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Marcelo Soares said in January 8th, 2009 at 18:54

Eu pessoalmente ainda não consegui achar graça suficiente no Twitter pra usar todo dia – mas continuo tentando quando dá. Acho que esses dados me esclarecem mais ou menos porque a plataforma não me atrai. Ainda sou do tempo do “escreveu, não leu…”

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Marcelo Soares said in January 8th, 2009 at 18:54

Argh. Leia-se “me esclarecem mais ou menos POR QUE a plataforma não me atrai”. Gordo burro.

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Raphael Perret said in January 8th, 2009 at 23:16

Realmente, Ana, é uma perspectiva interessante. Enquanto em listas de discussão as pessoas mais lêem do que escrevem, a dinâmica é outra em blogs e no próprio Twitter. Mas é preciso considerar dois pontos importantes.

Primeiro, a leitura no Twitter é muito caótica. Ao mesmo tempo que esta é uma das características mais notáveis da ferramenta, é também um de seus pontos negativos. Suficiente para que os usuários tenham menos seguidores?

Segundo, acho que a rede da maioria das pessoas é realmente pequena, e a tendência é que cada um tenha menos seguidores. Alguns entram porque o amigo indicou, fica com medo daquela entropia toda no início, e só depois de muito tempo “se solta” e consegue acompanhar. Muitos desistem (não sei se a sondagem considera apenas usuários ativos), certamente.

Mas é claro que meus centavos estão longe de invalidar sua evidência. Lancei-os apenas pra complementar a discussão que, pra variar, é instigante. Beijos!

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Raphael Perret said in January 8th, 2009 at 23:17

Ai, eu e minha mania de não revisar… Favor considerar “ficam”, “se soltam” e “conseguem”, no penúltimo parágrafo.

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Marcelo Soares said in January 9th, 2009 at 01:15

Rafael, e olha que nem eu e nem tu nos metemos com a nova ortografia!

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Alec Duarte said in January 10th, 2009 at 01:39

Ana,

Eu entendo que a conversação no microblog (evito personificar a ferramenta), além da qualidade e utilidade do que se escreve e reenvia, é diretamente proporcional à quantidade de “seguidores”.

É bastante provável que essa maioria de 35% de usuários com até dez seguidores tenha atividade baixíssima na plataforma e, ainda pior, limite-se a responder à pergunta “o que vc está fazendo?”.

Acho que um cruzamento entre esses dados daria uma pista mais precisa.

abs

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Carlos d'Andréa said in January 10th, 2009 at 17:17

Concordo com o Alec, acho complicado associar o número baixo de seguidores a uma pura e simples “vontade de falar”, não importando se está sendo ouvido… Me arrisco a dizer que muitos deste com até 10 seguidores já abandonaram suas contas. Abs, Carlos

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Ana Brambilla said in January 12th, 2009 at 12:35

Oi Rapha! Valeu pelo comentário.

Putz… eu titubeei para entrar até agora, justamente por conta da tal entropia… :-P

Mas tens razão nos teus “centavos”. Aliás, essa minha interpretação pode ser prematura. A pesquisa é bem maior.

Mas não vejo esse traço comportamental como negativo. É aquela velha história… Quase sempre qualidade se sobrepõe à quantidade, né?

beijo!

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Ana Brambilla said in January 12th, 2009 at 12:39

Carlos e Alec, não se trata de apenas esses 35% terem vontade de falar. Como comentei antes, é possível que a qualidade das micropostagens desse grupo seja superior à daqueles que têm vários seguidores e que seguem outros tantos twitters.

Também não faço idéia da atividade dessa galera. Pode ser vestígio de inatividade, claro. Mas quando se vê esse número essa interpretação que fiz não é possível?

(É dúvida mesmo… Fiquei alguns bons minutos pensando nisso antes de postar e a intenção era mesmo conversar isso com vocês.)

Abraços!

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Alec Duarte said in January 12th, 2009 at 16:48

Ana, eu tendo a relacionar a baixa conectividade a outros usuários como reflexo da qualidade da micropostagem _ou à ausência dela.

Na medida em que o que vc posta é útil (isso em primeiro lugar), interessante (do ponto de vista intelectual) ou divertido (sim, há espaço para humor no microblog), a teia tende a crescer, não te parece?

