Então a morte da blogosfera é o novo buzz.
A ideia ganhou força no Link do Estadão. Observando o âmbito nacional ou além, sinto-me no dever de explorar mais este tema, aproveitando para atender ao convite* do querido Jorge Rocha.
Antes de mais nada, a discussão me parece non-sense, uma vez que a blogosfera NÃO ESTÁ NO FIM.
Ainda assim, mero buzz ou não, não acho ruim pararmos de vez em quando para analisar o andar da carruagem. De fato, surgiu uma série de novas ferramentas sociais, sustentadas pelo UGC, mas nem de longe fazem frente ao blog.
Não se trata do blog ser melhor ou pior. São coisas diferentes, somente!
Mais do que diferentes, Twitter, Flickr, YouTube, blogs e que tais são COMPLEMENTARES, tal como diz a Beth Saad:
O termo complementariedade é fundamental. Cada uma das ferramentas – blog, twitter, facebook, por exemplo, possuem características próprias de estilo narrativo e forma de relacionamento com os leitores/usuários/seguidores.
Adoro conversar com o Rodrigo Martins, do Link. Ele não só faz perguntas instigantes sobre temas super atuais, como não deixa de lado a “pimentinha” da pauta. E daí ele entabulou a conversa do blog como “movimento”.
Entendo que “movimento” seja um termo grandioso demais para designar os barulhos – ou mais uma vez, o buzz – produzido por um grupo de blogueiros que, em algum momento, quiseram ser “profissionais de uma ferramenta só”.
Sim, porque… blog é tão-somente uma FERRAMENTA. Como ferramentas não fazem profissionais – e sim o seu patrimônio intelectual, sua formação, a relevância daquilo que produz – pró-blogger não existe nem nunca existiu.
Fato é, no entanto, que esse “momento irritantemente barulhento” da blogosfera brasileira aconteceu por blogueiros querendo ser profissionais. E para percebermos que a culpa da irritação não é do blog – e sim de quem está por trás dele – outro “momento irritantemente barulhento” está por vir no Twitter.
Ocorre que todo o trabalho possível de ser produzido em mídias sociais como blogs ou no Twitter nunca poderá ser reduzido a um barulho infernal de gente querendo parecer mais do que é.
Sim, mídia social é lugar para ver e ser visto. Mas mesmo para alcançar este objetivo não basta ESTAR PRESENTE nestas mídias fazendo qualquer micagem. A audiência qualifica-se à medida em que a informação se aprimora, as fontes se multiplicam (assim aconteceu a reforma protestante).
Com a proliferação de plataformas sociais, a concorrência informacional ficou tão maior que está mais difícil distinguir bons e maus blogueiros, bons e maus twitteiros, bons e maus flickeiros…
Piorou? Não. O aumento da filtragem da informação é uma tendência natural do ciberespaço. Que estejamos mais atentos, pois!
O resultado dessa história só veremos daqui a um tempo, no entanto. Por enquanto, observações de perto. Sem maiores alardes porque a coisa não promete ir muito longe.
* Também estão convidados a discutir este tema Alec Duarte, Marcelo Soares, Marcelo Soares, Alessandra Carvalho e Daniela Bertocchi.

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[...] saiu um artigo que faz uma crítica exatamente à “morte dos blogs”. O texto se chama “Morte dos blogs: menos barulho e mais foco”. Discordo de uma frase da Beth Saad citada nesse posts: “O termo complementariedade é [...]
[...] análises bem elaboradas deste assunto nos blogs dos feras Ana Brambilla, Alec Duarte e Beth [...]
[...] semana tivemos vários assuntos rondando a Web brasileira. Desde o piti da Xuxa no Twitter até o fim ou não da blogosfera.Tudo bem que com o advento do Twitter ficou muito mais dinâmico de saber, ler e falar sobre os [...]
[...] semana tivemos vários assuntos rondando a Web brasileira. Desde o piti da Xuxa no Twitter até o fim ou não da blogosfera.Tudo bem que com o advento do Twitter ficou muito mais dinâmico de saber, ler e falar sobre os [...]
[...] Morte dos blogs: menos barulho e mais foco [...]
Ana,
Concordo com você e acho que você colocou de forma apropriada os que pregam e definiu da maneira correta sobre a tal “morte da blogosfera”.
Acho que uma ferramenta tão importante e libertadora como os blogs – e com tão pouco tempo de existência, não pode ser considerada morta. Os blogs complementam o twitter, o facebook e as demais redes sociais ou simplesmente servem de instrumento único, e bastante, para centenas de milhares de pessoas que estão satisfeitas com seus blogs e suas audiências.
Acho que a internet é tanto livre quanto contraditória: é livre porque permite a qualquer um escolher dentre várias formas de se manifestar na grande rede e contraditória porque para muitos vale também na internet o conceito de “estouro da boiada” onde uns seguem e são seguidos apenas porque uma grande parte se dirige a um determinado caminho.
Eu confesso que olho e acompanho “o estouro da boiada”, mas também me permito deixar a boiada passar se eu estiver satisfeito onde estou.
Acho que muitos pensam assim e por isso mesmo dúvido da morte da blogosfera.
Blogs jamais morrerão hahahah
Não consegui comentar no post acima, queria escrever que ‘Concordo plenamente, a iniciativa é louvável, mas ainda é preciso alguns acertos. O fato de já estarem nas redes já aproxima do cidadão, mas dependendo do discurso o diálogo não é fomentado, caso clássico é o blog do planalto. Contudo, agora uma bela iniciativa foi da governadora Yeda, com um blog aberto a comentários e que pelo vi sem moderação.’
Abraços
Quando o computador surgiu falaram que o papel estava morto, não ia existir mais livro…O ser humano adora “matar” uma coisa para aceitar uma nova, mas geralmente erra nas previsões. Acho que essa é mais uma previsão furada. Que venham novas ferramentas sociais, que todas interajam e façam com que cada vez mais gente se comunique.
Concordo em certa parte porém se os blogs não se tornarem mais interirativos com as pessoas que visitam o site vai ter os dias contatos formatos como twiter vão tomar conta do mercado.
[...] Semelhante a Dória muitos outros blogueiros como Raquel Recuero e Beth Saad acreditam que o surgimento dessas novas mídias e a perda de exclusividade dos blogs não significam o fim da blogosfera, mas sim uma “reconfiguração de objetivos.” Os blogs não podem mais ser pensados de forma isolada, eles passaram a faz parte de uma mídia digital, é o que acredita Ana Maria Brambilla. [...]
[...] coisas diferentes, somente, afima a especialista em mídias digitais da PUC, RS, Ana Brambilla, em seu blog. No blog Intermezzo Beh Saad cita que Steve Rubell é um dos que afirmam que pela falta de tempo ou [...]
Ana,
“Blog: unidade potencial de construção, manutenção, reforço e abandono de relações contida em um espaço autoral individual ou coletivo que espalha-se na rede através do diálogo, da conversação, da discussão e do debate proporcionados por três ambientes – blogroll; posts (links, citações e conteúdo próprio) e comentários – que caracterizam o lugar desse ser e a sua forma de interagir em um ambiente marcado pela remediação.” PAZ, Hélio S., 2009a p.27
[]’s,
Hélio
[...] O semestre começou com a pergunta cruel: o Twitter vai matar os blogs? [...]
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