Ando encantada pela variabilidade dos usos das mídias sociais.
Ainda no Intecom, há 15 dias, o Fábio Malini (UFES) iniciou uma discussão sobre governabilidade digital a partir de modelos P2P.
Agora encontrei essa notícia listando as presenças de várias instâncias do Governo do Estado de São Paulo em mídias sociais.
As redes estão assim eleitas:
1º) Twitter
2º) Facebook
3º) Flickr + YouTube
4º) Orkut
5º) SMS + WAP
Entre as estratégias que mais despertaram a minha atenção estão o envio de ofertas de vagas de emprego pelo EmpresaSP por SMS, adequadas ao perfil do dono do celular. Mas isso já existe No ranking do “uso curioso” – não exatamente um mérito – estão as comunidades no Orkut…
Essa semana ainda dei aulas na Famecos sobre mídias sociais aplicadas ao jornalismo e uma das coisas que discutimos foi a inoperância de perfis de MARCAS num lugar essencialmente ocupado por PESSOAS.
Marcas se pronunciam.
Pessoas conversam.
E isso são ações quase contraditórias.
(Keynote feito em parceria com Marcelo Trasel)
Pois algumas comunidades de órgãos do Governo de SP estão usando os tópicos das comunidades do Orkut e do Facebook para… se pronunciarem. E não para conversarem. Até porque ainda está baixa a adesão do público à “conversa”. Afinal… a gente conversa com marcas? Ou com PESSOAS que estão por trás das marcas? Quem dá a cara à tapa?
Os Twitters estão mais coerentes. É que o Twitter se presta para “emissão-e-somente-isto”. De um jeito ou de outro, o Governo do Estado de São Paulo está mais do que de parabéns pelas iniciativas todas. Só resta, agora, aprimorar um pouco mais o diálogo pois, no fim das contas, essas são mídias sociais.







