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	<title>Libellus &#187; Mídia</title>
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	<description>by Ana Brambilla</description>
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		<title>9 entre 10 usuários nunca pagariam por conteúdo online</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 18:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologices]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma pesquisa diz o que todos sabemos: o povo não quer pagar por conteúdo na rede. Dessa vez foi a Lightspeed Research que constatou em um apanhado com 2 mil britânicos: * 91% dos entrevistados &#8220;nunca pagariam&#8221; por notícias &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2009/10/21/9-entre-10-usuarios-nunca-pagariam-por-conteudo-online/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cached.imagescaler.hbpl.co.uk/resize/scaleToFit/427/285/?sURL=http://offlinehbpl.hbpl.co.uk/News/OWM/71668356-D594-A4C8-DD7333F6F7FAAC60.jpg" alt="" /></p>
<p>Mais uma <a href="http://www.guardian.co.uk/media/pda/2009/oct/20/uk-survey-paid-content" target="blank">pesquisa</a> diz o que todos sabemos: o povo não quer pagar por conteúdo na rede.</p>
<p>Dessa vez foi a Lightspeed Research que constatou em um apanhado com 2 mil britânicos:</p>
<p>* 91% dos entrevistados &#8220;nunca pagariam&#8221; por notícias online<br />
* 90% do povo não pagaria por análises (artigos opinativos)<br />
* Apenas 5% estariam interessados em comprar notícias avulsas<br />
* Só 4% cogitariam assinar o conteúdo de um site<br />
* 79% disseram que nunca pagariam por transmissões ao vivo de esportes</p>
<p>Estranho que nem em micropagamento daria para apostar, de acordo com esta pesquisa. Isso serve de alerta, aliás, a quem defende que o mercado editorial percorrerá as mesmas trilhas da indústria fonográfica. </p>
<p>O relatório da Lightspeed Research mostra que o povo está mais disposto a investir a conta-gotas seu rico dinheirinho em música (49%) do que em download de conteúdo em vídeo (43%), por exemplo.</p>
<p><a href="http://derepente.com.br/2009/09/22/quando-leitores-de-meios-digitais-nao-querem-pagar-para-obter-informacao-na-web/" target="blank">Rafa Sbarai</a> já comentou o tema quando a Paid Content divulgou outra pesquisa como esta, a <a href="http://info.abril.com.br/noticias/mercado/cobrar-por-conteudo-e-ma-ideia-diz-analise-05092009-8.shl" target="blank">InfoOnline</a> noticiou que cobrar por conteúdo digital é má ideia e o <a href="http://e-periodistas.blogspot.com/2009/09/ley-del-pago-por-contenidos.html" target="blank">Ramón Salaverría</a> também discute o assunto</p>
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		<title>Novas diretrizes curriculares do jornalismo</title>
		<link>http://anabrambilla.com/blog/2009/09/20/novas-diretrizes-curriculares-do-jornalismo/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 20:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[diretrizes]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos últimos meses a Lei de Imprensa foi revogada no Brasil e o diploma para o exercício do jornalismo deixou de ser obrigatório. Paralelamente, uma comissão formada por 8 cabeças-de-chave da pesquisa em jornalismo no país discutia de maneira amplamente &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2009/09/20/novas-diretrizes-curriculares-do-jornalismo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos meses a Lei de Imprensa foi revogada no Brasil e o diploma para o exercício do jornalismo deixou de ser obrigatório. Paralelamente, uma comissão formada por 8 cabeças-de-chave da pesquisa em jornalismo no país discutia de maneira amplamente aberta e formulava as <a href="http://download.uol.com.br/educacao/diretrizes_cursos_jornalismo2010.pdf" target="blank"><strong>Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Jornalismo</strong> <em>(pdf)</em></a>. Quem assina o documento lançado ontem é José Marques de Melo, Alfredo Vizeu, Eduardo Meditsch, Lucia Araújo, Luiz Motta, Manuel Chaparro, Sérgio Augusto Mattos e Sonia Virgínia Moreira.</p>
<p>Abaixo, anotações com pitacos:</p>
<p><strong>Ponto 1:<br />
