A edição de aniversário da revista Esquire, a ser lançada em setembro desse ano, será publicada com a capa em papel digital.

Editorialmente, a capa dará as boas vindas à tecnologia aplicada a uma publicação vendida em bancas com a manchete: “The 21st Century Begins Now”.

Para funcionar, claro, a capa vem acompanhada por uma bateria que terá duração de 90 dias.

Deu no Times Online. Valeu a dica, Fabi Zanni.

UPDATED em 09/09/08: Chegou!!

Repercussão no NYT:

“As possibilidades do e-paper
O uso da tecnologia e-paper na capa da edição comemorativa dos 75 anos da revista Esquire e o lançamento de um novo produto da empresa Plastic Logic trouxeram à tona a discussão: qual a relação que se estabelecerá no futuro entre tal tecnologia e as empresas de mídia? Parte do mercado encara o e-paper como a plataforma que poderá içar os jornais da péssima fase em que se encontram. Em primeiro lugar, a tecnologia reduz significativamente os custos com impressão e distribuição, fase do negócio bastante onerosa para as editoras. Mais: o e-paper permite rastrear hábitos de navegação e preferências de seus leitores, cenário altamente sedutor para o mercado publicitário. Especialistas, no entanto, avaliam que o e-paper somente triunfaria se fosse, além de barato, dobrável, o que só deve acontecer em 2010, segundo os principais fabricantes.”

… e na Newsweek:

“O e-paper pode ser a solução para a indústria editorial
“Nos próximos meses, assistiremos à evolução marcante dos e-papers”, assegura Russell Wilcox, CEO da empresa E Ink, fabricante do Kindle e do Sony Reader. Para ele, a indústria editorial será aquela que mais se beneficiará com a sofisticação da tecnologia, sobretudo os jornais.

Ao todo, 24 diários americanos já possuem assinaturas no e-reader da Amazon e a experiência é considerada positiva na maior parte deles. Mas para aumentar maciçamente a penetração do e-paper no mercado e torná-lo uma operação rentável do negócio, os jornais devem melhorá-lo em três pontos, a saber: aumentar a tela, incluir cores e diminuir o preço. A avaliação é do professor da Universidade de Missouri Roger Fidler, que há anos pesquisa os avanços dos e-readers. Mesmo que tais obstáculos sejam superados, resta saber se os leitores, acostumados à gratuitade da web, pagarão para ler seu diário preferido no e-reader, salienta McGinn.”