January 2008
Monthly Archive
Tue 29 Jan 2008
Nada contra dinheiro. Não sou comunista, ao contrário. Só levanto a bandeira da coerência. E um post recomendado pelo querido André Pase (da PUCRS), me abriu os olhos para um lance birrento: a tal da monetização em sua veia mais danosa.
Luiz Fernando Bindi e Ubiratan Leal, do Balípodo e do Futebol É uma Caixinha de Surpresas mandam dizer:
“(…) Os blogs podem ter poucos acessos e page views, mas seus leitores levam muito a sério o conteúdo. Toda essa relação de confiança entre dono do espaço e leitor abriu os olhos do mercado publicitário. E assim surgiu… o merchandising de blog, o post ‘publicitário’.
(…) A idéia é publicar um texto, como se fosse mais um do blog, recomendando (subliminarmente ou não) o consumo de um determinado produto ou serviço.
(…) Há casos em que o autor, apesar de emprestar seu estilo ao texto publicitário, tem o cuidado de informar seu leitor que se trata de um espaço patrocinado. Outros não tiveram esse cuidado e seu leitor acaba sendo alvo de um anúncio sem saber. E ainda acha que é opinião do dono do blog (…).”
Baita lúcida a análise dos guris.
Entenderam no que concordo com eles? Não sou contra a monetização de espaços online. Mas vejamos DE QUAL MODO ela acontece.
O que me irrita diante disso é pensar que quem adere ao “post publicitário” podem ser os mesmos blogueiros que blogam “por uma mídia independente!!”.
(Isso não é nada! Brabo mesmo é quando dizem que seus blogs são “colaborativos”!! ecs!!)
Não faz o menor sentido, né?
Thu 24 Jan 2008
Posted by Ana Brambilla under
jornalismo[3] Comments
Então chegou um telegrama lá em casa, dizendo para eu comparecer ao departamento de Recursos Humanos da RBS (Zero Hora) dia tal, a tal hora. Av. Ipiranga, 1075. Eu tremi nas bases. Tinha só 13 anos. E recém havia decidido ser jornalista.
Então passei uma tarde maravilhosa com uma equipe de jornalistas e outros adolescentes leitores do Caderno de Esportes de ZH, fazendo aquilo que eu já gostava naquela época: dar pitacos no jornalismo.
A tarde terminou afundada num BigMac trazido por uma das jornalistas àquela sala no térreo do prédio da Ipiranga esquina Érico Verissimo.
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Alguns… 13 anos se passam (eita!!) e hoje eu vejo que o espanhol La Vanguardia convida internautas de várias faixas etárias e profissões para comporem o “Consejo Editorial de los Usuarios de LV.es”” - uma iniciativa prá lá de bacanuda que visa extrair desse povo idéias para melhorar o site do jornal… “… ejerciendo de “ojos críticos” con el objetivo de corregir errores, mejorar día a día y de ser más próximos a los lectores y usuarios”.
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Será que eles vão ganhar BigMac no final?
(Valeu Eliziário Goulart Rocha!)
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Muitos, talvez TODOS os veículos de imprensa devessem fazer o mesmo.
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Via Intermezzo.
Thu 24 Jan 2008
Posted by Ana Brambilla under
Tecnologices ,
jornalismoNo Comments
Bom caldo rendeu a primeira Ciranda de Textos sobre jornalismo online - ou Carnival of Journalism.
11 jornalistas-blogueiros da comunidade Jornalistas da Web dedicaram inspirados minutos de sua terça-feira para refletir a mesma temática sob diferentes ângulos.
Mais bacana que a Ciranda em si foi a percepção que o André teve, que projetos colaborativos como este têm lugar e fôlego de participantes realmente dedicados.
Teve gente falando de blogs X jornalismo, como organizar conteúdo multimídia, formação do jornalista online, panelês da blogosfera e outros temas tão espinhosos quanto pertinentes.
No blog do André Deak está a sinopse de toda a Ciranda de ontem. Mas já estamos a pensar quando será a próxima Cirandinha… Disposto a entrar na roda?
Wed 23 Jan 2008
Enquanto a mídia impressa e eletrônica se debate atrás de estratégias de sobrevivência num cenário cada vez mais povoado por soluções digitais, algumas marcas tidas como “jurássicas” encontram a saída de emergência numa coisa que parece óbvia: a integração.