</strong><em>&#8220;&#8230; o conteúdo profissional do curso passou a ser caracterizado como “meramente técnico” e destituído do interesse teórico. Por outro lado, a teoria da comunicação evoluiu desvinculada do exercício da profissão, focada numa crítica geral da mídia, <strong>sem compromisso com o diálogo para uma intervenção prática na mesma</strong>. Em decorrência, os estudantes de Jornalismo desde então têm sido forçados a uma opção dramática e pouco razoável entre negar a sua profissão, em nome do “espírito crítico”, ou desprezar a teoria estudada nos cursos para se voltarem à prática, reproduzida de maneira acrítica e envergonhada.&#8221;<br />
</em><br />
Eles leram meus pensamentos. Academia e mercado deveriam cooperar ao invés de concorrer. E o modelo ideal de profissional deveria ser aquele que trabalha em empresa jornalística ao mesmo tempo em que dedica parte de seu tempo para a atividade acadêmica.</p>
<p><strong>Ponto 2</strong>: a proposta de Projeto Pedagógico contempla, além de interdisciplinaridade + teoria e prática + graduação e pós + extensão, preocupação com a empregabilidade dos egressos, devendo apresentar:<br />
<em><br />
Dar ênfase ao espírito empreendedor e ao domínio científico que gerem pesquisas ao conceber, executar e avaliar projetos inovadores capazes de dar conta das exigências contemporâneas e de ampliar a atuação profissional a novos campos, projetando a função social da profissão em contextos ainda não delineados no presente. </em></p>
<p>e&#8230;</p>
<p><em>Atentar à necessidade de preparar profissionais que possam exercer  dignamente a atividade como autônomos em um espaço cuja oferta de emprego não cresce na mesma proporção que a oferta de mão de obra;<br />
</em></p>
<p>Eis uma preocupação louvável e que amplia os horizontes da concepção do profissional jornalista em si, como o sujeito que deve preocupar-se unicamente com a adequação da linguagem, com a postura estética, o equilíbrio das fontes, a força argumentativa ou mesmo com a perfeição técnica.</p>
<p>Ser jornalista, antes de tudo, é ser profissional. E ao sermos reconhecidos pelo Código Brasileiro de Ocupações do Ministério do Trabalho &#8211; ao contrário de pro-bloggers ou pro-twitters &#8211; é nosso papel identificar demandas de mercado que possam ser atendidas pelos conhecimentos específicos garantidos pela formação superior em jornalismo. Isto é mais que sobrevivência. É honra.</p>
<p>Noutras palavras: se liguem jornalistas! Tem um baita espaço no mundo digital a ser ocupado por nós. Agilizemo-nos, pois!<br />
<strong><br />
Ponto 3:</strong><br />
<em>c) Estar focado teórica e tecnicamente na <strong>especificidade do jornalismo</strong>, com grande atenção à prática profissional, dentro de padrões internacionalmente reconhecidos, comprometidos com a liberdade de expressão, o direito à informação, a dignidade do seu exercício e o interesse público; </em> &#8211; grifo dos autores</p>
<p>Temo quando o cerco fecha. O que pode ser entendido por &#8220;especificidade&#8221; em uma área ancorada pela interdisciplinaridade, conforme exposto no Projeto Pedagógico? Qual o campo de trabalho do jornalista? Esta pergunta me parece sem resposta pronta neste momento. Afinal, estamos em transição, &#8220;em crise&#8221; como o documento aponta no início. Crise, inclusive, do nosso campo de trabalho.</p>
<p>É nosso dever traçar estratégias para atingir metas de audiência? Gerenciar redes de blogs? Moderar comentários? Mensurar o impacto de tecnologias futuras? Desenvolver formatos de conteúdo para buscar novos públicos? Atender ao mercado publicitário? Dominar linguagens de programação? Gerenciar equipes? Conversar com o público? Formar um cidadão repórter? Não sei! Estamos em trânsito! Daí que focar teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo ainda me parece uma incógnita.</p>
<p><strong>Ponto 4:</strong><br />
<em>&#8220;Eixo de fundamentação contextual , que tem por objetivo embasar o conhecimento das teorias da comunicação, informação e cibercultura, suas dimensões filosóficas, políticas, psicológicas e  sócio-culturais, inclusive <strong>as rotinas de produção e os processos de recepção</strong>, bem como a regulamentação dos sistemas midiáticos, em função do mercado potencial, além dos princípios que regem as áreas conexas.&#8221;<br />
</em></p>
