(Juro. Vou me conter.)

A pergunta que não queria calar no intervalo do evento, em frente à banquinha de livros na FAPCOM era: “O Lévy lançou algum livro recentemente?”

Ninguém sabia. Ou achava que não. Lá estavam Tecnologias da Inteligência, Cibercultura, Inteligência coletiva, O que é o virtual? and that’s all. Todos do começo do milênio. Portanto, velhos.

(Claro que não conto com O Fogo Libertador, quando ele parece mostrar-se cansado desse cibermundo que tanto aplaudiu e volta-se à filosofia por si mesma.)

Mas vejam! Pierre Lévy no Brasil ainda soa como nos meus tempos de PUCRS, de Famecos (ô, saudade, viu?), quando o autor mais estudado por lá - graças ao Ubimidiático Orientador Eduardo Pellanda - estava entre nós lá pelo auditório do prédio 40. E isso tinha tudo de mítico!

Para a minha decepção, Lévy não trouxe novidades na mala. Mala mesmo foi o tradutor de inglês (já sofrível, pelo Lévy) para português, que mais desviava a atenção da platéia do que conduzia as idéias de web semântica que o francês tentou expor. É… ele tentou…

Não mais do que quatro slides e Lévy terminou sua palestra, para frustração de muito ali presentes, sem dizer nada de novo.

Lá por Porto Alegre a coisa parece ter sido mais proveitosa. Ao menos esse “Pierre Lévy, o retorno” chegou causando em função de uma declaração dele, em que Web 2.0 não é novidade. Pois eu queria tê-lo ouvido falar DISSO!

Uma pena… Bom foi ver que ele continua mega simpático, divertido e que, apesar do sumiço e da produção (?) discreta dos últimos anos, parece ainda disposto a falar de web…

E bom também voltar àquele prédio da FAPCOM, onde fui levar meu currículo enquanto só havia pedreiros terminando as obras, em dezembro de 2005, e uma telefonista alocada numa salinha improvisada. Queria dar aula de jornalismo digital lá.