O Orato, aquele noticiário colaborativo lançado no final de 2007 e até agora online em beta, foi relançado essa semana na versão “pra valer”.

O mais bacana é que no mail que eles mandaram para os cadastrados da primeira versão, Sam Yehia, proprietário do Orato, alguns highlights sobre o formato, o modelo dos conteúdos que buscam. Com essas e outras iniciativas, assistimos à criação lenta e sempre questionada de um estilo de conteúdo jornalístico próprio para a web.
Eles querem:
* textos entre 250 e 600 palavras
* uso de links
* uso de verbos em 3ª pessoa (exceções a relatos de testemunho)
* textos autênticos e com pauta nitidamente focada
* informações concretas
* interesse global (sim, a internet é global!)
* pesquisa de contexto
* pautas que acrescentem algo à discussão pública (eles querem crítica!!)
* citação de fontes solidamente verificáveis (eles não querem mais opiniões)
Formatos:
* dicas e conselhos
* tutoriais
* entrevistas, perfis, ping-pong
* notícias
* reviews de livros, filmes, devices eletrônicos, software, serviços etc
Além de dispor de uma equipe 24 horas para recepção e edição dos artigos que vêm do público, o Orato também oferece um blog onde diz ajudar seus colaboradores a melhorarem seus trabalhos. (Finalmente alguém adotou essa ideia de forma oficial!! Faz uns 5 anos que ela está no meu keynote de jornalismo colaborativo!!)
Agora a parte mais inusitada: o plano de carreira para o cidadão-repórter do Orato:
* o site não exige a concessão dos direitos do autor sobre seu trabalho
* o cidadão-repórter (que eles chamam irresponsavelmente de “jornalistas”) pode reproduzir seus trabalhos em outros lugares e até mesmo cobrar por isso
* os artigos podem não ser, necessariamente, inéditos
* os colaboradores são automaticamente promovidos depois do 25º artigo publicado, passando a ganhar um aumento de 10% nos pagamentos
* ah, sim! eles pagam pelos artigos… Quem colabora com o Orato recebe de 20 a 30% dos lucros gerados com publicidade em seus trabalhos, pagos mensalmente via PayPal
Eles estão ambiciosos e parece valer a pena acompanhar. Será que, agora, o Orato decola?

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