<p>Hummm&#8230; será que em &#8220;cibercultura&#8221; a comissão acolheu a <strong>interação</strong>? Pois ao incluir em destaque as &#8220;rotinas de produção e os processos de recepção&#8221; ainda estamos separando drasticamente emissor e receptor, uma discussão já vencida na comunicação digital, embora esta cisão ainda apareça fortemente nos meios de massa.</p>
<p><strong>Ponto 5:</strong><br />
<em>O Mestrado Profissional deve ser avaliado como caminho para atender simultaneamente a dois tipos de demanda:  a) capacitar diplomados em outras áreas do conhecimento para a realização de trabalhos estratégicos, como os de consultoria, planejamento e avaliação de produtos jornalísticos, além da expressão opinativa e/ou interpretativa sobre temas peculiares a suas formações de origem, como colaboradores especializados;<br />
</em></p>
<p>Este item amplia a preocupação dos cursos de jornalismo em despertar o potencial empreendedor dos profissionais. Mais do que descobrir aberturas no mercado de trabalho, <strong>o planejamento e avaliação de produtos jornalísticos</strong> belisca onde as empresas mais precisam &#8211; visão estratégica de mercado, ou visão de publisher. Mas já que este ponto ficou só para o Mestrado Profissional, então let´s investir na ideia!</p>
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		<title>OhmyNews aposta na comunidade para sobrevivência financeira</title>
		<link>http://anabrambilla.com/blog/2009/07/08/ohmynewscrisis8400/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 00:14:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo Colaborativo]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[citizen journalism]]></category>
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		<description><![CDATA[Alec Duarte me alertou há pouco para uma nota publicada hoje pela Forbes, contando que o OhmyNews perdeu US$ 400 mil no último ano. A informação foi dada pelo próprio fundador do noticiário colaborativo sul-coreano, Oh Yeon Ho, que creditou &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2009/07/08/ohmynewscrisis8400/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/53/106614344_8a4d769449.jpg?v=0" alt="ohmynews" /></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/" target="blank">Alec Duarte</a> me alertou há pouco para uma <a href="http://clipmarks.forbes.com/2009/07/08/citizen-journalism-site-asks-readers-for/" target="blank">nota</a> publicada hoje pela <a href="http://www.forbes.com" target="blank">Forbes</a>, contando que o <a href="http://www.ohmynews.com" target="blank">OhmyNews</a> perdeu US$ 400 mil no último ano.</p>
<p>A informação foi dada pelo próprio fundador do noticiário colaborativo sul-coreano, Oh Yeon Ho, que creditou a perda de receita à debandada de anunciantes em função da crise mundial.</p>
<p>Mais do que declarar o mau momento que o OhmyNews enfrenta, Yeon Ho já lançou uma possível solução:</p>
<p>Se os 100 mil leitores/colaboradores do OhmyNews contribuirem com US$ 8 ao mês, o veículo será financeiramente independente, sem contar os ganhos com a publicidade. </p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/62/202199967_576de12ae6.jpg?v=0" alt="oh yeon ho ohmynews" /></p>
<p><a href="http://anabrambilla.com/blog/2008/06/10/micropagamento-salva-ohmytv/">Não é a primeira vez </a>que o OhmyNews recorre ao seu fiel público para resolver questões financeiras. Em junho do ano passado a OhmyTV recebeu doações espontâneas para manter o servidor no ar. Nada menos que US$ 130 mil brotaram na conta do noticiário em questão de poucas horas. </p>
<p>Daí, não duvido nada. É bem provável que cidadãos-repórteres de várias partes do mundo mandem seus US$ 8 mensais às contas do OhmyNews. Eu mesma já topei a ideia!</p>
<p>Impossível negar a inversão da coisa: até menos de um ano atrás o OhmyNews pagava pelas colaborações. Depois de um tempo, <a href="http://anabrambilla.com/blog/2009/01/09/ohmynews-substitui-pagamento-por-premiacao/">transformou o pagamento em premiação</a>. Agora, evoca os colaboradores a participarem não apenas com fotos, vídeos e textos. Sinal dos tempos? Muita ousadia no princípio? Chancela ao micropagamento? Ou crença na potência colaborativa de uma comunidade?</p>
<p>Se a medida vai RESOLVER, de fato, o tempo mostra. Mas há indícios de que o OhmyNews irá sobreviver.</p>