Parece óbvia, mas não é. Afirmo isso porque a discussão “a internet cresce, e agora?” geralmente emperra na dicotomia da canibalização, onde um meio só pode vai dar certo se substituir o outro. Agora… Sejamos honestos: isso já aconteceu na história da mídia?
Com o perdão de chover no molhado, cinema não matou teatro, televisão não matou rádio nem cinema. Por que o meio digital aniquilaria com todas essas raças?
Muito antes desse ser um manifesto em defesa da sobrevivência dos meios tradicionais, quero apenas compartilhar um raciocínio que me parece a melhor maneira de todos saírem ganhando. E o segredo disso pode estar no aproveitamento daquilo que cada mídia tem de melhor.
Marcas
É indiscutível que haja marcas de enorme respeito na mídia tradicional. Não é porque o NYT se consolidou no impresso que não terá êxito no online. Prejuízo haverá se, ao procurar uma informação com credibilidade na web o público NÃO ENCONTRE o NYT. A idéia é: esteja onde o público estiver. Isso também vale, aliás, para redes sociais. Ao invés de querer trazer todo o tráfego de Orkuts e afins para o site do seu veículo, faça sua marca presente nessas comunidades. Foi o que a CNN fez ao criar um canal de vídeos no YouTube. O tráfego de visitação não é contabilizado para a CNN. Mas o fato da marca fazer-se presente no espaço referencial de vídeos representa um lucro maior do que os índices de audiência vendidos a anunciantes.
Texto
Quem se acostumou a ganhar a vida fazendo reportagem para revistas e jornais têm, na maioria dos casos, um domínio indiscutível do texto. Infiltrar essa habilidade em equipes jovens, já nascidas em ambiente web pode ser um belo diferencial.
Multimídia
É a vez da gurizada ensinar os mais velhos como capturar um vídeo, editar um podcast e casar isso tudo com seu texto.
Integração de redações
Pedir que o povo do impresso também produza conteúdo para o meio online soa como afronta. Onde já se viu multiplicar seu trabalho e manter seu salário? A balança se equilibra quando o povo do online também passa a produzir conteúdo pro impresso (ou eletrônico, suportes offline, enfim). Isso tira qualquer argumento de diretor de redação que se negue a produzir conteúdo para o site. Barganhe com a oferta de mais mão-de-obra para seu querido papel. Ninguém aumenta a carga de trabalho e todos os suportes são alimentados por conteúdos produzidos por uma redação integrada.
Utopia? Longe disso! É o que Daily Telegraph, BBC, 20 Minutos, e The Guardian estão fazendo SEM demissões, SEM corte de vagas e com muita criatividade. A integração acontece desde a adoção de mobiliários sem divisórias até cursos de capacitação… para quem é do off e para quem é do online.
Não se digitalizar com medo da canibalização, depois disso, vai parecer suicídio.
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Texto produzido dentro da Ciranda do Texto, ou Carnival of Journalism.
Wed 23 Jan 2008
Pois essa parte hispanohablante do mundo anda mesmo apostando em jornalismo colaborativo!
Agora foram Clarín e La Nación que lançaram suas plataformas de conteúdo produzido pelo internauta.
Bacana é que lá eles chamam os cidadãos repórteres de “corresponsales”, como o termo que Todd usou para me convidar a colaborar com o OhmyNews… Vai dizer… ser “corespondente” de um jornal tem lá seu peso psicológico…
Em La Nación o nome desse braço colaborativo chega a ser “Soy Corresponsal”.
Entre as editorias tradicionais que oferecem ao público, a mais bacana me pareceu a “Mi barrio“. Pela proximidade com a notícia, sempre…
Tô prá dizer que hispanohablantes e asiáticos estão por una cabeza na corrida pela excelência no jornalismo cidadão…
Via Periodismo Ciudadano.
Wed 23 Jan 2008
Posted by Ana Brambilla under
Tecnologices ,
Mídia ,
jornalismo1 Comment
Parece brincadeira. E, de fato, tem tudo para ser uma iniciativa divertidíssima. Mas os propósitos são tão sérios quanto pede a discussão sobre jornalismo online na atualidade.
