* reproduzido do que publiquei na comunidade BRA Transportes Aéreos, no Orkut:

Já manifestei aqui e para amigos o carinho que tenho pela BRA, pelo tratamento que recebo dos funcionários, pelos preços oferecidos, pelo serviço prestado. Mas nesse último feriado, a BRA conseguiu a façanha de despertar minha fúria.

11/10

18h30: Um telefonema avisa que o vôo que pegaria de GRU a POA havia sido transferido das 20h40 para as 2h do dia seguinte.
22h30: Faço check-in em GRU e a BRA me oferece um lanche, pelo atraso do vôo.

12/10

1h30: O vôo 1000, até então marcado para as 2h, foi transferido para as 3h25
2h10: O horário muda outra vez, agora confirmado para as 3h55
2h30: Já na sala de embarque, passando muito frio, pergunto ao funcionário da BRA se podemos fazer outra refeição pela empresa (na verdade eu pedi um café). Ele me mandou no check-in. Fui ao check-in e, após afirmar que o horário do monitor estava ERRADO (portanto, o vôo não sairia às 3h55, o que me fez passar por mentirosa), a funcionária autorizou uma nova refeição.
2h35: Chego ao restaurante Terra Azul, no aeroporto, apresentou meu bilhete e a funcionária do restaurante me proíbe a entreda, alegando que a BRA NÃO HAVIA autorizado. (Imaginem a HUMILHAÇÃO que passei)
2h50: A funcionária do restaurante autoriza minha entrada, pego um café com leite e volto para a sala de embarque.
4h10: O vôo 1000 decola para Porto Alegre.

15/10

5h30: Ligo para a BRA do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, para confirmar o horário do vôo 1001, marcado para as 7h. A funcionária me avisa que o vôo já havia saído, antecipadamente, às 5h10 do mesmo dia. Por que não me avisaram, como na vinda? Não, ela não sabia me dizer.
6h: Chego no aeroporto, onde encontro cerca de 40 passageiros na mesma situação que eu (o vôo foi adiantado e NINGUÉM nos avisou por qualquer meio).
6h30: Registramos uma ocorrência coletiva na ANAC contra a BRA e fornecemos nossos nomes ao supervisor da empresa naquele aeroporto.
7h: O supervisor, Alberto, oferece vales-café da manhã e pede para voltarmos às 10h. Ele diria onde nos realocaria.
10h: eu e outros seis passageiros voltamos ao check-in da BRA em busca da informação prometida para aquele horário. “Estamos tentando realocá-los em outro vôo” era tudo o que ouvíamos desde que chegamos naquele aeroporto.
10h30: a funcionária CAROLINE IRAPUAN CONSTANT se dirige a esse grupo de passageiros e diz: “Consegui seis lugares num vôo Varig para Congonhas”. Os bilhetes são assim distribuidos:
- 3 para uma família com criança
- 2 para um casal
Ao ver o último bilhete com dois passageiros (eu e um homem), a Sra. Caroline disse: “Vocês resolvam entre vocês quem vai nesse vôo!” Sendo a responsabilidade da BRA, é ela quem deve mediar essas negociações e não dizer aos passageiros: VIREM-SE!
Diante do impasse, o funcionário ANTÔNIO CARNELOSO arrancou o bilhete das mãos da Sra. Caroline e entregou ao homem, deixando que eu fosse a ÚNICA PASSAGEIRA NÃO ALOCADA EM NENHUM VÔO.
Ao me deparar com essa cena, patética, grosseira e completamente arbitrária, perguntei: “Qual o critério da escolha? Por que esse homem tem prioridade diante de mim?” Vale dizer que esse homem, na faixa dos 35 anos, não aparentava nenhum sinal de deficiência ou problemas de locomoção. De fato, não havia motivo para priorizá-lo. O que fez o Sr. Antônio me tratar com ironia: “A sra. é muito humana, dona Ana, e vai entender.”

Entender o quê? Que fui tratada como uma otária? Que fui PRETERIDA pela BRA? Qual a razão? Pago menos pela passagem do que aquele homem? Sou um ser humano pior que aquele homem? Sim, essa foi a única sensação provocada pela atitude abusiva do Sr. Antônio Carneloso. Foi MUITA humilhação. Jamais fui tratada com tamanho DESPREZO por qualquer outra pessoa ou instituição. Fiquei com NOJO, de verdade, ânsia de vômito.

11h30: a BRA me oferece almoço (mal conseguia engolir água) e pede que eu volte às 12h45 para ter uma posição sobre realocação em outro vôo.

12h45: retorno ao check-in da BRA e o encontro… VAZIO! O vôo provável estava marcado para as 13h.

13h: a Sra. Caroline aparece no meio do saguão do aeroporto e me entrega um bilhete para embarcar num vôo da Varig

14h30: o vôo finalmente decola para CGH (eu havia comprado GRU e NÃO QUERIA viajar para CGH por questão de segurança).

17h: a bagagem é liberada na esteira e tomo o caminho do Juizado Especial.

Saldo:
* um dia perdido no trabalho
* uma noite perdida com minha família
* fome, frio, sono

Se isso não for HUMILHAÇÃO, amigo, não sei o que será.

Talvez o que mais doa seja a DECEPÇÃO com uma empresa que eu considerava tanto.

Agradeço ao funcionário Alexandre, de CGH, que tão bem me atendeu no Juizado Especial. Fechei acordo de mil reais em passagens aéreas porque a BRA é a única empresa que não faz acordo em espécie, nem mesmo por danos morais e prejuízos profissionais.

Ficou claro que, assim como a grande riqueza da BRA esteja no seu patrimônio humano, nos funcionários, esse senhor, ANTÔNIO CARNELOSO, é indigno do emprego que tem e da empresa em que trabalha.

Fica o alerta para a BRA: que um único funcionário não manche a imagem da empresa ao agir de modo tão abominável.

E fica, claro, a recomendação de que episódios como atrasos, falta de asistência (ah, sim, esqueci de contar que alguns passageiros foram levados para hotéis e eu não. Por quê???) não acabem com a empresa.