September 2007
Monthly Archive
Fri 28 Sep 2007
Posted by Ana Brambilla under
Tecnologices[4] Comments
O IBOPE NetRatings divulgou hoje os números da última pesquisa sobre o grau de conectividade do povo brasileiro.
Em ambiente doméstico, estão conectados 30,1 milhões de pessoas. Se considerados quaisquer ambientes (escola, residência, trabalho), esse índice sobe para 36,9 milhões.
O recorde de tempo de permanência online ainda é brasileiro. Em agosto, ficamos uma média de 23h28minutos conectados. Caiu um pouquinho em relação a julho, mas até aí, natural. Julho era tempo de férias escolares e ainda estamos à frente de Estados Unidos, Alemanha, Japão e Austrália.
Números nada ruins!… Especialmente para tratar a síndrome de coitadice que contamina os rancorosos discursos sobre exclusão digital no Brasil.
Thu 27 Sep 2007
Noite inspirada ontem, em Campinas!
Fernando Carril, Anderson Costa, Paulo Henrique Ferreira e os estudantes de jornalismo da PUC de lá me presentearam com uma discussão produtiva.
Discussões produtivas são aquelas em que a gente vai embora e fica pensando, pensando, pensando…
E continuei pensando lá pelo WebLivre…
Wed 26 Sep 2007
Posted by Ana Brambilla under
Colaboração1 Comment
Essa frase está no site oficial da campanha de John Edwards à presidência dos Estados Unidos.
Pois é! Ele está recrutando cidadãos repórteres para prover seu site de informações.
(Na corrida, a caminho da PUCC. Mas achei necessário o registro, via Periodismo Ciudadano.)
Mon 24 Sep 2007
Posted by Ana Brambilla under
Tecnologices ,
MídiaNo Comments
De hoje até quinta, a Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas oferece uma série de palestras de temas variados (de modo que contemplem boa parte das áreas do jornalismo), que vão desde rádio até jornalismo digital.
Infelizmente as inscrições já estão encerradas. Ou seria “felizmente”? Sinal de que o evento tá sendo um sucesso de público! Mérito da organização, entre eles, o profe Paulo Henrique Ferreira, sempre antenado com as possibilidades que a tecnologia mobile pode trazer à comunicação midiática.
Deus queira que na noite de quarta também seja assim! É que nessa hora dividirei a mesa “Jornalismo e o mundo digital” com Anderson Costa (ABN AMRO Bank) e Fernando Carril (UOL Celular).
Na volta conto como foi
Thu 20 Sep 2007

Então a Zero Hora (ou “o” Zero Hora, como dizem aqui em São Paulo) cedeu aos encantos do jornalismo colaborativo… Que legal! Faço votos para que seja uma experiência bem-sucedida
É que o novo portal de ZH tem uma área chamada “Leitor-Repórter“, um serviço onde o internauta, identificado e logado, pode submeter conteúdo editorial a ser publicado no site.
Pena que o tão desejado link “Como Participar” não está funcionando e só aponta para a home do Leitor-Repórter. Alô-ou! Corrijam isso rapidim, sob pena de frustrar possíveis colaboradores.
Mas o mais interessante é que o Leitor-Repórter, além de ser uma área do site, é um serviço que atravessa todas as outras seções. Estão espalhados por todo o site convites para o internauta mandar sua foto, sua crônica, seu relato sobre “seu bairro, sua cidade, sua região”.
Outro ponto altamente positivo é esse: “Seu material será submetido à avaliação dos editores de zerohora.com e levará até 48 horas para ser aprovado.”
Firmar um prazo para avaliação do conteúdo é um sinal de respeito e consideração à ansiedade natural de um internauta que atua como colaborador. TODOS os sites de conteúdo colaborativo mediado deveriam adotar a mesma postura.
Para encerrar, sob um ponto de vista mais genérico: o site também traz o e-mail do jornalista na assinatura da matéria e cada conteúdo permite comentários ao final.
São sutilezas assim que fazem de um jornal online… verdadeiramente online!… Senão seria mera transposição do papel.
(…)
Sim, tenho lá minhas observações críticas quanto à midia sulina, em geral, mas a gente deve aplaudir quando há um esforço nítido para se corrigir erros do passado.
Vida longa ao Leitor-Repórter!
Thu 20 Sep 2007
Deixei para escrever a coluna semanal do WebLivre hoje porque pressenti que, da palestra de ontem na ECA/USP, a convite da querida Beth Saad, sairia alguma provocação de raciocínio.
E saiu!
Thu 20 Sep 2007
Posted by Ana Brambilla under
Trivialidades1 Comment
Gosto prá caramba da Luciana Liviero, que apresenta o Fala Brasil, de manhazita, na Record. Mas hoje ela insistiu em dar “parabéns” ao repórter de Porto Alegre, que fazia uma passagem ao vivo lá do acampamento farroupilha, no Parque da Harmonia.
Por favor, alguém avise a Luciana que o marco de 20 de setembro, Revolução Farroupilha, não é algo que combine com “parabéns”.
Sim, tenho saudade da terrinha, mas nunca entendi essa gauchada comemorar, todos os anos, uma guerra que perdeu…
Tue 18 Sep 2007
Posted by Ana Brambilla under
Trivialidades[3] Comments

O burburinho aí acima é onde fica a parentada!!
Esse é um serviço de busca de concentração de famílias - por sobrenome. Ah, vale só prá italianada!
Dica do amigo ítalo-brasileiro Francesco.
Se tiver algum Brambilla rico aí levanta a mão!
Tue 18 Sep 2007

