Duas horas após o acidente com o airbus da TAM em Congonhas, o Technorati registra 295 registros para a expressão “TAM acidente”.
Olha o jornalismo cidadão entrando em cena…
Tue 17 Jul 2007
Duas horas após o acidente com o airbus da TAM em Congonhas, o Technorati registra 295 registros para a expressão “TAM acidente”.
Olha o jornalismo cidadão entrando em cena…
Tue 17 Jul 2007
A Band News e a Rádio Bandeirantes, em cadeia nacional, tomou uma postura corretíssima na cobertura do acidente com o avião da TAM, vôo JJ-3054.
No calor dos primeiros minutos após o choque da aeronave com o hangar, em Congonhas(SP), as informações eram naturalmente confusas e imprecisas.
Os âncoras só repetiam o número da central de atendimento às famílias das vítimas - 0800-117-900 - porque essa era a única informação oficial divulgada pela TAM.
Infraero, ANAC, Defesa Civil… ninguém se manifestava. Mas alguma coisa tinha que ser feita e o jornalismo precisava continuar.
Foi quando, inteligentemente, a Band entabulou uma sequência de testemunhos de ouvintes-falantes que estavam nas proximidades do aeroporto de Congonhas e viram/ouviram o acidente acontecer.
Nada como o relato em primeiríssima pessoa…
Vamos ver como o resto do jornalismo colaborativo se comporta nesse caso.
Tue 17 Jul 2007
José Antonio Zarzalejos, diretor da rede ABC espanhola, parece abraçar a colaboração com o conteúdo editorial de modo parecido com o meu (sem rasgar o diploma):
“Hasta ahora, los editores de diarios han tratado a los lectores con cierta arrogancia, pensando que son ellos los que tienen la verdad, pero ahora, si quieren tener futuro, deben fijarse en su audiencia y actuar con respeto y autocrítica”, señaló el director de Abc, que defendió una nueva “sintonía” con los lectores que fomente la colaboración, pero en ningún caso la “suplantación” del periodista profesional.”
Tá no Periodismo Ciudadano
Tue 17 Jul 2007
Com as bênçãos do blog do GJol, destaco aqui os 10 pontos de análise do jornalismo colaborativo que Dan Gillmor traçou em sua apresentação no OhmyNews (aquela mesma em que ele falava da Filosofia da Experimentação):
1. Reconhecimento da Mídia Cidadã
2. Mídia tradicional já aposta em iniciativas de colaboração
3. Resistência (da mídia tradicional, os tais “cabeças-de-papel”, “coleguinhas jurássicos” ou como quiser)
4. Ferramentas e idéias (elas estão por todos os lugares e têm um norte em comum: EXPLORAÇÃO!)
5. Questões de negócio (ou a falta de um modelo de negócios de sucesso garantido para o jornalismo cidadão)
6. Experimentar é barato! (Mas aí preciso discordar de uma citação que ele traz, de autoria de Clay Shirky: “The low cost of failure means that someone with a new idea doesn’t have to convince anyone else to let them try it — there are few institutional barriers between thought and action.” Não é beeeem assim…)
7. Alguns experimentos a perseguir: mobilidade e (uma coisa que achei estranha) não apenas pessoas podem contar histórias, mas objetos têm suas próprias histórias para contar. É quando entram as 4 sugestões dele para mergulhar nesse mundo 2.0:
7.1 Use tecnologias de código aberto
7.2 Use ferramentas que já existam
7.3 Colaboração: trabalhe com todos e com qualquer um!
7.4 Corra riscos
8. Ética, confiabilidade, civismo (tão ou mais do que na mídia convencional)
9. Cuidando da confiança (ele cita o NewsTrust, uma proposta super bacana para “validar” uma notícia). Mas credibilidade é um quebra-cabeças até na mídia tradicional… O gostoso é que em ambiente colaborativos a gente pode contar com avaliações públicas de reputação e popularidade, que interferem muito na confiança que um conteúdo merece.
