gauchices


A rua Riachuelo, no Centro de Porto Alegre, vai sediar uma mini-Feira do Livro todas as semanas!

Todos os sábados, no trecho entre as ruas General Câmara e Borges de Medeiros, livreiros vão se reunir para celebrar um dos “cimentos sociais” que mais fortemente sustentam a identidade gaúcha: o livro.

A primeira mini-feira acontece nesse sábado, dia 9, às 10h, quando o xerife da Feira do Livro da Praça da Alfândega deve passar por lá para bater a sineta :-)

Vai ter exposição de arte, oficina infantil, clube de choro e todo o aparato que as feiras de rua dessas cidadezinhas românticas promovem.

Bonitinho, né? Agora, além de chimas na Redenção todo o domingo, o porto-alegrense vai na mini-Feira do Livro todo o sábado…

Valeu a dica, Angela Brambilla!!

A Cyberfam completa 10 anos com uma programação 24 horas. Começou ontem, às 18h e encerra às seis da tarde de hoje.

Pouco depois da meia-noite, mandei meus dois centavos numa entrevista por telefone ao querido André Pase.

Muitas participações bacanas, como John Pavlick e Marina Wentzel, ex-colega e amiga que hoje tenho o maior orgulho ao ouvir, de manhã cedinho, no boletim da BBC à CBN: “De Hong Kong, Marina Wentzel”.

Mas o momento mais emocionante é o streaming de vídeo de uma aula de quase 50 minutos, com o Eduardo Pellanda (caro ex-orientador), numa sala de aula da Famecos. A gente sente todo o clima da turma, o discurso, a luz da manhã, o visu do prédio 8 e do jardim da Famecos que a gente vê pelos janelões que vão até o chão, as cortinas, a energia da gurizada, o entusiasmo de sempre no discurso do Pellanda ao falar das possibilidade do mobile no jornalismo.

Aí o coração acelera, a saudadevontade bate e a gente não se güenta!

Parabéns, Cyber! Tenho o maior orgulho de que esse foi meu primeiro trabalho :)

Parabéns, Porto Alegre! :)

Chega um momento, na vida de todo o gaúcho que, mesmo com a goela seca, tem de admitir: o time adversário lhe fez bem.

Daqui a 3 dias vai fechar um ano que o Inter me fez bem. Dá prá crer nisso? O INTER! Aquele saci habitante da bóia cativa, lá da beira do rio, lugar para onde vão os detritos da cidade! Ele mesmo. Me fez sorrir largamente a 17 de dezembro de 2006, quando - arght! - ganhava o mundial interclubes no Japão.

Mas essa felicidade foi causada tão-somente pela razão de eu estar longe. E naquela manhã de domingo, subi até a Paulista para fotografar a carreata de colorados e sentir um fagulhinha dentro de mim esquentando o amor pela terrinha.

Menos de um ano depois, o Inter me - arght! - faz bem de novo. Não com tanta alegria. Mas o fato de eu estar aqui em São Paulo, ainda mais do lado da Angela, foi decisivo para que eu risse, risse muuuuito por conta dos colorados, mais uma vez representando a gauderiada que me foi berço.

E o Juremir - sempre ele, maravilhoso! - apesar de coloradíssimo, escreveu uma crônica histórica no Correio do Povo de 06/12/2007, na semana em que o Corinthians amargava a queda para a segundona… aos pés do Grêmio… e vingando o Inter.

Leiam isso:

“… o clube paulista foi derrubado para a Segunda Divisão pela sua própria incompetência, pois não conseguiu ganhar de um Grêmio pouco confiável na defesa dos brios gaúchos, quer dizer, colorados, ainda pisoteados pela maracutaia que tirou o título de 2005 do Inter e o deu aos corinthianos.

(…)

O importante é que o futebol satisfez os mais baixos instintos de todos nós. Nada mais bem partilhado entre os humanos do que o desejo de vingança.
(…)

Havíamos feito um gol por engano no primeiro tempo. Deve ter sido erro de comunicação. O hermano Orosco não deve ter entendido as orientações em português, ainda mais o português falado por Abel, e fez um gol que ninguém queria e foi o menos comemorado da história colorada.

(…)

Como é bom, de vem em quando, perder. Dá uma alegria! Foi um domingo especial: eu torci contra o Inter e a favor do Grêmio. Basta.”

