Hoje de manhã discutíamos Lévy + Wolton + nós mesmos durante a aula na Cásper. E lá pelas tantas, o Wolton dizia no texto publicado na edição 15 da Revista Famecos:
“… não é suficiente que os homens troquem muitas informações para que se compreendam melhor. São os planos culturais e sociais de interpretação das informações que contam, não o volume ou a diversidade dessas informações. (…) O tempo ganho no acesso à informação pode ser novamente perdido na dificuldade de interpretar essa informação.”
Por mais que eu discorde do Wolton noutros momentos, essa visão que ele tem sobre quantidade (de informação) versus qualidade (de interpretação) me parece iluminada!
Daí veio o Diogo Bercito e citou um texto superbacana publicado no Observatório de Imprensa, que fala sobre a “difunção narcotizante” a que os meios de massa expõem o público.
Parece que, por mais amplo e diverso que seja o universo digital, esse efeito “chapante” da informação que vem dos meios de massa se estende para o mundo dos bits…