<p>No último domingo troquei um e-mail com Mr. Oh Yeon Ho e ele pareceu animado ao lembrar que ano que vem o OhmyNews comemora seu 10º aniversário. Segundo o big-boss, está previsto um outro passo a ser dado no desenvolvimento do veículo.</p>
<p>Nem preciso dizer que ele me deixou curiosa, né? ;-D</p>
<p><strong>UPDATED</strong>: Alec Duarte fez uma <a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/07/09/pague-para-ser-um-reporter/#comment-1613" target="blank">análise em contraponto</a>, no seu Webmanário.</p>
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		<item>
		<title>The State of News Media 2009: tá difícil de reconhecer o poder do jornalismo cidadão</title>
		<link>http://anabrambilla.com/blog/2009/03/16/the-state-of-news-media-2009-ta-dificil-de-reconhecer-o-poder-do-jornalismo-cidadao/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 20:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Colaborativo]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ano depois de decretar a &#8220;desaceleração do jornalismo cidadão&#8221;, o relatório The State of News Media aparece na versão 2009 dizendo que &#8220;os esforços da mídia tradicional em incorporar o público na produção do seu noticiário se refinaram&#8221; do &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2009/03/16/the-state-of-news-media-2009-ta-dificil-de-reconhecer-o-poder-do-jornalismo-cidadao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um ano depois de decretar a <a href="http://anabrambilla.com/blog/2008/03/20/relatorio-norte-americano-afunda-jornalismo-colaborativo/">&#8220;desaceleração do jornalismo cidadão&#8221;</a>, o relatório <a href="http://www.stateofthenewsmedia.com/2009/index.htm" target="blank">The State of News Media</a> aparece na <a href="http://www.stateofthenewsmedia.com/2009/index.htm" target="blank">versão 2009</a> dizendo que &#8220;os esforços da mídia tradicional em incorporar o público na produção do seu noticiário se refinaram&#8221; do ano passado para cá. </p>
<p>Apesar de trazer uma visão menos catastrófica do que em 2008, o relatório chega ainda rançoso com o <a href="http://www.stateofthenewsmedia.com/2009/narrative_special_citzenbasedmedia.php?media=12&#038;cat=0" target="blank">jornalismo colaborativo</a>:</p>
<p>- Noticiários colaborativos ainda são raros (??) e pouco atualizados, mas a qualidade da informação que o público produz é superior à dos blogs.</p>
<p>- Grandes players seguem apostando em braços colaborativos, mas a contribuição que o público tem a dar ainda é melhor enquanto fonte do que como repórter.</p>
<p>- O público ainda faz a diferença quando atua em classificação e indicação de conteúdo (ao estilo Topix e Digg), o que eles chamam de &#8220;citizen aggregation&#8221; com foco no hiperlocal.</p>
<p>- Várias iniciativas de noticiário cidadão falharam por baixa participação ou por questões de controle de qualidade (quais?? por que não citam?) Uma iniciativa que se redesenhou e deu certo foi o iReport, da CNN (by the way, onde a morte do Steve Jobs foi &#8220;noticiada&#8221; DEPOIS do relançamento do projeto, em que o primeiro filtro foi abolido. E o relatório fala em controle de qualidade? Às vezes parece necessário questionar o que esses caras entendem por jornalismo colaborativo ou cidadão).</p>
<p>***</p>
<p>Alguns números do overview:</p>
<p>- em 2002, um em cada 5 jornalistas trabalhava em jornal. Em 2009 esse número pode diminuir;<br />
- as redes locais de televisão registraram queda de 7% em suas receitas de publicidade em 2008: algo inédito para um ano eleitoral;<br />
- o número de americanos que procura por notícias na internet subiu 19% nos últimos 2 anos;<br />
- os 50 maiores sites tiveram um acréscimo de 27% em suas audiências (mas o quadro não se repete na receita, que se achata para o noticiário online)</p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/03/16/agregadores-blogs-coletivos-e-jornalismo-individual-estao-em-alta/" target="blank">Tiago Dória</a> também comenta o relatório deste ano, enfatizando o jornalismo individual e o colaborativo na forma de blogs.</p>
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		<title>Não fale conosco</title>
