AnaPaulistana


Esse é o filme de uma cidade deprimida. Portanto, deprimidos, não o vejam.

A cidade em questão é São Paulo, claro. A capital dos superlativos mostra seu lado podre. Não apenas nas alocações, mas a trama…

Personagens visivelmente sufocados pela hostilidade afetiva paulistana pontuam o filme do começo ao fim. E são tão reais…

Não falo de pobreza, miséria, desemprego, prostituição, abandono, violência, enfim, dessas metástases sociais de uma cidade adoentada.

Isso também aparece no filme de Carlos Alberto Riccelli, mas o cerne da doença vem antes da exclusão social. São Paulo sofre de exclusão afetiva.

Evidenciando sem acalentar essa puta ferida, O Signo da Cidade agrava ainda mais o quadro na cena em que o travesti Josialdo (se bem lembro), esperançoso na busca por um mundo ou uma cidade que o acolha, reflete:

“Você não é amado porque é bom. Você é bom porque é amado.”

Cuidado! Ser amado não depende da gente! Então são os outros que nos fazem pessoas melhores ou piores? Não!! Por isso cuidado ao largarem uma frase assim nas telas de uma cidade como São Paulo!

Muito por conta dessa cena é que não recomendo o filme a pacientes que sofram de depressão.

Embora o filme pareça naturalmente real, nos faz acreditar momentaneamente num absurdo como esse.

A exclusão afetiva paulistana está, aí, explicada.

***

UPDATED 23/02/08: finalmente termina a semana que SP teve cinco casos de suspeita de suicídio, três deles levados a cabo, três tentativas…….. nos trilhos do metrô.

Clica na imagem para ler meu artigo

Um overview (amedrontado) do que a febre amarela anda causando aqui pelo Brasil.

Pois é… eu sou vizinha da Vai-Vai… E nessa época, até quem não gosta de carnaval acaba cedendo aos encantos da bateria e se junta à comunidade para curtir o ensaio nas ruas da Bela Vista paulistana :-)

(Samba Enredo da Vai-Vai para o carnaval 2008)
Zé Carlinhos,nayo Denai,vagner Almeida E Danilo Alves
Vai-Vai acorda Brasil

Eu sou guerreiro de fé
Meu samba é no pé, sou Vai-Vai
Se quero axé meu manto traz
No branco a paz, no preto amor
Sou brasileiro e tenho meu valor

Desperta gigante, é novo amanhecer
A levada do meu samba, vai te enlouquecer (Meu
Brasil)
Esbanja talentos musicais, herança de gênios imortais
Do céu ecoam melodias, em sinfonias, que embalam meu
cantar
E “carinhosamente” a Bela Vista a desfilar vem
mostrar
Que um lindo sonho, nesta vida se torna real
Pra quem lutar, acreditar, buscar um ideal
Um lindo sonho, nesta vida se torna real
Pra quem lutar, acreditar num ideal

Alô Brasil, o nosso povo quer mais
Educação pra ser feliz!
Com união, vencer a corrupção
Passar a limpo este país!

Brilhou na arte a esperança
Iluminou as nossas vidas com o doce afã
De tocar, encantar, transformar as mentes do amanhã
Com o dom da musicalidade, “acordes com dignidade”
Vem ver, na grande ópera do carnaval
O bem vencendo o mal é a força da cidadania a trilhar
Vamos gritar aos quatro cantos desta pátria mãe
gentil
Pra sempre vou te amar, “ACORDA BRASIL”

No último sábado à noite caminhei a Paulista de ponta a ponta. Depois, voltei. Foram quase 6 quilômetros de muita luz de Natal, fotos, chorinho do Coisa Linda de Deus na reabertura da Casa das Rosas, bicicletas voadoras nos prédios do Sesc e do Itaú Cultural, carrinho de pipoca a cada cinco metros, algodão-doce, trenzinho pela Paulista, uma noiva recém-casada lá prás bandas da Consolação e foto de tudo isso.

