Foi inevitável o choque ao ler, na Folha Online, sobre a morte do Rafael Sperafico, piloto da Stock Light, no autódromo de Interlagos, aqui em SP.
Não conheci o Rafael. Mas ele era uma figura de referência na cidade onde morei por nove meses, no interior do Paraná. Rafael nasceu em Toledo e muita gente da família dele se dedicava ao automobilismo.
Os Sperafico são uma das famílias mais tradicionais do oeste do Paraná e, certamente, a mais notável de Toledo. Tem político com esse sobrenome praquelas bandas. Lembro também de quando esperava o ônibus Coopagro, atrás do shopping Panambi e passavam por mim aqueles caminhões enoooooormes do frigorífico Sperafico.
De cara confundi os sobrenomes e pensei em Cascavel, onde o domínio do automobilismo e o império alimentício fica por conta do piloto Pedro Muffato e da rede de supermercados Muffatão. Mas não… O cara era mais próximo do que pensava.
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Estranha essa sensação de proximidade. Zero! Nenhuma! Mas o nome conhecido, o espaço pequeno e a cultura local tão dominada por marcas nativas, o tempo que morei lá e o tanto que essa experiência foi significante na minha vida, além do fato do cara ter a minha idade fizeram com que eu me sentisse… sensibilizada, talvez, com a morte do Rafael. Deixo aqui minha solidariedade com a família dele e com o povo toledano.
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Como se isso não bastasse, pelo menos 15 gaúchos morreram nesses últimos três dias. Uma chacina! Na estrada, claro! Tô prá ver povo que mais se mata no trânsito do que a gauchada! (Há alguns anos, Cristiano, muito gremista e Gustavo, apesar de ser muito colorado, deixaram dor e saudade.)
Idades, mais uma vez, muito próximas às minhas. Cidades conhecidas, estradas conhecidas e, ao ler a notícia, o medo enorme de encontrar nomes conhecidos.
Não, isso não aconteceu. Mas isso também não diminui o tamanho da tragédia.
E pensar que o fim do ano está só começando…
Aos que ficaram, ainda está em tempo de prevenir novas mortes. Façam isso, por favor!

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