A idéia chegou via André Daek Deak, pela comunidade Jornalistas da Web. Rapidamente, o pessoal se entusiasmou e topou entrar nessa ciranda.
Mas afinal… o que é “Carnival of Journalism“? Nas palavras do André…
Vários blogs irão publicar textos sobre jornalismo online e, a cada mês, um deles fará uma espécie de guia de leitura: um resumo de cada texto e um link para o endereço onde ele se encontra. É o modelo dos Blogs Carnivals, que por aqui estou chamando de Ciranda de textos.
O Pedro Penido também faz um belo raciocínio sobre esse… happening digital (posso chamar assim?).
Logo mais, ao longo do dia, vai rolar Carnival of Journalism aqui pelo Libellus também…
Fri 18 Jan 2008
Posted by Ana Brambilla under
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Sem paciência para escrever agora, aí vai um post literalmente pró-forme…
Technorati Profile
Fri 18 Jan 2008
Posted by Ana Brambilla under
Tecnologices[2] Comments
Um estudo do grupo de pesquisa Ciber, da University College London, publicado na última quarta-feira, avisa que há carência de potencial crítico e analítico nessa galerinha que já nasceu em berço digital.
A pesquisa diz que, embora esses jovens apresentem uma aparente facilidade e familiaridade com tecnologias, eles dependem fortemente de buscadores e de uma visibilidade que não privilegia a leitura.
As conclusões ficam pesadas quando afirmam que esse grupo não “possui condições críticas e habilidades analíticas para avaliar a informação que encontra na web”.
Questiono, embora não duvide. (Jeito bonito de ficar em cima do muro, né?
)
Questiono pelo teor negativo com que o relatório trata a dependência de ferramentas de busca e visibilidade atraente. Isso não é “privilégio” de quem lida com web. Faz tempo que a gente já fez download da mente para a máquina (ou tu lembras dos telefones de todos os teus amigos, de cabeça?).
A visibilidade que menospreza o texto vem da cultura videoclíptica da década de 80. E ler menos não pode ser sinônimo de um índice cultural menor. Aqui se trata da FORMA como a mensagem é tratada e linguagens alternativas ao puro-texto podem, sim, prover um jovem do conhecimento que ele necessita desenvolver.
Agora, quanto à falta de capacidade crítica e de habilidades analíticas, tendo a concordar com a pesquisa. Porque esse potencial não advém apenas de leitura e memorização. Vem da educação do sujeito, do estilo de vida familiar, do grau de interesse que desperta por determinados assuntos, pela seriedade com que lida com estudos, por senso de cidadania e - por que não? - por um bom desfrute do que a rede tem a oferecer.
(Valeu a dica, Rafael Kenski)
Fri 18 Jan 2008
Posted by Ana Brambilla under
Tecnologices[2] Comments
O Global Voices lançou o guia “Introduction to Citizen Media” (traduzido ao espanhol), num arquivo em PDF.
A publicação de 8 bem nutridas páginas traz reflexões e dicas práticas sobre blogagem, RSS, fotos e vídeos online e podcast. É… ensaios para o jornalismo cidadão.
Destaco um trecho que salienta a mudança de parâmetros de audiência entre a mídia de massa e no ambiente digital.
Uma boa audiência para rádio, TV, jornal e até para sites noticiosos ainda é a QUANTIDADE de público.
O que esse material coloca é que o ouro da audiência de um blog está no grau de interesse, na QUALIDADE dos visitantes.
“… bloguear te pone en contacto con personas con intereses parecidos que pueden vivir a miles de kilómetros de distancia. Estos contactos pueden resultar muy valiosos cuando necesites ayuda o apoyo, o inclusive si sólo tienes una pregunta.”
O título desse post (que intitula o artigo também) deve mexer com os brios de muita gente que ainda enxerga em seu blog um púlpito diante das grandes massas. Eufóricas, diga-se de passagem.
É indiscutível o orgulho que traz um tráfego gordo nos Analytics da vida. Só não consigo ver essas curvas ascendentes como indicativos de uma boa audiência.
Não em se tratando de blogs.
Por isso, sejam sempre bem-vindos, caros e raros leitores-comentaristas
Fri 18 Jan 2008

Um overview (amedrontado) do que a febre amarela anda causando aqui pelo Brasil.
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