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	<title>Libellus &#187; Arte</title>
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	<description>by Ana Brambilla</description>
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		<title>A casa do Mario</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2007 13:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[AnaPaulistana]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Colaborativo]]></category>

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		<description><![CDATA[A noite foi ótima, claro! Discutir jornalismo colaborativo com pessoas tão bem preparadas e de boas idéias é sempre instigante e me faz lembrar das aulas do Juremir, quando deixava a Famecos com a cabeça fervilhando. Ana Elisa Ribero, Jorge &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2007/10/18/a-casa-do-mario/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/casa_do_mario_1.jpg" /></p>
<p>A noite foi ótima, claro! Discutir jornalismo colaborativo com pessoas tão bem preparadas e de boas idéias é sempre instigante e me faz lembrar das aulas do Juremir, quando deixava a Famecos com a cabeça fervilhando.</p>
<p>Ana Elisa Ribero, Jorge Rocha, Julio Daio Borges, Pedro Markun, Zé Marcelo Zacchi, <a href="http://www.gardenal.org/trabalhosujo/2007/10/last-niiiite.html">Alexandre Matias </a>e outras pessoas que iluminaram a noite, obrigada!</p>
<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/casa_do_mario_2.jpg" /></p>
<p>Mas o que roubou a minha atenção ao participar do Palavra na Tela, organizado pelo Digestivo Cultural, foi o lugar onde a discussão aconteceu.</p>
<p>Nada menos do que&#8230; a casa onde viveu Mario de Andrade.</p>
<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/casa_do_mario_3.jpg" /></p>
<p>No final do evento eu conversei com a Kalu, que trabalha lá e cuja mamys é pesquisadora da relação de Mario com o universo musical. Kalu pareceu uma pessoa muito gentil e conhecedora da vida de Mario. Contou até como ele morreu&#8230; </p>
<p>Foi naquela casa, enquanto descia essa escada, que sentiu uma fisgada no peito. Caiu na escada mesmo e dali foi levado ao quarto, no piso de cima, de onde não saiu com vida.</p>
<p>Preciso voltar lá. Preciso! Quero sentir mais o Mario por aqueles corredores, aquelas prateleiras, dizem que há um porão cheeeeio de livros dele&#8230; Quero chamar o Mario para um chá, como sempre acontece quando vou no Municipal <img src='http://anabrambilla.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Uma pobre Bienal</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Sep 2007 14:45:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você for à 6ª Bienal do Mercosul, não comece pelo Santander Cultural. Ao contrário, deixe-o por último. Isso se você é daqueles que deixa o melhor bombom da caixa pro final. Ou quer simplesmente evitar frustrações. Ocorre que a &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2007/09/16/uma-pobre-bienal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1374/1392164792_bcada96c41.jpg?v=0" /></p>
<p>Se você for à <a href="http://www.bienalmercosul.com.br/">6ª Bienal do Mercosul</a>, não comece pelo Santander Cultural. Ao contrário, deixe-o por último. Isso se você é daqueles que deixa o melhor bombom da caixa pro final. Ou quer simplesmente evitar frustrações. Ocorre que a mostra <em>Anatomia da melancolia</em>, do argentino Jorge Macchi, é a melhor parte, disparado, dessa 6ª Bienal. Talvez, a única que preste.</p>
<p>E presta muito!</p>
<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1212/1391252915_7bb32338d3.jpg?v=0" /></p>
<p>O vazio da grande nave do prédio do Santander, cortado por uma sinfonia executada pela OSPA e projetada num telão ao fundo, com créditos desfocados, como um filme que chega ao fim, prenuncia uma experiência altamente sensibilizante.</p>
<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1417/1391252921_96a67c7fdd.jpg?v=0" /></p>
<p>Macchi trata da melancolia, sim, mas com uma poesia que a traduz em ternura, pura delicadeza. Coisa de argentino que bate panela em praça pública e bota fogo na bombonera com o mesmo encantamento e magia de um tango de Piazzolla.</p>