10. Alfabetização em mídia (mídia 2.0, claro, que é muuuito diferente e muito mais complexa do que a mídia tradicional).
Mon 16 Jul 2007
Artigo interessante esse do Alex Hubner, publicado recentemente no Webinsider, de onde extraí a frase-título desse post.
Sempre achei cool ter aquele monte de figurinhas coladas no meu “album” Orkut: Grêmio, Ciberidéia, O que vc está lendo?, Biscoito Fino, Social Network, Burrinho do Shrek, Morro de sono depois do almoço e por aí vai… Sempre achei que elas eram muito mais “carimbos” que diziam mais sobre minha personalidade do que, propriamente, comunidades.
Hoje tive certeza disso.
Em verdade, eu não participo de quase nenhuma daquelas comunidades todas a que digo “pertencer”. E Alex soube problematizar muito bem o assunto (talvez um texto longo demais em se tratando de web, mas o tema exige).
O viés escolhido por ele foi a administração de verbetes da Wikipedia e como ela funciona, enquanto comunidade. Um artigo ressentido, me pareceu, até desiludido com o tanto que o projeto pode render… e não rende, por culpa de mãos obscuras e xenófobas.
E apesar de longo, o artigo de Alex é preciso ao apontar o problema que o levou à reflexão: “eles (os editores da Wikipedia) se dedicam demasiadamente a controlar o que não precisa ser controlado.”
Achei FANTÁSTICA a observação dele! Num sistema auto-moderável, a moderação direta tem de ser o mais discreta possível. Senão sufoca o sistema e ele cai em contradição.
Moderação e censura são coisas beeeeem diferentes…
Enfim, vale ler.
Sun 15 Jul 2007
Reparem nesse trecho em que Maria Celeste Mira cita Sodré:
“Num momento em que nenhum escritor pode viver dos livros que escreve, ‘os homens de letras buscavam nos jornais o que não encontravam no livro: notoriedade, em primeiro lugar; um pouco de dinheiro, se possível’.” (2001, p. 19)
Não, eles não estão falando do cidadão repórter que busca ser ouvido pelo menos nos noticiários colaborativos. Tampouco dos blogueiros literários, que dão vazão às suas veias artísticas na web, enquanto o mercado editorial se mostra tão tirano.
Eles comentam o cenário das revistas em meados do século XIX.
Incrível como certas coisas não mudam…
UPDATED: ah, sim, sorry… o livro é “O leitor e a banca de revistas”, da editora Olho D’Água.
Sun 15 Jul 2007
Cris Dissat manda dizer, por e-mail e pelo Fim de Jogo:
“(…) o vento forte fez estragos no entorno do Maracanã, com placas derrubadas, toldos rasgados e muito trabalho para a galera da limpeza.”
ISSO é o retrato mais fiel da essência do jornalismo colaborativo.
Parabéns pela cobertura do Pan, Cris!
Sun 15 Jul 2007
Era apenas uma caminhada até o shopping Frei Caneca prá ver um filme deprê (sugestão minha, claro) com a querida Chris Delphino. Então apareceu uma igreja bonita no meio do caminho e, como ando precisando fazer três, seis, mil pedidos em igrejas que entro pela primeira vez, resolvi entrar.
Acontece que a porta que me aproximei era lateral, a igreja estava lotada e, antes de ter entrado, vááários olhos já apontavam em minha direção. Muitos homens de terno, preto, ai, meu Deus, aquilo era um velório! Estava a um passo da porta e já não dava prá voltar atrás. Entrei.
A menos de 10 metros, o altar cheio de luz, cinegrafistas e fotógrafos registravam o momento em que noivo e noiva trocavam as alianças. Sem saber onde me meter, tratei de fazer meus três pedidos rapidim, rapidim prá sair correndo dali sem marcar presença no DVD do casório!
Mais tarde, subindo a Augusta, um fungunço na calçada impedia a passagem e vi uma fotógrafa e um cinegrafista (outros, penso eu!), focando dentro de um carro recém-estacionado… uma noiva chegando em um restaurante.
