December 2007
Monthly Archive
Fri 21 Dec 2007
Posted by Ana Brambilla under
Mídia ,
jornalismo ,
AviaçãoNo Comments
Um avião da China Airlines teve de retornar ao aeroporto de origem, em Taiwan, sob suspeita de que uma porta estaria aberta (sejamos claros: ela não estava bem fechada, talvez não travada, o que certamente é um risco para a pressurização da cabine e para a segurança do vôo).
O caso é contado na Folha, hoje, 21/12/2007 MAS… ele aconteceu há 12 dias, em 09/12/2007.
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Daí a gente lê o Dan Gillmor dizendo coisas como “… manter segredos será uma tarefa mais ingrata, tanto para as empresas como os governos” e fica de bocaberta quando episódios assim são mantidos em sigilo por tantos dias.
Não é de se estranhar que o caso tenha acontecido na China, onde o firewall parece ter tomado conta da mente dos cidadãos, tornando-os tementes ao poder difusor da web (em consequência ao medo do governo, diga-se!)
Ok, houve um silêncio, mas ele não foi mantido por muito tempo.
Só fiquei curiosíssima para saber COMO essa informação chegou à mídia…
Thu 20 Dec 2007
Posted by Ana Brambilla under
jornalismo[2] Comments
De repente eu estava diante de uma turma de pós-graduação em jornalismo. Algo em torno de 30 alunos. Todos mais velhos do que eu. Era a primeira aula do semestre. E eu não havia preparado nada.
Virei para o quadro-negro como quem vai pegar o giz para começar a aula.
Suspirei fundo. Voltei o olhar novamente à turma e lhes disse: “Hoje vamos falar sobre uma mudança fundamental no esquema clássico de comunicação“.
Não por acaso, o que eu disse à turma é o título de um artigo fantástico do Marco Silva, antigo já, que li nos primeiros meses do mestrado. Mas ele é tão forte, tão básico e consistente que se concretizou como um ponto de apoio daquilo que posso trabalhar numa faculdade de comunicação.
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Então eu acordei… surpresa pela vontade de lecionar já se manifestar até nos sonhos
Wed 19 Dec 2007
O processo de verificação de informações em blogs inspirou Julio Alonso, fundador da Weblogs SL (empresa de blogs em espanhol), em um artigo fácil de entender uma questão que tem feito jornalistas se debaterem no que toca à credibilidade da blogosfera.
Em síntese, o artigo dele diz assim:
“Cuando se publica algo en un blog, no se pretende que sea la última palabra en torno a dicha cuestión. Se pretende que sea el inicio de una conversación sobre ella.”
Bárbaro! Sem dúvida! E bazar, mais uma vez. Enquanto o Windows é o produto acabado, o Linux é o recomeço constante. A cultura digital é assim: em mutação permanente!
“(…) estoy convencido de que el proceso de creación del software libre es más potente que el del software privativo. Y por las mismas razones (millones de ojos ven más que pocos ojos en teoría más cualificados). Pero lógicamente vivir en un entorno de informaciones en proceso de verificación es distinto a vivir en un entorno de productos informativos acabados.”
Conceber notícias sendo modificadas a todo instante é delicadíssimo e não consigo pensar em “notícia beta”. Uma vez publicada, ela interfere no andamento da sociedade com a concretude factual inerente ao jornalismo. Correções são segundas notícias.
Daí, blogs não são jornalismo. (Ok, depende do processo que há por trás daquela informação. Mas blog é, antes de tudo, uma ferramenta e não uma atividade social generalista.)
Isso não faz dos blogs melhores nem piores do que veículos de imprensa. Mas diferentes!
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By the way, blogs QUEREM ser jornalismo?
Observemos, pois, a postura de um blogueiro não-jornalista. Por que a informação que ele veicula deve ser submetida aos mesmos critérios de confiabilidade de um jornal? Ora, ele NÃO É um veículo de imprensa. E NÃO É produzido por um jornalista que jurou compromisso social com a verdade.
A blogosfera tem valores próprios, variados de acordo com o perfil do blog, do blogueiro e… dos FRUIDORES daquele espaço.
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Falemos, pois, destes fruidores (sim, porque eu me recuso a chamar um internauta de “leitor”).
Ao acessar um blog, ele deve ter em mente que não está fruindo um jornal, mas um espaço midiático personificado (na maioria das vezes), com valores e dinâmica de funcionamento próprios, atribuidos tão-somente pelo(s) seu(s) autor(es).
Assim, não há como esse internauta EXIGIR de um blog as mesmas propriedades anunciadas por um jornal.
Julio diz assim: “Y hay que leer de otra manera, mucho más crítica.”
Ambos se vendem de modos diferentes. Estar ciente dessas diferenças torna o blog tão válido quanto o jornal.
A questão é esperar aquilo que cada espaço de mídia pode e quer oferecer.
Wed 19 Dec 2007
Posted by Ana Brambilla under
Tecnologices ,
MídiaNo Comments
Monopólio ou não (e olha que eu sou a favor da livre concorrência!), o Orkut conquistou o Brasil e não tem site, jornal, revista, marca de mídia alguma, nem mesmo outra rede social que vai reverter esse quadro tão facilmente.
Alguns dados bacanas de uma pesquisa divulgada na Folha mostram que o internauta brasileiro passa mais tempo no Orkut do que usando o próprio e-mail!!!
E aí? Vai encarar?
Tue 18 Dec 2007
ÓÓÓÓTIMO o nome que o Últimas Noticias, de Quito, no Equador, deu ao seu braço colaborativo: Vizinho Repórter.

