A publicidade sempre é a vilã na história do jornalismo. Se vende muito, prostitui. Se vende pouco, fecha jornal.

A coisa não chegou a tanto, mas falta pouco para o Le Monde Diplomatique, cuja edição de terça-feira (que circula às segundas sabe-se lá quem já foi para a Europa) não chegou às bancas em função da greve dos funcionários.

O alvo do protesto é o plano de recuperação econômica da empresa, onde estão previstas 130 demissões (entre elas, até 90 jornalistas podem perder o emprego ou 25% da redação do Le Monde).

Vejam esse trecho da notícia veiculada pela BBC Brasil:

Os jornais franceses enfrentam dificuldades devido à queda de receitas publicitárias, que foram desviadas para sites na internet.
Para contornar o problema, os grandes diários ampliaram seus sites para atrair novamente os anunciantes que estão preferindo investir na internet do que na imprensa escrita.

Ainda segundo a nota, o próximo jornal da lista a sofrer cortes é o Le Figaro.

Maldita!! Só porque a tal da verba publicitária some a gente fica sem emprego?

A-há! Mas ela NÃO SUMIU! Ela MIGROU para a web como há tanto tempo se insiste e se fala e se avisa e se alerta aos grandes grupos de comunicação tradicional…

Olha, inovem! Olha, integrem suas mídias! Olha, a internet tá crescendo… Eles não ouviram. Pena que tantas cabeças tenham que rolar no que parece um nítido caso de falta de visão web e cultura digital.

Obrigada pela dica, Fernanda Carneiro!