Agora foi o Andrew Keen que atacou iniciativas de jornalismo colaborativo, classificando-as como “trabalho grátis” às empresas de comunicação.
Digo “agora” porque ano passado, durante o MediaOn, foi exatamente isso que ouvi do Pedro Dória em relação ao OhmyNews… ai, ai…
A crítica foi sobre o Huffington Post, um noticiário amplamente alimentado por blogs daquela comunidade.
Mas quem, em sã consciência, aceitaria trabalhar grátis para outro alguém ganhar dinheiro? O que o Sr. Keen não entendeu ainda é a economia do mérito, que vai além da economia do gratuito do Chris Anderson.
Ou melhor, ele até sabe que isso existe, mas distorce completamente a idéia:
“La ‘economía de la atención’ no es una actividad narcisista sino que sólo busca fomentar las ventas de productos”, diz ele.
E continua:
“Los famosos escriben gratuitamente en ese portal de internet para promocionarse, para dar a conocer mejor su identidad personal, para conseguir contratos de libros o de conferencias o anunciar su próxima película o su empresa tecnológica”.
Bom, antes de mais nada… por que um “famoso” precisaria promover-se?
Apesar disso, gostei da idéia de “economia da atenção”. Vejo isso super com bons olhos. Nem toda a atenção precisa ter como único objetivo ganhar dinheiro. Aliás, isso é consequência. Mas Keen está correto, sim, ao entender que as pessoas buscam visibilidade para as suas idéias. Ele não fez isso ao publicar o Culto ao Amador?
A partir do Periodismo Ciudadano.

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Ana, talvez seja um pouco radical com neste argumento, mas é tipo: produzir conteúdo colaborativamente seria uma “moeda” de troca neste mundo de capital simbólico.
A vontade colaborativa traz consigo esse narcisismo ou a busca por visibilidade. Mas, ainda acho bastante subjetivo responder os motivos que levam alguém a compartilhar conteúdo.
Sim, Yuri, é mega subjetivo isso. E acho que por isso mesmo a gente não tem que apostar num único aspecto motivacional.
O capital simbólico acumulado com a colaboração é um deles. E sinto que é bastante forte.
Nas ONGs, seguido a gente encontra voluntários comentando que trabalham pelo outro e por si próprios, porque se sentem úteis, se sentem bem. Isso é capital social. No jornalismo a coisa pode não ser tão altruísta (embora devesse ser), mas está muito próximo disso.
Abração!
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