tudo. O estudo da Universal McCann disse que os filipinos não são lá muito chegados em baixar podcasts nem em usar agregadores de RSS.

As Filipilas têm 37 milhões de usuários entre 16 e 54 anos.

O estudo foi feito pela agência Universal McCann e entrevistou 17 mil usuários de 29 países.

Nuvens já são coisa 1.0… :-D

Bacaninha esse site, o Tag Galaxy que mostra visualmente a cadeia de tags relacionadas em fotos do Flickr.

Bacana se esse recurso fosse estendido para outros tipos de conteúdo ou até para redes sociais…

Aqui, um teste com a tag “Sao Paulo”

Clicando no planeta da tag, aparecem as fotos assim:

Agora não tem mais desculpa!

Aquelas publicações que ainda insistem em fazer sites mandando internauta baixar PDF já não podem mais economizar na equipe “do online”.

“Optar” por um site em PDF já não pode mais ser sinônimo de chupar arquivos fechados que vão para a gráfica e subir no FTP. Preparem-se para pôr gente a produzir vídeos porque a Adobe anunciou que, a partir da versão 9 do Acrobat será possível embutir streamings.

Deu no WSJ.

Sim, ainda estamos em azul, tal como boa parte da África. Também pudera… o gráfico - com pouquíssimas gradações - põe no topo da lista a Escandináveia, o Reino Unidos, os Estados Unidos, a Coréia, o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia que correspondem a penetração de, pelo menos, 65% em acesso móvel e 40% em internet.

Essa mesma divulgação feita pelo Meio&Mensagem (precisa de login) também trouxe o resultado de uma pesquisa da iCrossing sobre o foco das buscas em dispositivos móveis. Vejam o ranking nos Estados Unidos:

69% mapas
65% tempo
62% informações locais
51% notícias
42% entretenimento
32% esportes
20% informações financeiras

Estou cada vez mais convencida de que “notícias” não deve ser a maior preocupação do jornalista na rede. Principalmente quando os ambientes são mobile ou redes sociais.

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