Me fez lembrar de um vizinho que tive quando morava na rua Ouro Preto, em Porto Alegre (isso, na cabeceira da pista do aeroporto)…
Ele não perdia uma oportunidade para espiar na janela quem chegava, quem saía e a que horas. Como se não bastasse, ele batia na porta dia seguinte, comentando: “Chegaram tarde ontem, hein?”
Claaaaro que o apelido dele era “repórter” do prédio, né?
Tue 18 Dec 2007
Posted by Ana Brambilla under
AnaAbrilianaNo Comments
Que m****! Meu colega acabou de ser assaltado aqui ao lado da Abril (na rua Costa Carvalho, onde uma penca de colegas pega ônibus todos os dias). Um cara de moto levou o celular dele. Pelo menos ninguém se machucou.
De novo, né?
Quando é que essa droga de região vai ter policiamento, hein?
Tue 18 Dec 2007
Barbaridade! Fazia tempo que não encontrava outro maluco que, como eu, compara os jornalismos tradicional e open source com os modelos de produção “catedral” e “bazar”, do Eric Steven Raymond! (btw, o outro maluqueti foi o Dan Gillmor)
O cara é Leonardo Witt, da Universidade do Estado de Kennesaw, recomendado pelo Palacios.
“Citizen journalism, which goes by many names including networked journalism, We Media, distributed journalism and open-source journalism, is a direct outgrowth of the open-source software movement, which Eric Raymond wrote about in his book “The Cathedral and the Bazaar.” The cathedral is the old top-down model and the bazaar is the almost out-of-control street market model. Much to his surprise and almost everyone else’s, the chaotic bazaar model produced better and more rigorous software than the rigid top-down model. In the end, this open bazaar form of citizen-created journalism will produce a better informed public and a more rigorous public square.”
Mas o moço é polêmico. Embora ele seja profe de jornalismo, destaca que a maioria dos vencedores dos prêmios Pulitzer, Nieman e Knight, de Stanford nunca estudou jornalismo formalmente. (Dá vontade de perguntar: afinal, de que lado ele joga?)
Anyway, entendo que, quando o tiozinho diz “You can be a great journalist without formal training”, ele reconhece o poder do cidadão repórter. Aquela veeeeelha discussão sobre as diferenças entre repórter e jornalista. Witt confunde, claramente, como tantos.
E essa confusão fica explícita quando ele oferece o curso “Journalism and Citizen Media“, no Depto. de Comunicação da Universidade do Estado de Kennesaw e afirma que, apesar desse curso oferecer até certificado de “mídia cidadã”, “I am far more interested in helping future journalists understand the power of citizen media involvement.”
Ou seja, ele considera o jornalista profissional E o cidadão… repórter, Mr. Witt, não jornalista.
“It will not be professional journalism pitted against citizen journalism, it will be a combination of both, and that’s what I will be teaching my students. In other words, I will be teaching them about inclusion rather than exclusion and about freedom of speech and the power of the free press even if that press is a blog owned by a solitary individual publishing to the world.
Porque se dissermos que qualquer um pode ser jornalista e não mais exigirmos formação profissional, aí praticaremos novamente a EXCLUSÃO. E repetiríamos o erro de sempre… Não é isso que a gente quer.
Vale a pena ler o artigo do Witt.
Mon 17 Dec 2007
E no Leitor Repórter, da Zero Hora, a história se repete e uma (muito provavelmente) gaúcha morando nos Estados Unidos manda notícias de lá…

Será a correspondência internacional uma sub-tendência dentro do jornalismo colaborativo?
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Prá mostrar prá gente que o noticiário está onde estão seus cidadãos repórteres, né? Parece não fazer sentido dizer que a localização da informação respeita localizações geográficas (mesmo nas peculiaridades culturais que elas representem).
A localização é não mais referente ao lugar de fatos, mas ao lugar do cidadão repórter… it means: qualquer lugar.
Mon 17 Dec 2007
Olha que bacana: o Yo, Periodista tem um cidadão repórter no Rio de Janeiro!!

Muito tri o relato do Andres Vasquez, que se diz Orensano mas vive há 20 anos no Brasil. Primeira pessoa, claro. E o mais curioso é que eu não encontrei, em nenhum noticiário colaborativo brasileiro, uma referência ao centenário de Oscar Niemeyer.
Nada como as origens puxando os interesses…
Mon 17 Dec 2007
Posted by Ana Brambilla under
Tecnologices ,
jornalismoNo Comments

Está online a edição em português do livro Jornalismo 2.0: como sobreviver e prosperar, de Mark Briggs.
A publicação, sob a tutela do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (Universidade do Texas), funciona como um guia para quem ambiciona a exercício do jornalismo em plataformas digitais.
Guia mesmo, daqueles bê+a=bá, explicando tecnica e editorialmente desde RSS até edição em multiplataformas.
Bacana para trabalhar em sala de aula, para sugerir a coleguinhas jurássicos (mas sem cabeça de papel) e para ter um iconezito sempre à mão no desktop
Obrigada pela dica, Vanessa Franquilino (via lista Jornalistas da Web).
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