Sim, ele foi meu guru no mestrado. Mais do que isso: Dan Gillmor meu guru nos valores que o jornalismo tem na minha vida. Especialmente o jornalismo colaborativo. Cheguei a dar uma de tiete e tirei foto ao lado dele em Seul.
E olha só o que ele disse em uma entrevista para o La Vanguardia, da Espanha, citada pelo Periodismo Ciudadano:
“Gillmor critica a las grandes corporaciones mediáticas que “dan la posibilidad al ciudadano de enviar información, pero no le hacen caso y si la utilizan no les pagan”, esto, afirma, “no es una conversación y de esta manera no se ayuda a la gente porque no hay un feedback”.
Ao ler isso tenho a sensação de não estar completamente maluca, como muitos coleguinhas me vêem, ao aconselhá-los a fornecer feedback em 100% dos conteúdos enviados pelo público em projetos de UGC.
Dar retorno ou não é um grande indicativo da seriedade que o veículo dispensa ao seu próprio projeto colaborativo.
Digo isso porque há algumas semanas perguntava à Beth Saad, em uma palestra que ela deu, se as pessoas fruem o conteúdo veiculado em canais colaborativos dos grandes players ou se isso só é válido enquanto “dispositivo de publicação”. É um viés qualitativo, sabe? E diz respeito a cumprir, de fato, com a missão jornalística. Isso ainda não me está claro. Talvez esteja longe de clarear. O que tenho são hipóteses. Mas já é assunto para outro post.

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Ninguém produz conteúdo sem ter um pouquinho de feedback.
Se nós jornalistas podemos ter o retorno dos colegas na redação e dos leitores, não há nada mais justo do que oferecer algo assim para todos os jornalistas-cidadãos que dedicam seu tempo a publicar notícias por conta própria.
Ah, falando em ser tiete, no WikiBrasil, que aconteceu agora em novembro, o Jimmy Wales (fundador da Wikipedia) foi tratado como um super ídolo pop pelos outros palestrantes.
Eu achei meio “tupiniquim” nesse caso, mas confesso que se tivesse tido a idéia de tirar uma foto…
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