Não, ele não é o lobo mau. Mas parece. Eu até tive medo dele no Intercom de 2005, quando o encontrei numa das primeiras vezes, no sarau de um sebo, em meio àquela noite tempestuosa de Copacabana, na rua Barata Ribeiro. Ele é o implacável, megamass, parceiríssimo na batalha do jornalismo colaborativo… JR!

Ah, é que depois que soube do título da sua próxima palestra, dia 5 de dezembro, em BH, essa intro acima foi merecida: QUEM TEM MEDO DO JORNALISMO COLABORATIVO?

Algumas gaitadas depois, vi que a palestra (ou conversa, como ele diz), acontecerá às 19h, no Museu das Telecomunicações (Av. Afonso Pena, 4001), no Centro de BH.

JR vai falar de cooperação, comunicação interpessoal, valor qualitativo igualitário no processo comunicacional entre quem produz e quem consome.

Ele explica:

“Estes são pressupostos essenciais na prática do Jornalismo Colaborativo, modelo jornalstico que vem sendo debatido com mais intensidade nos últimos meses. “Cooptada” pelos jornalões, tal prática não limita-se apenas à vã filosofia do senso comum “mande sua notícia que nós publicamos”. O Jornalismo Colaborativo requer a compreensão de um papel diferenciado do jornalista - mais do que nunca essencial na prática comunicacional digital -, no sentido de estimular conversação com a audiência, fortalecendo assim o alcance e poderio em todos os aspectos da produção jornalística. A conversa abordará, nesse sentido, o jornalista como cartógrafo da informação e as potencialidades com as quais este modelo jornalístico pode nos surpreender.”

Mineirinhos, todo mundo lá!