É possível que quem se interessa por jornalismo colaborativo (cidadão, participativo e nomes afins) já tenha se deparado com esse site, cujo visual o torna inconfundível.
Ele é anunciado como 10 Steps to Citizen Journalism Online, trazendo melhores práticas para quem quer aderir ao modelo.
Mera enganação…
Trata-se de um guia de blogagem, ou seja, ensina pessoas que nunca tiveram blog, a blogar. Vai do basicão ao reflexivo. Apresenta desde WordPress e Blogger até proposições sobre o que dizer em um blog.
O conteúdo é válido. Mas “Citizen Journalism Online”, aí, passa a léguas de distância.
Fica o alerta: apesar do que promete o site, blog não é sinônimo de jornalismo colaborativo.
Sun 16 Sep 2007
Posted by Ana Brambilla under
Arte1 Comment

Se você for à 6ª Bienal do Mercosul, não comece pelo Santander Cultural. Ao contrário, deixe-o por último. Isso se você é daqueles que deixa o melhor bombom da caixa pro final. Ou quer simplesmente evitar frustrações. Ocorre que a mostra Anatomia da melancolia, do argentino Jorge Macchi, é a melhor parte, disparado, dessa 6ª Bienal. Talvez, a única que preste.
E presta muito!

O vazio da grande nave do prédio do Santander, cortado por uma sinfonia executada pela OSPA e projetada num telão ao fundo, com créditos desfocados, como um filme que chega ao fim, prenuncia uma experiência altamente sensibilizante.

Macchi trata da melancolia, sim, mas com uma poesia que a traduz em ternura, pura delicadeza. Coisa de argentino que bate panela em praça pública e bota fogo na bombonera com o mesmo encantamento e magia de um tango de Piazzolla.

Como ver doçura em vidros tragicamente quebrados, em mapas de cidades-fantasma onde só “sobrevivem” cemitérios nos recortes do artista? Mas acredite: ela há. Ainda que seja numa fina camada de percepção estética com que o espectador recobre o conjunto de obras, onde tudo que está em um espaço de arte, arquiteturalmente sacralizado (o prédio do Santander é A imponência, para quem não conhece, e talvez por isso fosse o mais vazio naquele primeiro fim-de-semana pós abertura de Bienal), deve tocar. Incomodar, acolher, sufocar, praguejar, afeiçoar.
Macchi desperta contradição. Trata da morte em metáforas que a deixam menos dura do que parece.
Mas não apenas de “fins” se faz a monográfica de Macchi nessa 6ª Bienal. Os “meios” que substanciam seu percurso criativo talvez sejam o toque mais surpreendente dessa exposição.
Macchi traduz luz em matéria, som em luz, brinca com o visual, o tátil, o sensorial em todas as suas facetas, entrelaçando-os.
É assim que os pontos de luz de um globo de boate atravessam as paredes de gesso da sala. Ou o trânsito despretensioso de uma avenida qualquer, em cinco vias, como cinco são as linhas de uma partitura, se transforma em melodia.

Estou descobrindo um parceiro de Gil Vicente e Farnese de Andrade na minha galeria de preferências estéticas. E lembrar que na Bienal em que trabalhei, Macchi também expôs… Era um trabalho bem menor, com recortes da comunicação urbana. Elementos de mídia. Ele parece fascinado com isso. Dessa vez, jornais e uma vídeo-instalação com letreiros outdoor pontuam “Anatomia da Melancolia”.
O Santander já tem fama de receber as mostras hype das Bienais do Mercosul. Se Macchi se consagrar, mesmo, como o ponto alto dessa edição, não será apenas por tradição.
Isso é claramente perceptível nas estações pedagógicas, onde qualquer visitante pode deixar bilhetinhos ao artista sobre sua percepção, mandar recados, fazer desenhos, whatever. A estação de Macchi era a ÚNICA CHEIA, em que os espaços do painel para deixar os bilhetinhos guardavam, cada um, quatro, cinco manifestações do público. Claro que prestigiei esse lado “colaborativo” da Bienal e deixei meus pitacos lá
No MARGS, os painéis de Francisco Matto e Öyvind Fahlström (quem conseguir pronunciar ganha um doce) estavam coerentemente vazios. Matto não me disse nada. E a única impressão que Fahlström me provocou é como a gente deve se expressar quando toma ácido..
Dali para diante - rumo ao Cais do Porto -, a Bienal só piora. Em vários aspectos: uma superinfra de lazer à beira do Guaíba contrastando com uma expografia sufocante. Guardaram a Bienal em CAIXAS. E deram o nome à exposição de CONVERSAS!!

O que menos vi foram obras dialogando. Nem entre si. Nem com o espaço. Muito menos comigo. Um amontoado de trivialidades cuja fruição “correta” (se é que existe fruição incorreta de uma obra de arte) não acontece num calor escaldante de 35º porto-alegrenses.

Não conheço Marcos Balbino, quem assina a coordenação da produção de expografia. Mas esse primeiro contato com seu trabalho foi, no mínimo, decepcionante.
Ok, há algumas obras como o Teatro do Chat e o Poxipics que fogem à obviedade por extrapolar o ambiente expositivo e avançar pela rede, fazendo com que a obra continue na internet.
William Kentridge também se distingue do restante em 7 Fragments for Georgés Méliès, uma vídeo-instalação plural, numerosa, onde todos os vídeos são absolutamente encantadores e por isso provocam uma ansiedade tremenda em quem deseja ver todos ao mesmo tempo. Coisa desses dias.
Isso é provocação. E é isso que espero da arte contemporânea. Especialmente, de uma Bienal. Tem que tocar, instigar, cutucar. Tenho que sair de lá diferente do que entrei. Senão não há sentido. E infelizmente, foram pouquíssimas as intervenções que realmente me disseram alguma coisa.
As demais, numa silenciosa banalidade, fazem dessa 6ª uma pobre Bienal.
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