		<link>http://anabrambilla.com/blog/2009/03/04/nao-fale-conosco/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 17:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode ser só um probleminha de sistema, mas eu estava prestes a escrever um post elogiando a função &#8220;ENTRE EM CONTATO&#8221;, presente ao final das matérias do G1, quando me apareceu isso: A mensagem não faz o menor sentido. O &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2009/03/04/nao-fale-conosco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode ser só um probleminha de sistema, mas eu estava prestes a escrever um post elogiando a função &#8220;ENTRE EM CONTATO&#8221;, presente ao final das matérias do G1, quando me apareceu isso:</p>
<p><a href="http://participeg1.globo.com/Noticias/0,,FLC0-5597-4366784-1,00.html" target="blank"><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/nao_fale_conosco.gif" alt="Não fale com o G1" /></a></p>
<p>A mensagem não faz o menor sentido. O formulário é simples e foi banal e corretamente preenchido.</p>
<p>Claro, o que eu queria era algo <em>terrivelmente complicado</em> como um sistema de comentário ao fim da matéria. Mas já que o feedback ao <a href="http://www.g1.com.br">G1</a> ainda é visto só pela redação &#8211; sim, é duro expor-se ao público perante o público &#8211; o botãozito do Entre em Contato já estava me agradando.</p>
<p>Pena que nem isso&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>A propósito: a observação que fiz foi em cima da matéria &#8220;<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1027336-5601,00-COLLOR+DERROTA+PT+E+SE+ELEGE+PRESIDENTE+DA+COMISSAO+DE+INFRAESTRUTURA.html" target="blank">Collor derrota PT e se elege presidente da comissão de infraestrutura</a>&#8220;. Tu vai ler a matéria e, do começo ao fim, o texto fala das picuinhas politiqueiras que permearam a eleição. Entendo que isto atraia leitores, no maior estilo BBB de jornalismo. Mas para que serve um presidente da comissão de infraestrutura? Bom&#8230; isto pouco importou a quem fez o texto da matéria.</p>
<p>No vídeo, a repórter diz que o setor é &#8220;<em>estratégico porque ele (o Collor) vai comandar uma comissão de um setor que é prioridade para o Governo Lula, que é o setor de infraestrutura, o setor do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento. É o setor que é exatamente central do PAC.</em>&#8221;</p>
<p>Hum&#8230; tá. Vamos fazer de conta que ela DEU a informação. Anyway, só o texto &#8211; apesar de seus 8 parágrafos de extensão &#8211; não resolveu minha vida.</p>
<p>Buenas, essa é a mensagem que eu tentei inutilmente enviar:</p>
<p><em>&#8220;Caros, por gentileza, o que faz um &#8220;presidente da comissão de infraestrutura&#8221;?<br />
Entendo que as rixas entre os políticos sejam ponto a ser abordado na matéria. Mas o que realmente Collor vai fazer continuou sendo uma incógnita para mim até o final da notícia. Uma pena.<br />
Um link apontando para uma página que explica esta função a ser desempenhada pelo ex-presidente já ajudaria&#8230;<br />
Obrigada pelo espaço.&#8221;</em></p>
<p>Ops! Agradeci cedo demais! <img src='http://anabrambilla.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Conteúdo jornalístico é 140% mais visível fora dos sites originais</title>
		<link>http://anabrambilla.com/blog/2008/11/18/conteudo-jornalistico-e-60-mais-visivel-fora-dos-sites-originais/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 17:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologices]]></category>

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		<description><![CDATA[Olha só que curioso&#8230; Uma pesquisa da Attributor, empresa dedicada ao mapeamento de conteúdo digital diz que material jornalístico na rede tem 140% mais audiência FORA do site onde foi publicado originalmente. A pesquisa diz ainda que essa replicabilidade faz &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2008/11/18/conteudo-jornalistico-e-60-mais-visivel-fora-dos-sites-originais/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha só que curioso&#8230; Uma <a href="http://www.mediapost.com/publications/?fa=Articles.showArticleHomePage&#038;art_aid=94657" target="blank">pesquisa </a>da <a href="http://www.attributor.com/" target="blank">Attributor</a>, empresa dedicada ao mapeamento de conteúdo digital diz que material jornalístico na rede tem 140% mais audiência FORA do site onde foi publicado originalmente.</p>
