É, o que realmente destoa desse slogan é o “news”…
A iniciativa da CNN em eliminar filtros editoriais do iReport – seu site colaborativo de vídeos – é incrível! Ainda mais por vir de uma grande marca de mídia tradicional.
Tomei conhecimento dessa virada do iReport pelo blog do Carlos d’Andrea, que faz uma livre tradução do espírito que rege aquele espaço.
“E se nós voltássemos este site para você?
E se permitíssemos às pessoas publicarem vídeos brutos e contarem histórias que você nunca veria na CNN?
E se tudo isso tivesse um discurso politicamente incorreto?
E se não nos preocupássemos se as histórias estão equilibradas?
E se, ao invés de nós confirmarmos todas as nuances, confiássemos em você para determinar a acuidade (ou não) de uma informação?
E se criássemos um site onde a comunidade – e não a CNN – se tornasse o “O Nome Mais Confiável das Notícias?”
Assim, nós desenvolvemos o IReport.com. Não brinque conosco. Este conteúdo não é vetado ou lido anteriormente pela CNN. É sua plataforma. Em alguns meios jornalísticos, isto é considerado perturbador, até mesmo controverso! Mas nós sabemos que o mundo das notícias está mudando. Nós sabemos que mesmo aqui na CNN nós não podemos estar em todos os lugares, todo o tempo seguindo todas as histórias que importam a você. Assim, te demos o IReport.com. Você vai programá-lo, vai policiá-lo; você vai decidir o que é importante, o que é interessante, o que é notícia.”
***
Aplausos, claro, pela coragem, pela efetiva incorporação da cultura web, onde espaços comunitários fortes se auto-moderam… mas… Não dá para esquecer do “carimbinho” ON CNN.

Me parece que aí mora a incoerência do slogan que dá título a esse post. “News” MESMO, só com o selinho. Só passando pelo crivo editorial. Ou seja: só “se misturam” à programação da TV, feita por jornalistas, os vídeos que recebem esse selinho.
Seriedade sem exclusão ou censura. Modelo bacana de se fazer conteúdo e jornalismo colaborativo!

Related Articles
3 users responded in this post
Oi, Ana, esta iniciativa da CNN é confusa e fascinante! Mais do que apostar no poder das comunidades virtuais, eles parecem questionar o modelo de mediação feita pelos jornalistas. Radical até para o jornalismo participativo, não? Como disse, acho o texto meio panfletário, mas sintomático.
Ana,as garrafas ficam bem depois da estação portuguesa-tietê, não sei a altura certa, mas é logo em seguida do sambódromo. Ainda não deu tempo de ir no Itaú Cultural, mas esse fim de semana fui na Faap, naquela exposição sobre o Marrocos. O post dessa semana será sobre isso.
Beijos!
Fiquei em dúvida com relação ao propósito da coisa. Ou eu não entendi bem, ou tá muito parecido com o you tube se for uma plataforma para postar vídeos sem nenhum tipo de mediação.
Fiquei me perguntando porque o público iria optar pelo carimbo CNN…
hehehe
bjãooo Ana
saudades!
Leave A Reply