Agora, como rede social para dispositivos móveis, por que não pensar no microblog como o ponto de partida para estabelecer comunidades pessoais (de dez ou menos pessoas mesmo) para trocar informações pessoais, dizer onde se está (o Brightkite te dá até um mapa instantâneo), fazer comentários específicos para um grupo restrito (e cifrados aos demais)…

Uma conta administrada desta forma certamente tem tudo para não ver o número de followers crescer.

abs

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Carlos d'Andréa said in January 12th, 2009 at 19:57

Um pouco no chutômetro, acho que só tem poucos seguidores no Twitter quem não se esforça nada para seguir (e ser seguido). Fora isso, só o sujeito for um “chato de galocha” :-) . Quanto à entropia, é o problema do Twitter. A formação de grupos de interesse me parece a solução mais óbvia. Abs, Carlos

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Ana Brambilla said in January 12th, 2009 at 20:08

Bah, Alec, excelente leitura! Concordo que as coisas comecem pela qualidade de um micropost. Aliás… vocês, que estão há mais tempo nesse território podem comentar com muito mais propriedade do que eu, que recomecei a explorar esses dias.

E fiquei curiosa sobre essas redes comunidades pessoais que começam em microblog. Seriam “presenciais”? Ou mais íntimas?

Putz, mas daí eu penso: por que o diálogo tem que ser público? Um instant messenger com conferência não resolveria?

abraço!

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Raphael Perret said in January 13th, 2009 at 23:41

Relendo o post, fiquei com uma dúvida: você acha que os 35% dos usuários terem 10 ou menos seguidores é um número alto ou baixo?

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Ana Brambilla said in January 14th, 2009 at 11:16

Achei o número alto, Rapha… Tu não?

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Alec Duarte said in January 14th, 2009 at 15:42

Ana,

Vejo as comunidades pessoais nascidas no microblog como “presenciais” sim. É por isso que esses mashups, como os que te dão mapas de onde você está, funcionam tão bem.

Acho que o resultado obtido é diferente de um messenger com conferência: antes de mais nada, tuas intervenções ficam ali registradas e podem ser consultadas a qualquer tempo.

Quanto a ser público: de fato a conversação é pública, mas restrita a uma comunidade bem pequena, né? Tudo bem, fosse uma rede alimentada por torpedos de celulares, seria totalmente restrita. Mas com tão poucos followers, mesmo a conversação no microblog ficaria de certa forma preservada, não?

bjs

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Raphael Perret said in January 15th, 2009 at 00:31

Ah, tá. Mas, então, se achamos que há muitos usuários com poucos seguidores, é porque esses usuários têm uma audiência baixa, certo? Se esse é o gancho do seu texto, a conclusão não deveria ser outra, isto é, que é mais importante eu saber o que estou dizendo do que eu me manifestar? (claro que nesse caso seria preciso identificar quantos são os seguidos)

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Sérgio Lüdtke said in January 17th, 2009 at 13:43

Chego tarde ao debate mas espero poder acrescentar um ponto. Tenho um amigo que diz que na internet as pessoas agem como a água que busca sempre um ponto de dispersão. E minha crença sempre foi esta: os aplicativos e plataformas (blogs, microblogs, redes etc) acabam se tornando aquilo que as pessoas fazem delas. É um universo em transformação. O Twitter é uma prova disso, ele serve para diversos usos, mesmo sendo uma aplicação minimalista. Prova maior é que surgem diariamente novas aplicações para o que brota do twitter. Eu, por exemplo, resolvi minha incapacidade de leitura de tudo o que sigo, na velocidade que me é exigida, organizando o mocotó com a criação de grupos (pessoais, profissionais e outros ais) com o tweetdeck e organizando as conversações com o tweetree. E funciona.

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wolf said in February 17th, 2009 at 12:13

Como vi numa camiseta pora í, o twitter é “a melhor maneira de falar sozinho” rsrs

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wolf said in February 19th, 2009 at 14:38

Confira esta primeira parte de uma pesquisa (publicada ontem) sobre Twitter no Brasil http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/pesquisa_sobre_o_twitter_i.html
Tem dados importantes para complementar esta sua leitura.

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