<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2008/11/viewer_newpie.jpg" alt="jornalismo digital attributor" /></p>
<p>A pesquisa diz ainda que essa replicabilidade faz com que os players de mídia deixem de abocanhar pelo menos US$ 100 mil ao ano. Isso porque os veículos ainda preferem o controle sobre os SEUS conteúdos do que um mergulho profundo na cultura digital de copyleft, creative commons, P2P, open source e inteligência coletiva.</p>
<p>É como negar o poder da mídia social em replicabilidade e viralização. Outras pessoas chamariam isso de &#8220;Pirataria!!&#8221;. Então pergunto: vão encarar?</p>
<p>Não façam isso. Um codigozito html no final dos conteúdos com link back para o site de origem e um convite &#8220;COPIE ESTE CONTEÚDO&#8221; faz todo mundo sair ganhando. A comunidade ganha o conteúdo + associação à marca e o veículo ganha audiência + projeção da marca nos seus nichos mais específicos.</p>
<p>O lance é tirar proveito da &#8220;pirataria&#8221; e não tentar evitá-la. Até mesmo porque essa última alternativa é impossível.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;O indivíduo é uma indústria&#8221;</title>
		<link>http://anabrambilla.com/blog/2008/10/23/o-individuo-e-uma-industria/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 13:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[A frase foi dita pelo Germán Quiroga, do Ponto Frio, durante o Seminário Info de e-Commerce, que aconteceu na última segunda, aqui em São Paulo. E me assustou. Ok, é fato que a mídia social potencializa a opinião de amigos &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2008/10/23/o-individuo-e-uma-industria/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A frase foi dita pelo Germán Quiroga, do Ponto Frio, durante o <a href="http://info.abril.uol.com.br/professional/redes-sociais/rede-social-e-bom-negocio.shtml" target="blank">Seminário Info de e-Commerce</a>, que aconteceu na última segunda, aqui em São Paulo. E me assustou.</p>
<p>Ok, é fato que a mídia social potencializa a opinião de amigos na hora da compra. A Amazon nos conta que reviews produzidos por usuários fortalecem a experiência do comércio online. UGC, enfim, gera mais venda (ou ao menos maior segurança e popularidade no e-commerce).</p>
<p>Mas puritanismos à parte, comparar o indivíduo a uma indústria me levou a pensar que, de repente, somos vistos pela mídia como uma linha de produção. Mecanizada. Montável e desmontável conforme os interesses da empresa. Estigmatizada.</p>
<p>A web 2.0 parece apontar justamente para o contrário disso. A produção do conteúdo pelo usuário não é a simples obediência a uma ordem (ou chance) dada por grandes empresas. É justamente a RESPOSTA às relações público-marca, até então conduzidas (e induzidas) pelo posicionamento oficial da publicidade.</p>
<p>UGC é crítica, questionamento, versões paralelas que enriquecem as relações comerciais online. Não se pode temê-lo. Tampouco subestimá-lo.</p>
<p>Talvez o Quiroga não tenha dito essa frase com essa intenção. Foi realmente um sinal vermelho que me ocorreu diante da possibilidade de empresas interpretarem o consumidor como operários da sua imagem.</p>
<p>É visível que a publicidade, embora tenha chegado depois nessa onda de mídia social, já está anos-luz à frente do jornalismo na exploração desse ambiente. Mas a velocidade, não raro, passa por cima da reflexão e abre brechas para exageros, deturpações.</p>
<p>UPDATED: 11h31</p>
<p>Esse trechinho do Cluetrain Manifest traduz direitinho meu raciocíno:</p>
<p><em>“Não somos audiência, ou usuários finais, ou consumidores. Somos seres humanos e nosso alcance é maior do que o seu. Encare isto.”</em>   </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Da necessidade de ver o mundo digital com outros olhos</title>