<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1163/1391232191_2ac4e8098c.jpg?v=0" /></p>
<p>Como ver doçura em vidros tragicamente quebrados, em mapas de cidades-fantasma onde só &#8220;sobrevivem&#8221; cemitérios nos recortes do artista? Mas acredite: ela há. Ainda que seja numa fina camada de percepção estética com que o espectador recobre o conjunto de obras, onde tudo que está em um espaço de arte, arquiteturalmente sacralizado (o prédio do Santander é A imponência, para quem não conhece, e talvez por isso fosse o mais vazio naquele primeiro fim-de-semana pós abertura de Bienal), deve tocar. Incomodar, acolher, sufocar, praguejar, afeiçoar.</p>
<p>Macchi desperta contradição. Trata da morte em metáforas que a deixam menos dura do que parece.</p>
<p>Mas não apenas de &#8220;fins&#8221; se faz a monográfica de Macchi nessa 6ª Bienal. Os &#8220;meios&#8221; que substanciam seu percurso criativo talvez sejam o toque mais surpreendente dessa exposição.</p>
<p>Macchi traduz luz em matéria, som em luz, brinca com o visual, o tátil, o sensorial em todas as suas facetas, entrelaçando-os.</p>
<p>É assim que os pontos de luz de um globo de boate atravessam as paredes de gesso da sala. Ou o trânsito despretensioso de uma avenida qualquer, em cinco vias, como cinco são as linhas de uma partitura, se transforma em melodia.</p>
<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1216/1391232201_b0b2820fca.jpg?v=0" /></p>
<p>Estou descobrindo um parceiro de Gil Vicente e Farnese de Andrade na minha galeria de preferências estéticas. E lembrar que na Bienal em que trabalhei, Macchi também expôs&#8230; Era um trabalho bem menor, com recortes da comunicação urbana. Elementos de mídia. Ele parece fascinado com isso. Dessa vez, jornais e uma vídeo-instalação com letreiros outdoor pontuam &#8220;Anatomia da Melancolia&#8221;.</p>
<p>O Santander já tem fama de receber as mostras hype das Bienais do Mercosul. Se Macchi se consagrar, mesmo, como o ponto alto dessa edição, não será apenas por tradição.</p>
<p>Isso é claramente perceptível nas estações pedagógicas, onde qualquer visitante pode deixar bilhetinhos ao artista sobre sua percepção, mandar recados, fazer desenhos, whatever. A estação de Macchi era a ÚNICA CHEIA, em que os espaços do painel para deixar os bilhetinhos guardavam, cada um, quatro, cinco manifestações do público. Claro que prestigiei esse lado &#8220;colaborativo&#8221; da Bienal e deixei meus pitacos lá <img src='http://anabrambilla.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>No MARGS, os painéis de Francisco Matto e Öyvind Fahlström (quem conseguir pronunciar ganha um doce) estavam coerentemente vazios. Matto não me disse nada. E a única impressão que Fahlström me provocou é como a gente deve se expressar quando toma ácido..</p>
<p>Dali para diante &#8211; rumo ao Cais do Porto -, a Bienal só piora. Em vários aspectos: uma superinfra de lazer à beira do Guaíba contrastando com uma expografia sufocante. Guardaram a Bienal em CAIXAS. E deram o nome à exposição de CONVERSAS!!</p>
<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1039/1392164786_3be838a838.jpg?v=0" /></p>
<p>O que menos vi foram obras dialogando. Nem entre si. Nem com o espaço. Muito menos comigo. Um amontoado de trivialidades cuja fruição &#8220;correta&#8221; (se é que existe fruição incorreta de uma obra de arte) não acontece num calor escaldante de 35º porto-alegrenses.</p>
<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1350/1392164758_a1dd0a1f14.jpg?v=0" /></p>
<p>Não conheço Marcos Balbino, quem assina a coordenação da produção de expografia. Mas esse primeiro contato com seu trabalho foi, no mínimo, decepcionante.</p>
<p>Ok, há algumas obras como o <a href="http://teatrodochatpoa07.wordpress.com">Teatro do Chat</a> e o <a href="http://fotolog.com/poxipics">Poxipics</a> que fogem à obviedade por extrapolar o ambiente expositivo e avançar pela rede, fazendo com que a obra continue na internet.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/results?search_query=William+Kentridge&#038;search=Search">William Kentridge</a> também se distingue do restante em <a href="http://www.ngv.vic.gov.au/kentridge/"><em>7 Fragments for Georgés Méliès</em></a>, uma vídeo-instalação plural, numerosa, onde todos os vídeos são absolutamente encantadores e por isso provocam uma ansiedade tremenda em quem deseja ver todos ao mesmo tempo. Coisa desses dias.</p>
