Duas grandes mudanças provocadas pelo jornalismo colaborativo frente ao modelo tradicional são os valores-notícia e a linguagem do conteúdo produzido pelo cidadão-repórter. A saber:
Valores-notícia: proximidade acentuada; proeminência social diminuída
Linguagem: uso da primeira pessoa do singular, juízo de valor no relato de fatos
Essas são percepções, apenas e não fruto de pesquisa. Eis que hoje fui felizmente surpreendida pelos comentários do artigo de Rachel Sterne, fundadora do Groundreport, no Periodismo Ciudadano:
“En lugar de aspirar a la “objetividad” los nuevos periodistas hacen hincapié en la transparencia.
La voz del narrador se ha convertido en un elemento activo en la historia. Revelar afiliaciones personales y los motivos que han llevado a estos periodistas ciudadanos a documentar las noticias, son valores en alza, algo que deriva en un formato verdaderamente íntimo.”
Oportuníssima percepção!
Bacana sempre salientar essas diferenças que conferem identidade própria ao modelo colaborativo e extirpam a imagem apocalíptica que alguns veículos ainda guardam do jornalismo cidadão, de que ele irá substituir ou macular o trabalho dos profissionais de imprensa.
São coisas diferentes. Não substitutivas. Complementares, portanto

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