		<link>http://anabrambilla.com/blog/2008/09/26/da-necessidade-de-ver-o-mundo-digital-com-outros-olhos/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 13:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Colaborativo]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalista e blogueiro Juan Varela publicou no Soitu uma análise sobre medidas para o jornalismo não sucumbir à crise internacional. Dentre as &#8220;saídas&#8221; apontadas, destaco duas que me pareceram particularmente pertinentes (livre tradução): CONEXÃO: recuperar e ampliar a velha &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2008/09/26/da-necessidade-de-ver-o-mundo-digital-com-outros-olhos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista e blogueiro Juan Varela publicou no <a href="http://www.soitu.es/soitu/2008/09/24/sociedadcableada/1222274960_720622.html" target="blank">Soitu</a> uma análise sobre medidas para o jornalismo não sucumbir à crise internacional.</p>
<p>Dentre as &#8220;saídas&#8221; apontadas, destaco duas que me pareceram particularmente pertinentes (livre tradução):</p>
<p><em>CONEXÃO: <strong>recuperar e ampliar a velha conexão íntima entre os meios e seu público</strong>. O pior aos meios informativos não são seus problemas financeiros, mas a desconfiança e, inclusive, o ressentimento de uma grande parte da sociedade sobre sua reputação, causada por um excessivo partidarismo, a falta de independência e a contaminação de outros negócios. <strong>Conexão também é, hoje, converter os meios em redes sociais </strong>criadas em torno da informação, que ajudem a <strong>construir uma identidade digital aberta, de domínio público</strong>.</p>
<p>NOVAS REDAÇÕES E NOVOS <strong>JORNALISTAS: mais abertos, flexíveis, conectados </strong>e que aproveitem todas as vantagens da organização em rede.</em></p>
<p>É incrível a <strong>lucidez </strong>de análises assim. É preciso entender o ambiente digital diferentemente do modo como o mundo esteve organizado (?) até hoje.</p>
<p>Não faz mais sentido pensar em centralização, em domínio privado, em isolamento, em afastamento do público. Tudo está conectado. A começar pelas pessoas, algumas delas, jornalistas. E sobreviver nesse ambiente presume manter-se ativo, disponível, em conexão.</p>
<p>A cultura digital é permeada por altruísmo. Ela nasce olhando para o outro, para o ponto de conexão sem o que não faz sentido existir. É a tua existência legitimada e chancelada pela alteridade, pelo grupo. Essa é a base do capital social, do mérito que te faz um ser vivo na rede.</p>
<p>Isso parece tão óbvio&#8230; Mas às vezes sinto que não é. E me decepciono.</p>
<p>Via <a href="http://www.google.com/reader/view/feed/http%3A%2F%2Fperiodismociudadano.com%2Ffeed%2F" target="blank">Periodismo Ciudadano</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>[OT] Globo sem noção</title>
		<link>http://anabrambilla.com/blog/2008/06/26/ot-globo-sem-nocao/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 13:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Trivialidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem à noite um grande time brasileiro disputava a final da Libertadores e a TV Globo transmitia uma partida da primeira fase da Série B do Campeonato Brasileiro. Perderam os critérios&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem à noite um grande time brasileiro disputava a final da Libertadores e a TV Globo transmitia uma partida da primeira fase da Série B do Campeonato Brasileiro.</p>
<p>Perderam os critérios&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>&#8220;Publishers devem construir seus negócios sobre a audiência &#8211; não sobre o conteúdo&#8221;</title>
		<link>http://anabrambilla.com/blog/2008/06/24/publishers-devem-construir-seus-negocios-sobre-a-audiencia-nao-sobre-o-conteudo/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 22:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologices]]></category>

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		<description><![CDATA[Bacanuda essa sessão de idéias para promover players da mídia off e on organizada pelo site Editor &#038; Publisher e pela Nielsen Business Media. Uma das palestras &#8211; e talvez a mais interessante &#8211; tenha sido a da Sarah Rotman &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2008/06/24/publishers-devem-construir-seus-negocios-sobre-a-audiencia-nao-sobre-o-conteudo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bacanuda essa sessão de idéias para promover players da mídia off e on organizada pelo site Editor &#038; Publisher e pela Nielsen Business Media.</p>
<p>Uma das palestras &#8211; e talvez a mais interessante &#8211; tenha sido a da Sarah Rotman Epps, analista da Forrester Research, que abriu o painel com uma cartada de mestre:</p>