Pouco acima, já na Paulista, duas pistas interditadas, um carro com pneu furado, uma moto estatelada no chão e duas pessoas no asfalto. Ao redor, vários curiosos como eu. Não resisti e comentei com a Chris:
“É nessa hora que entra o cidadão repórter! Maldita hora que esqueci minha câmera em casa!!!”
Alguns metros dali, na Paulista esquina Pamplona, o sinal ficou vermelho para os pedestres mas o trânsito parou para… uma noiva atravessar a avenida!
Um Black Dog depois, a Casa das Rosas já estava fechada e o jeito foi estender a noite quente na sorveteria Alaska, pedir um sorvete de miski e esbravejar por que raios, Mauricio, que tu tá morando tão longe!!
Em frente ao Sesc Paulista, uma exposição de bonecos de cimento em tamanho natural assim, na rua, furtava expressões estupefatas de quem passasse por ali.
De volta à Paulista, alguém no canteiro central se parece muito com o Fernando Trevisan. Até aí tudo bem. Anteontem ainda encontrei um cara muito parecido com ele. A diferença era que o cara de agora, do canteiro, olhava prá mim sorrindo.
Era meia-noite e um minuto. Mas na Paulista nunca fica escuro.
O sinal abriu prá mim e, bom, o “cara” era mesmo o Fernando Trevisan, indo para a Augusta com duas amigas beber chops.
Pena que já era esquina com a Joaquim Eugênio de Lima, me despedi da Chris, do Fernando e das amigas dele prá fazer rapel na ladeira que me traz aqui para casa.
***
Mas e aquelas noivas, hein?…
Sat 14 Jul 2007

Nessa última ida a Porto Alegre dei uma de turista ao contrário. Não fui “conhecer” os lugares mais marcantes da cidade. Mas REconhecer aqueles que mais me tocam, que fazem a Fogacinha cantar “Porto Alegre me dói”… e fazem doer mesmo!
Lugares que eu conheço ao avesso! Mas que nunca soube valorizar, tampouco explorar, conhecer melhor. Ainda que só por sê-los, já me tinham.
O propósito inicial era tirar fotos do carrinho viajante do Rogério Fratin Lindo (ou seria Lindo Fratin?). Mas não resisti a entrar numa das tantas bancas bem tradicionais do Mercado Público para comprar uma cuia, uma bomba e dois tipos de erva. Ainda que duvidasse da minha capacidade de preparar um chimas de verdade.
Mas não é que a Angela me ensinou? E não é que eu aprendi?!?!
Anyway… como é a vida! Em Porto Alegre eu usava a caneca paulistaníssima do VivaSP cheia de orgulho. Agora, vivendo na terra dela, é a cuia tão simples quanto significativa de “Lembrança de Porto Alegre - RS” do Mercado que rouba a cena.
Eis meu primeiro chimas… Mas ah, guria, seu! (Não, não me peçam para explicar essa expressão!)
Pena matear sozinha… (Pena nada! Troquei as ervas e pus mais pura-folha do que a suave. aaaargh! Isso tá amargo que só gauderiada aguenta!)
Valeu, Angela!!
UPDATED: já tô no quinto chimas e a bomba ainda não entupiu!!!!!!
Sat 14 Jul 2007
- Porto Alegre não tem a beleza de um Rio de Janeiro!
- Nem tem a pujança de uma São Paulo…
- Porto Alegre é pobre, é pequena.
- Mas tem muita alma…
- Ah, alma não enche barriga!
- Mas dá prá gente voar livre, à vontade
- Porto Alegre está longe de tudo.
- Ah, que cheiro de campo, de invernada, de mate amargo!
- Não, Porto Alegre ainda não cresceu o suficiente.
- Por isso nela ainda se pode passear sem pensar em nada.
- Ainda não é bem civilizada.
- Por isso dá gosto sair pelas ruas falando sozinho, sem medo de ser notado!”
(Isaac Starosta, em Amor ao Porto, de uma carta da minha irmã.)
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Ou como diria Pedro Markun: a coisa tá feia!