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Carlos d'Andréa said in April 2nd, 2008 at 13:13

Ei, Ana, acredito que seja mais provável que o jornalismo colaborativo dê certo com foco local, pois aumenta a capacidade de mobilização dos cidadãos interessados e o notíciário torna-se de fato relevante para eles. Infelizmente não tenho visto esta vocação ser explorada a fundo no Brasil… O que você acha?

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Ana Brambilla said in April 2nd, 2008 at 15:09

Carlos, eu tendo a concordar contigo. Não apenas que o hiperlocal seja mais fértil, mas que os veículos sejam colaborativos em ESSÊNCIA (e não apenas a “editoria colaborativa” do jornal XYZ…).

Tava me imaginando hoje em uma banca: se eu olhasse a Folha de S. Paulo de um lado e a Gazeta d’Itália, do Bixiga, do outro lado… olha, eu me sentiria bastante tentada a escolher a Gazeta. Tenho certeza que as notícias ali me interessariam muito mais que as da Folha.

Isso me faz pensar se o modelo colaborativo não pode se desenvolver com força no suporte impresso, já que as comunidades de bairro ainda não estão muito conectadas tecnologicamente no Brasil, né?

Enfim, coisas a pensar, experimentar…

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Breiller said in April 7th, 2008 at 17:19

Ana, dei uma lida em alguns textos por aqui no final de semana, mas nem tive tempo de comentar. Lotado de trabalhos da faculdade até o pescoço.

Acho que se as discussões sobre jornalismo colaborativo caminhassem mais pro lado do conteúdo, ao invés do meio de veiculação, o negócio poderia tomar um contorno diferente. Dá para fazer coisas bem interessantes tanto no local quanto no “global”, apesar de o local, como você bem disse aí no comentário, atrair mais a atenção do leitor.

Entendo que o foco no conteúdo é um dos pontos de partida para a criação de uma cultura consistente de jornalismo colaborativo. Veja a imprensa geral: falta criatividade, matérias muito presas ao factual, linhas editoriais que limam boas idéias, excesso de informação e por aí vai. Daí, no jornalismo colaborativo, onde seria o lugar para se trazer o diferencial, a gente vê que tudo caminha sob a mesma dinâmica estabelecida no hard news, pelo menos em modelos como o do G1, por exemplo. Quem colabora, sendo ou não jornalista, ainda está muito ligado a esses critérios estabelecidos nas grandes redações. É difícil encontrar algum conteúdo colaborativo (falo aqui no Brasil, já que não acompanho muito o que rola lá fora) que tenha um teor mais analítico, menos ligado ao imediatismo, conduzido de acordo com o olhar de quem produz o conteúdo.

Quando houver um toque mais pessoal nos conteúdos colaborativos e, sobretudo, uma proposta diferente da apresentada diariamente pelos grandes portais, acredito que o jornalismo colaborativo pode dar boa arrancada.

Ah, Ana, lembra daquela entrevista sobre os blogs? Comecei a postar uma série especial lá no meu blog. Resolvi deixar o principal da sua entrevista mais pro final da série, quando vou abordar mais a questão da monetização e a onda do “blogueiro profissional”.

Abraço.

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