Duas pessoas me chamaram à atenção para um artigo publicado ontem, na Gazeta Mercantil. Meu vizinho de baia e personal zoador da gauchada Alexandre Miraldo e minha aluna Fernanda Carneiro Athayde indicaram essa matéria intitulada “Internet colaborativa influencia propaganda“.

Eles fazem um bom apanhado dessas iniciativas mais recentes de convidar o consumidor a produzir peças de campanhas publicitárias, como os vídeos do Nescau 2.0, “O que faz você feliz?”, do Pão de Açúcar e “Eu sou fulana e esse Fiat é meu!” - todas protagonizadas pelo público leigo. Nada de atores. Nada de publicitários.

Conversava com a Fernanda, por e-mail, sobre o despertar do interesse por colaboração nessa turma da publicidade. Isso é maravilhoso! Mas mais maravilhoso ainda é perceber, com isso, que o jornalismo já pratica colaboração há, pelo menos, 8 anos. E só ano passado ouvi as primeiras idéias sobre publicidade 2.0. Em agosto postei alguma coisa a respeito.

Agora… tem algo que me surpreende mais do que a “boa sacada” dessas iniciativa: é o fato de jornalistas poderem se envolver com elas. Sim, publicitários entendem léguas melhor de marca do que nós. Mas bacana mesmo é a gente já ter um certo trânsito em colaboração e ser um profissional meio transdisciplinar nessas horas.

Sim, o momento é bem mais fértil, “colaborativamente” falando. Colaboração tá virando (uma boa) commodity. No Metro de hoje, a banda britância Radiohead anuncia um concurso de clipes. O fã que fizer a melhor proposta de clipe na opinião de outros fãs leva U$ 10 mil para produzir a idéia. Dia 30 de junho a gente vai saber mais :)

UPDATED (24/03/2008): Pedro Penido transformou essa reflexão em conversa e esclareceu, no Meio Digital: “(…) o elemento central da lógica dessa propaganda é a possibilidade da audiência suprir, de alguma maneira, o próprio anunciante com um feedback instantâneo, convertido para um formato de publicação.” Taí! Disse tudo!