Luciana Liviero ataca novamente com suas sutis e certeiras farpas de ironia.

Hoje pela manhã o Fala Brasil noticiou o caso de uma bebezinha que foi encontrada com vida - e ainda com o cordão umbilical - num riacho que mais parecia um esgoto. Jovens que estavam nas proximidades viram aquele embrulhinho, ouviram barulhinho de bebê e levaram para um hospital.

O final do off era mais ou menos assim: “O bebê passa bem, mas ainda não há pistas sobre quem seja a mãe.”

Então a Luciana completa: “Ou o pai.”

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Longe, muito longe de imaginar que a “mãe” não deva ser responsabilizada por aquela criança, por que a figura paterna não é citada nessas situações?

Por mais que a ausência do pai seja algo cada vez mais recorrente - e por vezes isso é um alívio! - a obviedade de um erro está dando-lhe caráter natural. E o que é natural não chega a ser “errado”.

Deve-se, sim, saber quem é a criminosa que abandonou aquela criança. Mas deve-se igualmente saber quem é o criminoso que, EM IGUAL PROPORÇÃO À MÃE, agiu irresponsavelmente em relação àquele serzinho.

Muitíssimo bem colocado o comentário da Luciana - ou complemento, que devia fazer parte do corpo do texto da notícia, assim como os pais deviam fazer parte, positivamente, da vida de seus filhos.

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UPDATED, em 05/10/2007: hoje a bebezinha morreu.