Mon 30 Jul 2007
Aluízio comentou (hoje cedinho! que disposição!):
Off topic:
Ana: isto está na Ilustrada da Folha desta segunda-feira. Seguramente, lhe interessa. E me interessa saber a sua opinião. De cara, sou completamente contra as colocações desse gringo. Um pedacinho da introdução à entrevista dele:
“George Orwell não entendeu o futuro. Em seu clássico “1984″, o escritor temia pelo desaparecimento do direito à expressão individual, mas, no atual mundo da internet, o verdadeiro horror é justamente o oposto: a abundância de autores e de opiniões.
O raciocínio é do historiador britânico Andrew Keen, 46, ex-professor das universidades de Massachusetts e Berkeley (EUA) e um dos pioneiros do Vale do Silício, que na primeira onda da internet fundou o site de música Audiocafe.com.
Keen tornou-se um dos líderes da crítica à internet graças a seu livro “The Cult of the Amateur: How Today’s Internet Is Killing Our Culture” (o culto ao amador: como a internet de hoje está matando nossa cultura), recém-lançado no exterior e ainda sem edição no Brasil”.
P. S.: É aquilo que eu sempre afirmo: há pessoas que já nascem velhas.
Abs
Aluízio Amorim
Pasmem: estou louca para ler esse livro. E pasmem mais ainda: apesar do sub-título catastrófico, creio que a idéia central desse livro seja coerente com a minha visão de jornalismo colaborativo.
Imagino que Keen estenda a análise sobre a invasão dos “amadores” sobre n campos da rede, e não apenas ao jornalismo. Mas li dia desses no Webinsider um artigo do Bruno Rodrigues, que dizia que Keen defende a existência de mediadores, moderadores desse mar de opiniões que lava a web de participações relevantes e grotescas.
Anyway, Aluízio, muito obrigada pelo comentário tão pertinente. A gente precisa se aprofundar nessa discussão. E ler o livro!!
Quem já leu? Ou quem tem? (me empresta?)
UPDATED:
1. “A Escola de Frankfurt se mostrou correta.” O cara é frankfurtiano! Desconsiderei. Sem propriedade prá falar de web.
2. “Tenho blog para vender o livro e construir minha marca.” Então ele não é blogueiro, portanto, não pode falar de blogs. Ponto.
3. “Como as pessoas saberiam da crise aérea brasileira, por exemplo, sem jornalistas profissionais?” Hummm… quer que eu explique? Não, né? Você jamais iria entender mesmo!
July 30th, 2007 at 4:56 pm
Ana, eu não li o livro, mas tb li essa entrevista da Folha de hj. E francamente, o pouco que tem ali mostra que esse moço quer mais é fazer polêmica pra vender livro. Não tiro toda razão dele, entendi muita coisa do que ele disse;, mas creditar ao jornalismo profissional maior competência do que a blogs - não se encaixa com o lance da crise aérea da forma que está posta na fala dele. :0
July 30th, 2007 at 6:58 pm
Putz, Alan… eu postei o UPDATED sem ler teu comment e não é que a gente pensou a mesma coisa? O cara viajou totaaaal no lance da crise aérea e da importância dos jornais tradicionais.
Vou te contar, viu?…
July 30th, 2007 at 8:53 pm
é Alessandra, não Alan…rs.rs
July 31st, 2007 at 3:02 am
Ana:
realmente a gente precisa ler o livro. Mas pelo que ele falou na entrevista, está por fora do que realmente seja um blog. E não é blogueiro. E não pense ele que apenas curiosos emitem opiniões em blog. Eu, por exemplo, sou jornalista e vivo disso há muito anos. Hoje estou só e apenas na web, ou melhor ainda, na blogosfera, embora leia a mídia tradicional e faça no blog exatamente a crítica à forma tradicional do jornalismo. Cada vez mais os profissionais da mídia convencional tem de ler os blogs. Quantas pautas surgem de blogs!
Eu mesmo, só e apenas em função do blog, fui recentemente convidado como debatedor no programa do Casé, na MTV aí em São Paulo. Moro, vivo e escrevo em Florianópolis. Fui escolhido pela produção porque eles navegam pelos blogs e os levam em consideração. Achei muito bacana a forma da MTV escolher debatedores, fugindo dos mesmos de sempre. É uma mídia convencional mas que está atenta e faz um saudável cruzamento com a blogosfera. Internet e mídia convencional podem e devem viver numa pefeita simbiose. Enfim, é papo que não acaba mais sobre blogs, jornalismo colaborativo, enfim, tudo isso que a gente vê e o que não vê, escondido que está no imponderável mundo das ferramentas de comunicação da web. A gente está apenas engatinhando. Quem deseja avançar e contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da sociedade e dos meios de comunicação não pode temer o novo!
abs
Aluízio Amorim
http://oquepensaaluizio.zip.net
July 31st, 2007 at 11:39 am
opa!!! me perdoa, guria! o que dá passar o olho e sair conversando, né?
beijo envergonhado!
July 31st, 2007 at 10:46 pm
Aninha, este é o livro sobre o qual comentei
na sua casa. Estive no lançamento dele em
Londres com o Andrew Keen, em Junho.. lembra?
a
August 5th, 2007 at 9:20 pm
Só o subtítulo do livro já me desanima. Pî, muitos dos blogueiros conhecidos estão longe de serem amadores. Pô, tem desde de Prêmio Nobel a jurista famoso escrevendo em blog.
http://www.creators.com/opinion/bruce-bartlett/blogging-benefits.html
On April 6, I had an article in The New York Times arguing the term “supply-side economics” (SSE) had outlived its usefulness. I wasn’t criticizing SSE. On the contrary, I was celebrating its success because its central truths are now fully incorporated into mainstream economic thinking. Consequently, continuing use of the term is more of a barrier to communication than a facilitator, in my opinion.
What was really interesting about my article, however, was the reaction to it. A University of Oregon economics professor named Mark Thoma posted a long commentary on it on his blog. I posted a response, which led to many other comments, including a couple from Paul Krugman, a Princeton economics professor and New York Times columnist.
Subsequently, University of California-Berkeley economist Brad DeLong posted much of the discussion from Thoma’s Website on his and offered additional commentary, which led to further comments from me and some of those who had also posted comments on Thoma’s Website. Since then, Thoma has kept the conversation going by soliciting a commentary by James Galbraith, an economics professor at the University of Texas.
The point I am getting at is that blogging is finally maturing into a useful way for people to interact with each other to sort out differences. It’s like being in a seminar room with some of the smartest people on the planet, where we are all searching for answers to the same questions, but coming at them with very different experiences and philosophical perspectives.
(…)