AnaAbriliana


Então bracinhos por todo o auditório do mezanino do Novo Edifício Abril, na Marginal Pinheiros, se erguem! O entusiasmo deles ofuscou o brilho dos meus olhos nessa hora.

Ontem foi dia da palestra “O que é jornalismo colaborativo?”, no XXIV Curso Abril de Jornalismo.

Apesar da minha prolixidade (sorry, pupilos! um dia aprendo a ser mais sintética!), acho que dei o recado.

Fiz referências ao que o Dr. Roberto Civita comentou na palestra dele, de segunda e fiz uma ressalva bastante pessoal admitindo que a Sou+Eu é, sim, jornalismo. De entretenimento.

Mas o fermento especial daquela noite foi a disposição daquele povo em discutir (e FAZER!) jornalismo colaborativo. Apesar do receio visível e mega compreensível de recém-formados diante do fato de que “every citizen is a reporter”, a penetração de um novo modelo de jornalismo é muito mais factual.

A gente sente nesse pessoal do Curso Abril e em jovens jornalistas em geral uma flexibilidade muito grande quanto às possibilidades que a tecnologia traz à atividade. Novos modelos de jornalismo FINALMENTE não são vistos como ameaça, mas como OPORTUNIDADES para essa trupe responsável por oxigenar a produção de conteúdo editorial no Brasil.

Queridos, PARABÉNS e obrigada pela oportunidade dessa conversa.

Com os convites para cafés aceitos, vejo em vocês fortes aliados para renovar - e salvar - o jornalismo digital.

Ok, ok… Na verdade não é bem o graffiti que é colaborativo, mas a proposta.

A sacada é fantástica: fazer da arte das ruas o escopo de uma prática colaborativa.

Tiozinho faz foto de graffitis legais que encontra pela rua, publica no site da Bravo e, de quebra, promove o artista, a si mesmo e o estilo!

Super parabéns, André Pereira! Me orgulho docês… (na verdade, tenho inveja da autonomia de vocês instalarem e usarem Word Press enquanto a Sou+Eu patina para conseguir um Drupal…).

O que não acontece num simples café com Jeff Rubbo e suas amigas do portal Casa.com?

Hoje eles me pediram autorização para produzir uma boneca com meu nome… uma boneca Brambilla!

Por quê? Ah… “Soa como nome de boneca”!

Mas como Jeff é cultura, ele surpreendeu com essa, sem seguida:

“É que em italiano, boneca é BAMBOLA. Daí ficou parecido e me fez pensar em Brambilla!”

Claro que eu autorizei. Royalties módicos ;)

UPDATED: de acordo com as gurias da Casa Cláudia, respeitando minha “fama” aqui na Abril, a Brambilla seria uma BONECA COLABORATIVA!!!!! (Socorro! Tenho até medo em perguntar no quê ela iria colaborar…)

Acabo de voltar da palestra de abertura do XXIV Curso Abril de Jornalismo, com o Dr. Roberto Civita.

Gostoso ouvi-lo! Ele tem idéias boas e cativantes, que explicam o sucesso dessa baita editora.

Talvez a mais sedutora estratégia de fazer jornalismo na Abril é considerar o público em tudo. Ah, o público… Na voz do próprio Dr. Roberto senti o respeito, a admiração e a consideração pelo indivíduo. Isso! Indivíduo! Cada pessoa é diferente da outra. E merece atenção diferenciada também.

Ele contou o caso de quando passava por uma redação acompanhado de uma editora. Lá pelas tantas ele cruza com uma repórter que, ao telefone, tenta “despachar” uma leitora insistente que buscava algum esclarecimento aparentemente fora das responsabilidades corriqueiras dos jornalistas.

“Tá, tá! Não, senhora. Não posso lhe ajudar.”

Então a editora pegou o telefone da mão da repórter e conversou por 10 minutos com a leitora, dando-lhe a atenção merecida por qualquer ser humano. Principalmente leitores.

Em seguida a editora desligou o telefone, virou-se para a repórter e comentou: “É ela que paga o nosso salário”.

De imediato lembrei dos mails longos e todo adocicados que envio aos colaboradores da Sou+Eu. Todos que respondem à mensagem automática - seja de recusa, seja de aprovação do trabalho - recebem um outro mail meu. Ou ligação. Independentemente do grau de fúria ou satisfação. Tiro paciência do dedão do pé. Mas basta imaginar o que sente essa pessoa ao receber um mail personalizado, desejando uma boa semana, mandando um grande abraço e pedindo para manter contato. PRONTO! Está realizada a tarefa mais difícil e mais fundamental do jornalismo.

