O jornalismo tradicional está em crise. E agora, a estratégia é dizer que o jornalismo colaborativo TAMBÉM está em crise!
O relatório deste ano do “State of the News Media”, divulgado essa semana e comentado pelo Carlos Castilho, aponta para a desaceleração do “jornalismo cidadão” e conteúdos produzidos por internautas. A justificativa é a incorporação de rotinas e vícios de redação por parte dos cidadãos repórteres. Isso faria com que os editores destes noticiários barrassem muito mais as colaborações.
Agora, vejamos:
1) qual a base dessa futurologia?
2) editores barrando colaborações do cidadão repórter me parece muito mais um fortalecimento do CRITÉRIO de publicação, algo tão saudável que só pode conferir mais relevância e credibilidade e, portanto, melhorar o noticiário colaborativo.
Outra coisa que o documento prevê é a mídia tradicional se repensando (algo que já deveria ocorrer há tempo!). Com a palavra, Castilho:
“(…) o informe destaca o aprofundamento de mudanças qualitativas no conceito de notícia e na funcionalidade dos veículos de comunicação em massa. A notícia está deixando de ser um produto para tornar-se um serviço”
Ora, faça-me o favor! Que coisa mais batida esse lance de jornalismo ser um serviço. Ouço esse chavão desde antes da faculdade. E mais: por que diabos a notícia DEIXARIA de ser um produto para ser um serviço, se ela JÁ É AS DUAS COISAS?
***
Buenas, tudo o que eu sei sobre esse relatório é através da coluna do Carlos Castilho, indicada pela Cris Delphino. Mas se a análise dele foi fiel ao teor do documento, vamos combinar… que troço bem besta!

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Eu li o relatório, Ana, que está em http://www.stateofthenewsmedia.org/2008/, e, na parte que fala de jornalismo pela internet, fiquei também com a sensação de eram apenas algumas opiniões sem fundamento ao redor de algumas pesquisas mal analisadas. Até dispensei de comentá-lo em meu blog.
E, cá entre nós, a idéia de que jornalismo é ao mesmo tempo produto e serviço parece que ainda não foi bem assimilada por aí. Conheço muita gente com dificuldades para aceitar isso.
Em tempo, no Brasil, os blogueiros em geral, inclusive os profissionais, são muito mais ativos em repetir os textos da grande imprensa que em divulgar novas informações. Essa é uma característica de nossos internautas, como mostra a quantidade de vídeos das grandes TVs no YouTube.
Grande abraço
http://www.stateofthenewsmedia.org/2008/
Deixa eu ver se entendi: quando o State of News Media aponta o crescimento dos blogs e do jornalismo das novas fronteiras, o relatório é a mais pura verdade. Quando, no entanto, diz que há refluxo, o “troço é bem besta”?
E, de mais a mais, se há exercício de futurologia, como você disse, as previsões do fim do jornalismo “as we know it” não representam isso também?
Um abraço,
Fabio Cardoso
Oi Fabio, acho que há um mal-entendido aqui. Me mostre, por favor, onde vistes que o relatório aponta o crescimento dos blogs e desse “jornalismo das novas fronteiras”? Onde aparece isso no meu post?
Quanto aos exercícios de futurologia apontarem o fim do jornalismo “as we know it”, sorry, eu não acredito nisso.
E isso faz do relatório um troço bem besta.
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