Thu 14 Feb 2008
Uma sucessão de reclamações referentes à (des)organização do Campus Party Brasil (que acontece ao longo dessa semana no Ibirapuera, em São Paulo) pintou uma imagem bastante ruim do evento, para mim.
No começo do mês recebi um convite para participar de uma mesa que discutiria jornalismo online X jornalismo tradicional. Para isso, seriam chamados jornalistas da velha guarda e o povo que trabalha com cultura digital.
Nos dois grupos havia gente que trabalha pesado no mercado, dão aulas, moram em outros estados e muitos confirmaram presença, reservando o espaço de hoje à noite, às 19h, na agenda.
A proposta era bacana. A boa vontade de quem teve a idéia, idem. Mas o brilho do evento terminou por aí.
Uma semana antes do CP, o professor Jorge Rocha, da PUC-MG, ainda buscava informações sobre o custeio de suas despesas com hotel e passagens. Nada mais natural, já que ele era convidado e viria de Belo Horizonte.
Um silêncio bloqueou qualquer canal de acesso com os organizadores. Telefones não eram atendidos. Chamadas no messenger não foram respondidas. Secretários não sabiam de nada. E-mails, nem pensar!
E esse é um evento de pessoas “conectadas”?… ah, tá…
Até que fui informada, meia hora atrás, pelo prof. Jorge Rocha (esse mesmo, tão convidado quanto eu, que pagou para atender a um pedido do Campus Party) que a mesa havia sido ANTECIPADA para as 17h.
Definitivamente: eles trataram isso como brincadeira.
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Posso me considerar uma privilegiada, já que outras pessoas sofreram com a impossibilidade de ouvir as palestras em função do excesso de ruído no local, além da precariedade de banho e de comida.