Disse ainda, o Dr. Roberto: o público é a nossa razão de ser.

Ele tem razão. Fico feliz de poder contribuir para isso. E ficarei mais ainda quando a síndrome da atenção-toda-especial contaminar as redações.

Henrique Matos mandou dizer: “CONTEÚDO GERADO POR USUÁRIOS É BOM PARA A MÍDIA

porReuters

 

As empresas de mídia tradicionais devem se posicionar na busca por benefícios com a explosão de conteúdo gerado por usuários e ver nisso uma oportunidade, e não uma ameaça, apesar de as receitas potenciais serem limitadas, diz um relatório. O fenômeno de consumidores que contribuem com fotografias, vídeos e blogs afetou a indústria de mídia em 2006 por meio de sites e, segundo um relatório da consultoria Deloitte sobre tendências para 2007, isso não deve mudar. A tendência gerou manchetes de que a mídia tradicional está perdendo influência com o consumidor, mas Howard Davies, diretor de estratégia de mídia da Deloitte, afirmou que a imprensa e a TV têm sido prudentes em recuar e ver como a prática se desenvolveu. “(Eles) estão muito bem posicionados para adotar algumas tecnologias e algumas práticas sociais emergentes… mas incorporar isso à mídia tradicional leva à criação de um produto em geral mais rico”, disse ele à Reuters. Davies afirmou que o conteúdo gerado por usuários pode ser dividido em duas categorias, uma para os que buscam “cinco minutos de fama”, por meio do YouTube e do MySpace, e outros que querem contribuir para uma discussão. Canais de notícias incluindo BBC e BSkyB mostraram conteúdo gerado por usuários, como imagens de celulares após os atentados de Londres, em 2005. O relatório completo da Deloitte sobre previsões para a mídia será divulgado no fim de janeiro.”

Parece de encomenda! Esse relatório chega na semana em que começa o Curso Abril de Jornalismo desse ano. Quarta darei uma palestra sobre jornalismo colaborativo e o maior desafio a que me proponho é mostrar ao pessoal que tá chegando agora a importância desse modelo.

Hoje tem palestra com Dr. Roberto Civita. Ah!! E eu vou orientar um grupo de alunos!!! Que triiii!! Super obrigada pelo convite, Demetrius Paparounis, Cris Mucci e Yury Hermuche! 

Eu sei, eu sei! In mesmo é colocar fotinho do carro no blog, quando a gente compra o primeiro ou um novo.

Mas como eu estou so far de comprar um carro, comemoro aqui meu primeiro Bilhete Único!! Peguei hoje, no RH da Abril. E acreditem ou não, mas vai mudar a minha vida ^.^

Viva meu B. U.!!!!

Alguém tentando localizar uma sala de reuniões:

- É de frente pro buraco?

Eu disse que a Abril tinha se transformado num Big Brother do Buraco

Agora é oficial!! hehe São 24/7 DENTRO do buraco!

Quer dar uma espiadinha? :P

Com o vuco-vuco do buraco, até esqueci de contar que a versão brasileira do Fantasma da Ópera é muito linda, vale muito a pena ver. Está em cartaz por tempo indeterminado aqui no Teatro Abril.

Pude levar a Mamys junto! Foi um show! Encantador! E nada original, ainda bem!

O espetáculo está muito próximo do filme de Joel Schumacher. Desde os arranjos musicais, os cenários, o envolvimento dos personagens com a música.

É a música, sim, a alma desse espetáculo!

E por falar em falta de originalidade graças a Deus, eles poderiam ter sido ainda menos criativos ao traduzir “Masquerade” por “Carnaval”. Ai, ai… Essa doeu!

Mas valeu! O espetáculo estava lindo e está muito bem recomendado!

 

A Abril se transformou num big brother do metrô. Melhor assim, para o que/quem foi quase uma vítima do buraco!

Não escrever uma matéria sobre essa situação seria uma afronta ao jornalismo colaborativo, às idéias em que acredito.

Aproveitando para matar a saudade do OhmyNews, fiz uma matéria em primeira pessoa, como testemunha ocular e vizinha do incidente.

Deu MainTop!!

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