Jornalistas e programadores criando soluções editoriais para aprimorar o exercício da comunicação. Lugar-comum? Quem dera! Essa combinação explosiva que acontece em qualquer redação minimamente preocupada com o meio digital talvez origine experiências tão traumáticas justamente porque é uma prática que acontece somente no mercado, em pleno voo, e comprometido com resultados.
E se esse encontro já acontecesse na universidade?
Um artigo publicado no Knigh Center comenta casos de estudantes de jornalismo e de ciências da computação da Northwestern University, que se uniram na disciplina “New Media Publishing Project” para conceber e produzir tecnologias que facilitam a rotina das redações. Mais do que isso, essas ferramentas aperfeiçoam o jornalismo digital.
Entre as inovações propostas estão um aplicativo para iPhone que envia notícias diárias em blocos de até 20 minutos; dois programinhas para o Twitter (um deles combinando reportagens com opiniões e informações de um determinado assunto abordado na plataforma de microblogging).
Está no artigo:
“Na sala de aula, os alunos são divididos em times de estudantes de jornalismo e computação, com o objetivo de criar aplicativos web necessários para a apuração e o consumo de notícias.”
Eu apostaria nessa união de áreas e talentos especialmente para convencer a turma que vê a tecnologia como “isso não é jornalismo”. Ao ter a possibilidade de expandir seu potencial criativo, ver a coisa acontecer em parceria com o pessoal da computação e se colocar em uma carreira top, o hacker-journalist se encantaria pelo trabalho.
Origem
O termo foi cunhado por Brian Boyer, um desenvolvedor de software e graduado pela Medill (escola de jornalismo da Northwestern University). Ele assume, neste mês, o cargo de “editor de aplicativos noticiosos”, no Chicago Tribune.
Nesta função, Boyer vai escrever aplicativos para o site do jornal, buscando apresentar aos leitores relatórios de reportagens investigativas em bancos de dado interativos e passíveis de busca. (da Time)
Não apenas um novo cargo, mas um novo perfil profissional.
(Eduardo Pellanda, valeu a dica dos artigos!)

Related Articles
2 users responded in this post
[...] 18/06/2009 · Deixe um comentário Será o hacker-journalist o profissional do futuro? [...]
Pois é, Aninha. Eu senti uma coisa parecida quando o Flash ficou popularizado. Designers correm para o lado artístico, programadores correm pro lado dos cálculos. Quem quer trabalhar bem com Flash tem que achar um ponto bom no meio desses dois. O que é interessante é que já tem cara com esses dois perfis bem formados e que também se dão bem fazendo animações, que seria uma terceira coisa.
Ótimo post, como sempre.
Beijos
Leave A Reply