Wed 16 Apr 2008
A Newspaper Association of America recém publicou um relatório intitulado Citizen Journalism and Newspaper Sites: The Revolution will be Uploaded (pdf).
Trata-se de um documento retratando a relação entre jornais impressos e jornalismo cidadão nos Estados Unidos. Neste país, aliás, o relatório identifica a existência de 450 sites de jornalismo colaborativo.

O relatório fala de jornalismo hiperlocal e produzido pelo público. A relação com o impresso aparece provocada por duas características:
1) cidades pequenas, interioranas, mesmo nos Estados Unidos têm um índice de conexão ainda baixo, o que faz o papel ainda ter grande valor por lá.
2) principalmente nessas localidades, a faixa etária da população é elevada, o que não faz do meio digital um ambiente agregador.
Abrindo aspas para o editor do Rye Reflections, Jack Driscoll:
“For example, citizen journalism sites can help traditional media outlets identify underreported stories that have resonance with key audience segments, he argues. In return, they could consider partnerships in which they’d run links to such sites’ most popular stories.”
Perfeito! É para isso mesmo que serve o jornalismo cidadão: para suprir as lacunas que a reportagem de um veículo deixa na sociedade e que, nem por isso, correspondem a fatos irrelevantes.
O trabalho não deixa de lado a internet, ao contrário. A todo o momento, jornais impressos dialogam com a web. O título não é gratuito: de acordo com Lennox Yearwood Jr., CEO da Hip Hop Caucus, “The revolution may not be televised, but it will be uploaded”.