Pronto. Ver um colorado dizendo essa última frase foi a maior alegria que o Inter podia me dar. Verdade! Pensando bem… maior que o gauchismo do campeonato mundial (afinal, eu já fui campeã do mundo, embora com dois aninhos de idade e sem chance de comemorar na Paulista :P ).

(Ah, sim, recebi essa crônica num recorte do Correinho, que a minha irmã mandou lá de Porto Alegre, como “Segue aí um Juremir especial” :) Chegou hoje, pelo correio.)

Bom mesmo foi ver a gauchada decidindo a vida dos paulistas!!!! YEAH!!!!

Bom meeeeeeeeesmo foi ver colorado torcendo pelo Grêmio e desejando que seu próprio timinho perdesse, para vingar o título roubado do Brasileirão de 2005, pelo Curíntia. YEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAHH!!

Agora, impagável foi viver tudo isso em plena Praça da República, no centro de São Paulo; mirar o dedo na cara de corithiano e colorado e cair na risada!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!! :D

Que, Libertadores, o quê!? Vingança é uma iguaria que se degusta fria (do início de Kill Bill). E é deliciosa! ;)

… que eu não invento coisas!!

… fala por si.

:´)

Acabei de receber esse e-mail, da querida Jack Woitovitsch:

“Oi amiga, tudo bem? Chegou bem?
Seguinte: vai feder a coisa do MST. Eles estão em marcha para a Fazenda da (amiga nossa*)(Coqueiros do Sul), mesmo tendo liminar da justiça que proíbe que eles invadam a fazenda, o MST diz que não vai recuar..tem um monte de brigadiano guardando a Fazenda, isso vai dar confronto. Essa semana eles já invadiram a fazenda da Votorantim e outra grande fazenda, e todas com liminar da justiça. Hj a Zero Hora publicou extensa matéria na pág. 4 e 5 alertando para o que está acontecendo.”

E então? O exército não vai agir? Sim, porque já não adianta a brigada militar fazer guarda na fazenda. Esses trogloditas vão invadir mesmo. Que ainda esperam? Que pessoas morram? Que mais estragos aconteçam? Absurdo, viu?

* suprimi o nome da nossa amiga dona da fazenda a ser invadida por questão de sua segurança.

Então a Zero Hora (ou “o” Zero Hora, como dizem aqui em São Paulo) cedeu aos encantos do jornalismo colaborativo… Que legal! Faço votos para que seja uma experiência bem-sucedida :)

É que o novo portal de ZH tem uma área chamada “Leitor-Repórter“, um serviço onde o internauta, identificado e logado, pode submeter conteúdo editorial a ser publicado no site.

Pena que o tão desejado link “Como Participar” não está funcionando e só aponta para a home do Leitor-Repórter. Alô-ou! Corrijam isso rapidim, sob pena de frustrar possíveis colaboradores.

Mas o mais interessante é que o Leitor-Repórter, além de ser uma área do site, é um serviço que atravessa todas as outras seções. Estão espalhados por todo o site convites para o internauta mandar sua foto, sua crônica, seu relato sobre “seu bairro, sua cidade, sua região”.

Outro ponto altamente positivo é esse: Seu material será submetido à avaliação dos editores de zerohora.com e levará até 48 horas para ser aprovado.”

Firmar um prazo para avaliação do conteúdo é um sinal de respeito e consideração à ansiedade natural de um internauta que atua como colaborador. TODOS os sites de conteúdo colaborativo mediado deveriam adotar a mesma postura.

Para encerrar, sob um ponto de vista mais genérico: o site também traz o e-mail do jornalista na assinatura da matéria e cada conteúdo permite comentários ao final.

São sutilezas assim que fazem de um jornal online… verdadeiramente online!… Senão seria mera transposição do papel.

(…)

Sim, tenho lá minhas observações críticas quanto à midia sulina, em geral, mas a gente deve aplaudir quando há um esforço nítido para se corrigir erros do passado.

Vida longa ao Leitor-Repórter!

“Há muito tempo que ando
nas ruas de um Porto não muito Alegre
E que no entanto me traz encantos
e o pôr-de-sol me traduz em versos

De seguir livre muitos caminhos
arando terras, provando vinhos
De ter idéias de liberdade
e ver amor em todas idades…”

Pão torrado, chimas, Ramilongas e uma cidade cinzenta ao redor me engolindo.

Nessas horas me pergunto: me eram as ruas do Porto, de fato, não muito Alegres?

***

Com o perdão do post personalíssimo.

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