Eu confesso: quando escrevi este post, falava do Roberto Gerosa, editor de Veja.com:
“Eu tenho dois pés atrás com jornalismo colaborativo, interatividade total com o leitor, mas gosto de saber de todas as experiências, de todas as alternativas, pois acho que precisamos enfrentar o tema mais dia e menos dia”
E esse dia chegou.
Veja lançou nas últimas semanas duas iniciativas prá lá de bacanas com conteúdo colaborativo: o hotsite Propostas para o Brasil, em Veja 40 Anos e o blog Tragédia em Santa Catarina.
Como não sou uma ombudswoman oficial, parece incabível analisar esses dois casos publicamente. Ainda mais porque participei do projeto do hostsite dos 40 anos. O que me cabe é alertar que a ambição colaborativa vai além do que está online hoje, ou seja, temos o fator UGC presente, mas em escala crescente.
Já no blog de Santa Catarina o que me chamou a atenção enquanto leitora foi o tal do “outro lado” da realidade: pela manhã o Fala Brasil, da Record, mostrou o proprietário de uma transportadora catarinense reclamando do prejuízo gerado por funcionários que não puderam trabalhar em função da enchente ter atingido suas casas. Já no blog da Veja, uma moradora de Blumenau conta que fecharam a porta do shopping onde trabalha na cara dela, impedindo que ela trabalhasse.
Leitura geral: o dia de enfrentar o “tema UGC” chegou para o Beto, para a Veja e, certamente chegará para todos os veículos tradicionais de jornalismo. Resta acompanhar qual a relevância desses espaços e do conteúdo que aparecem neles. É aí que o modelo colaborativo poderá cumprir sua função social.



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