Sei que devo um post sobre o tema, que tine nas nossas cabeças desde o dia 17.
Mas prefiro abrir aspas para a Profª Mágda Cunha, diretora da Famecos, nesta reflexão mais do que lúcida, como já lhe é de costume.
Destaco:
“Um jornalista aprende português, filosofia, história, legislação, sociologia, entre outras disciplinas. O que não quer dizer que indivíduos com a formação nessas áreas possam narrar os acontecimentos.
(…)
Em plena sociedade da informação, é impossível falar em restrição à liberdade de expressão. A telefonia celular e a internet já estabelecem novas relações entre os cidadãos e o poder. Cada um é capaz de contar a sua história, mas não o fato sob suas muitas dimensões.”
Na frase em destaque a Profª Mágda cristaliza aquilo que tantas vezes já comentei: todo o cidadão pode ser um repórter, mas não pode ser um jornalista.
Lembrando: ser jornalista é muito mais do que ser repórter. A própria autora do artigo lista algumas das tantas outras atribuições de um jornalista – profissionalmente formado na área:
“Um jornalista aprende técnicas específicas de sua profissão, como reportagem, edição, linguagens para as diferentes mídias, estudos de recepção, formas adequadas de tratar um acontecimento, considerando princípios éticos.”
Enfim, vale a leitura.

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