Algumas delas foram parar aqui

메리 크리스마스

A Casa abre outra vez…

… e um chorinho de primeira linha invade o começo da Avenida Paulista. Se a gente achava que já estivesse no Paraíso, tinha que entrar na Casa prá ter certeza.

Bem-vinda de volta a nossas vidas, Casa das Rosas :)

Bacana esse relato publicado pelo Eu Repórter, d’O Globo Online:

Me chamou à atenção especialmente porque, no último domingo, depois de levar minha irmã até o aeroporto de Guarulhos, peguei um ônibus de volta para São Paulo e ali, pertinho da cabeceira da pista, à noite, vi uma bolinha de fogo no céu escuro.

Custei para acreditar ou identificar até porque nunca tinha visto assim, digamos, pessoalmente, mas era, de fato, um balão.

Pelo jeito não é só a galera do Rio que ainda não se conscientizou dos prejuízos que podem ser causados por um balão perto de regiões aeroportuárias ou em qualquer espaço.

Enquanto meu olhinho se perdia no céu acompanhando o vento leve levar aquele pontinho de luz, só conseguia pensar onde ele cairia e, provavelmente, onde causaria um incêndio…

***

Percebam a naturalidade do relato… Aquele “registrei”, primeiríssima pessoa, enche o autor de propriedade para falar sobre a pauta.

Lembrei agora do Alexandre Garcia dizendo “O ministro me disse ontem” ou “Conversei com o presidente”…

Fala sério! Aquilo inspirava muita confiança, dava força à informação.

Talvez chegue um dia em que “every citizen is a kind of Alexandre Garcia” :)

Bom mesmo foi ver a gauchada decidindo a vida dos paulistas!!!! YEAH!!!!

Bom meeeeeeeeesmo foi ver colorado torcendo pelo Grêmio e desejando que seu próprio timinho perdesse, para vingar o título roubado do Brasileirão de 2005, pelo Curíntia. YEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAHH!!

Agora, impagável foi viver tudo isso em plena Praça da República, no centro de São Paulo; mirar o dedo na cara de corithiano e colorado e cair na risada!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!! :D

Que, Libertadores, o quê!? Vingança é uma iguaria que se degusta fria (do início de Kill Bill). E é deliciosa! ;)

Há um ano, quando mudei para São Paulo, esse muro da rua Almirante Marques de Leão, no bairro Bela Vista/Centro da capital, já estava assim, “barrigudinho”.

São os fundos de um prédio da rua dos Franceses. O condomínio tem três torres com, pelo menos, 15 andares cada. Abaixo, quatro andares de estacionamento e então o perau.

Segurando isso tudo, ao final do barranco, esse muro.

Do outro lado da rua, em frente ao muro, o meu edifício.

No último sábado, os porteiros do meu prédio disseram ter visto uma viatura da Prefeitura de São Paulo averiguando o local. A “medida” tomada foi jogar ali três cones e amarrar aquelas fitas de alerta neles. (Patético, isso!) É claro que, menos de um dia depois, as fitas já estavam no chão.

A Defesa Civil, a Prefeitura Municipal e o próprio condomínio vão esperar o muro despencar em cima de alguém para tomar alguma atitude?

Estava eu passeando numa tarde de feriado pela Avenida Paulista com a minha irmã, Angela. Caminhávamos rumo ao MASP. Então fomos surpreendidas por uma manifestação do Dia da Consciência Negra, ali no vão livre e arredores.

Saquei a câmera da minha bolsa e comentei com a Angela: bah, dá prá contar isso lá no OhmyNews. Superexpressão da cultura brasileira.

Sim, esse tema foi amplamente abordado pelo noticiário mainstream. O jeito era dar um enfoque diferente, contextualizar com índices sobre trabalho escravo, desigualdade social e história do Brasil.

Então foi prá home!


Foi rápido! Mandei ontem e hoje de madrugada entrou online. Tks Todd and team! ;)

… que eu não invento coisas!!

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