<p>&#8220;Publishers devem construir seus negócios sobre a audiência &#8211; não sobre o conteúdo&#8221;</p>
<p>Vocês têm noção do impacto que isso causa nas grandes empresas de comunicação?</p>
<p>Até bem pouco tempo me engajava na corrente de que esses players não deviam mais posicionar-se como &#8220;emissora de TV&#8221;, &#8220;editora de jornal&#8221; etc. Mas como &#8220;produtor de conteúdo&#8221;, o que habilitaria tal empresa a potencializar aquilo que faz melhor &#8211; conteúdo editorial &#8211; e veicular seu diferencial em qualquer plataforma.</p>
<p>Isso já não parece suficiente. E conteúdo está próximo de não ser mais um diferencial. Será porque a rede é vista como sinônimo de saturação de conteúdo? Informação virou commoditie? Tendo fortemente a responder &#8220;sim&#8221;.</p>
<p>Lembrem-se de que a Sarah falava do &#8220;negócio&#8221; dos publishers&#8230; It means&#8230; dindin! Enquanto a receita dessa fatia editorial do tecnomundo ainda vir da publicidade (e não vejo muito caminho para isso mudar, a despeito da completa inadequação das métricas de audiência), a realidade nos diz que conteúdo não é sinônimo de tráfego:</p>
<p><em>- &#8220;RSS and blogs allow content consumption without generating direct ad revenue for publishers.&#8221;</em></p>
<p>O público online consome, sim, informações. Mas não paga por elas. Oras, a cultura digital já nasce dentro da lógica do gratuito. </p>
<p>Daí ela aponta que 43% dos internautas norte-americanos personalizam conteúdo em suas próprias páginas ou agregadores de RSS. Isso não gera tráfego, nem pageviews, nem impressões de banners&#8230; portanto, &#8220;no dindin&#8221;!</p>
<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2008/06/pay_free_content.jpg" /></p>
<p>Ok. Então COMO faremos internet?</p>
<p>Sarah arrisca um palpite:</p>
<p><em>- &#8220;Aggregate content and functionality needed to meet key audience goals&#8221;</em></p>
<p>Isso passa por fazer dos sites uma presença ÚTIL das publicações na internet. E &#8220;ser útil&#8221;, nessa hora, não é só trazer matérias com serviço. É oferecer ferramenta, customização, integração com a vida offline, convívio, proximidade com as redações&#8230; que deixam de ser apenas pólos produtores de conteúdo e passam a ser agregadores sociais.</p>
<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2008/06/who_is_blogging.jpg" /></p>
<p>Sarah complementa:</p>
<p><em>- &#8220;Use social technologies to get your audience to engage with you &#8211;and each other. <strong>Listening, talking, supporting, energizing, embracing</strong>&#8220;</em></p>
<p>O exemplo acima, do MyPost, do Washington Post é bem bacana. Num trackback básico, eles prestigiam quem replica o link da página deles comentando o conteúdo. (Sim, deve haver algum cuidado editorial).</p>
<p>Mas o movimento não precisa ser só o de trazer o conteúdo do internauta para dentro do teu site. Nem deve limitar-se a isso.</p>
<p>Algo que não é novo mas sempre bom de lembrar é que o internauta JÁ PRODUZ muito conteúdo DE QUALIDADE em sites que elegeu como seus tótens (bah! baixou o Maffesoli agora!).</p>
<p>Nesses casos, o jeito é ir atrás deles e consolidar a presença da marca:</p>
<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2008/06/ap_at_youtube.jpg" /></p>
<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2008/06/cnn_at_youtube.jpg" /></p>
<p>Sei que syndication envolve relações comerciais de venda de conteúdo. Mas seu ponto de partida é essa presença &#8220;out of site&#8221;:</p>
<p>Fala, Sarah:</p>
<p><em>- &#8220;Syndication means going to where your readers spend most of their time&#8221;</em></p>
<p>É um jeito de trabalhar conteúdo, sim, mas de uma forma dinâmica em ambientes F.A.B. (não, nada a ver com Força Aérea Brasileira) &#8211; &#8220;For And By&#8221; readers.</p>
<p>Sim, a CNN &#8220;se mistura&#8221; com o público. Sim, a Associated Press almoça no mesmo bandejão dos reles mortais e ambas publicam seus vídeos no YouTube.</p>
<p>No caso da AP, só falta permitir que o internauta &#8220;carimbe&#8221; o seu vídeo com a marca da agência.</p>
<p>***</p>
<p>Com informações da Carta do Editor, da Abril e do keynote da Forester.</p>
]]></content:encoded>
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