<p>Isso é provocação. E é isso que espero da arte contemporânea. Especialmente, de uma Bienal. Tem que tocar, instigar, cutucar. Tenho que sair de lá diferente do que entrei. Senão não há sentido. E infelizmente, foram pouquíssimas as intervenções que realmente me disseram alguma coisa.</p>
<p>As demais, numa silenciosa banalidade, fazem dessa 6ª uma pobre Bienal.</p>
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		<title>Então virei a noite na Virada&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2007 14:21:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[AnaPaulistana]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Da quadra de ensaio da Vai-Vai ao Auditório do Ibirapuera. Da vazia e aterrorizante avenida Pedro Álvares Cabral para a Casa das Rosas. E de lá, ao amanhecer. Com direito a pit stop prá uma dormidinha num dos quartos da &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2007/05/07/entao-virei-a-noite-na-virada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2007/05/p1290758.JPG" /></p>
<p>Da quadra de ensaio da Vai-Vai ao Auditório do Ibirapuera. Da vazia e aterrorizante avenida Pedro Álvares Cabral para a Casa das Rosas. E de lá, ao amanhecer. Com direito a pit stop prá uma dormidinha num dos quartos da casa e a café da manhã. </p>
<p><img src="http://anabrambilla.com/blog/wp-content/uploads/2007/05/p1290736.JPG" /></p>
<p>O problema é que essa Virada Cultural me abriu a cabeça prá coisas que não queria ver, entender ou admitir que é verdade.</p>
<p>Abrir-se à vida é bom. Mas não tanto.</p>
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		<title>Tchau, Tio Aldo&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Feb 2007 13:07:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Brambilla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Então o querido Walter me deixou um scrap dando dessas notícias que ninguém gosta de saber, e reproduziu em seguida essa nota do Correio de Povo de ontem: &#8220;O jornalista gaúcho Aldo Obino faleceu, ontem, aos 93 anos, de insuficiência &#8230; <a href="http://anabrambilla.com/blog/2007/02/26/tchau-tio-aldo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então o querido Walter me deixou um scrap dando dessas notícias que ninguém gosta de saber, e reproduziu em seguida essa <a href="http://www.cpovo.net/jornal/A112/N147/PDF/Fim17.pdf" target="_blank">nota</a> do Correio de Povo de ontem:</p>
<p>&#8220;O jornalista gaúcho Aldo Obino faleceu, ontem, aos 93 anos, de insuficiência respiratória. Durante 50 anos &#8211; de janeiro de 1934 até dezembro de 1984, quando se aposentou &#8211; ele trabalhou para o jornal Correio do Povo, na área cultural, como crítico de arte. Figura destacada e muito respeitada frente à cultura rio-grandense, Obino sempre foi consultado quando se queria alguma avaliação nessa área. Era também convidado para palestras e para escrever prefácios de livros.</p>
<p>O jornalista nasceu em 25 de outubro de 1913, foi casado com dona Wilma Agustone Obino. O casal não teve filhos. O corpo do jornalista será sepultado neste sábado, às 10h, no Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre. O corpo do crítico está sendo velado na capela 15 do cemitério. &#8216;Aldo Obino: notas de arte&#8217; é um livro, organizado por Cida Golin, com entrevista e seleção da crítica de arte de Obino, desenvolvido pelo Margs.&#8221;</p>
<p>Eu participei desse livro e posso me sentir honrada por isso. Tio Aldo era uma pessoa maravilhosa, generosa mas não com arte ruim! Prá esses ele baixava lenha enquanto a dona Wilma trazia doces e sorvetes maravilhosos acompanhados por licor de cereja enquanto a Cida e eu passávamos longas tardes de entrevista no escritório do apartamento deles, na rua Fernando Machado, em Porto Alegre.</p>
<p>Artistas que viraram estrelinhas, preparem-se! Chegou o Tio Aldo por aí! ^.^</p>
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