Wed 25 Jul 2007
JR e eu, há tempos, nos ensaiamos para escrever um artigo sobre jornalismo colaborativo a quatro mãos. Mas os acontecimentos pipocaram e se amontoaram como bola de neve que o timing de um artigo acadêmico não se encaixaria mais.
It means - questões urgentíssimas apareceram suplicando discussão, análise e esclarecimentos. Por exemplo, o micão do UOL na cobertura do acidente da TAM.
E o JR conseguiu traduzir com uma clareza rara, num post!, a essência desse episódio:
“O fato de que um portal (…) solicita à audiência que envie textos, fotos e/ou vídeos sobre determinado assunto em pauta não configura prática intrínseca do Jornalismo Colaborativo.”
(suspiros aliviados!)
E ele vai além:
“(…) tentar atrelar o Jornalismo Colaborativo a um simples “envie que será publicado – toma uns tapinhas nas costas, quando muito” parece reduzir a potencialidade desta prática informacional, castrar seu alcance, depauperar sua importância no campo da Comunicação Social.”
Isso me conduz a uma nova hipótese na análise de conteúdo colaborativo e seu “mau uso” pelos portais mainstream:
EMISSOR (portal) -> meio/msg -> RECEPTOR (internauta)
Ok, é isso que refutamos no jornalismo colaborativo, onde emissor e receptor se confundem. A colaboração (marcada pela conversação) não tolera que uma mensagem saia de um emissor (portal) e chegue a um receptor (internauta).
BUT… o que se tem visto é que alguns veículos ACHAM que praticam jornalismo colaborativo APENAS por INVERTER essa ordem:
EMISSOR (internauta) -> meio/msg -> RECEPTOR (portal)
Não! Não! Não é assim! Se o veículo não entabular uma CONVERSA com o internauta, o processo continuará sendo UNIDIRECIONAL.
Os veículos não podem se tornar um mero RECEPTÁCULO de conteúdo produzido pelo público.
Daí vem aquela máxima do Dan Gillmor, da notícia palestra (jorn. tradicional) e notícia diálogo (jorn. colaborativo).
Sorry… toda a vez que isso acontece em já sinto o cuore bater mais forte e preciso me controlar. Explicar isso num post é horrível…
Bom, se alguém não entendeu e quer entender, vamubatelata pelo MSN
(Ô, JR! Teu post mexeu com o Tico e o Teco aqui)
July 26th, 2007 at 3:30 pm
Ana, muito bom o post. Tomara que esse artigo saia em breve, seria um grande presente a todos nós interessados pelo assunto. A análise téorica do J.Colaborativo me remete às aulas de Te.Com., e então me pergunto, ainda tens planos de dar aulas? Sem dúvidas, na ECA seria mais que bem-vinda para debater sempre o assunto. As aulas da Abril, da qual vc fez parte aquela noite, são de Edição de Texto em Revista, algo beeeeemm gerérico, mas a parceria é da Abril com a ECA. Enfim, acho que falta gente para falar sobre o assunto na ECA, e vc seria mais que apta para abrir o debate na escola. HEhe, bom, mande as novidades. beijaoo!
July 26th, 2007 at 4:40 pm
Ana, eu denovo! hehe. Esse artigo (http://www.cjr.org/behind_the_news/blowing_off_steam_2.php?page=1) da ColumbiaJournalismReview analisa a cobertura da explosao do sistema de vapor de NY na semana passada e o citizen journalism na ocasião. Fica mais interessante na seg. página do texto, em que a autora fala mais sobre o assunto. Fica a dica. Beijao
July 26th, 2007 at 5:42 pm
ô, querido… obrigada por aparecer aqui e sempre comentar!

eu tenho o maior carinho pela ECA e irei lá sempre que houver oportunidade.
Claro que eu quero dar aula. Só ainda não pintou nenhuma faculdade… Ainda…
Enquanto isso, tu és meu “representante” em prol do jornalismo colaborativo na ECA!!
beijocas!
e obrigada pelo link.