Sun 15 Jul 2007
Era apenas uma caminhada até o shopping Frei Caneca prá ver um filme deprê (sugestão minha, claro) com a querida Chris Delphino. Então apareceu uma igreja bonita no meio do caminho e, como ando precisando fazer três, seis, mil pedidos em igrejas que entro pela primeira vez, resolvi entrar.
Acontece que a porta que me aproximei era lateral, a igreja estava lotada e, antes de ter entrado, vááários olhos já apontavam em minha direção. Muitos homens de terno, preto, ai, meu Deus, aquilo era um velório! Estava a um passo da porta e já não dava prá voltar atrás. Entrei.
A menos de 10 metros, o altar cheio de luz, cinegrafistas e fotógrafos registravam o momento em que noivo e noiva trocavam as alianças. Sem saber onde me meter, tratei de fazer meus três pedidos rapidim, rapidim prá sair correndo dali sem marcar presença no DVD do casório!
Mais tarde, subindo a Augusta, um fungunço na calçada impedia a passagem e vi uma fotógrafa e um cinegrafista (outros, penso eu!), focando dentro de um carro recém-estacionado… uma noiva chegando em um restaurante.
Pouco acima, já na Paulista, duas pistas interditadas, um carro com pneu furado, uma moto estatelada no chão e duas pessoas no asfalto. Ao redor, vários curiosos como eu. Não resisti e comentei com a Chris:
“É nessa hora que entra o cidadão repórter! Maldita hora que esqueci minha câmera em casa!!!”
Alguns metros dali, na Paulista esquina Pamplona, o sinal ficou vermelho para os pedestres mas o trânsito parou para… uma noiva atravessar a avenida!
Um Black Dog depois, a Casa das Rosas já estava fechada e o jeito foi estender a noite quente na sorveteria Alaska, pedir um sorvete de miski e esbravejar por que raios, Mauricio, que tu tá morando tão longe!!
Em frente ao Sesc Paulista, uma exposição de bonecos de cimento em tamanho natural assim, na rua, furtava expressões estupefatas de quem passasse por ali.
De volta à Paulista, alguém no canteiro central se parece muito com o Fernando Trevisan. Até aí tudo bem. Anteontem ainda encontrei um cara muito parecido com ele. A diferença era que o cara de agora, do canteiro, olhava prá mim sorrindo.
Era meia-noite e um minuto. Mas na Paulista nunca fica escuro.
O sinal abriu prá mim e, bom, o “cara” era mesmo o Fernando Trevisan, indo para a Augusta com duas amigas beber chops.
Pena que já era esquina com a Joaquim Eugênio de Lima, me despedi da Chris, do Fernando e das amigas dele prá fazer rapel na ladeira que me traz aqui para casa.
***
Mas e aquelas noivas, hein?…
July 16th, 2007 at 2:51 pm
Delícia de post, Ana!
Também adoro essa maluquice da Paulista e seus arredores. E Black Dog é bom demais, não?
Beijos
July 16th, 2007 at 5:44 pm
Aninha, amei o seu post. Olha, se fosse você ia numa cartomamente, para ver que diabos significa 3 noivas em apenas uma noite. Será que vem casório?
Beijões, linda!
July 23rd, 2007 at 10:02 pm
Aninha, só agora (acredita?) é que li com calma e parei para comentar aqui
Delícia de post, mesmo! SP boa é SP assim, pena que muitas vezes fiquemos trancados em casa, pensando nas milhares de coisas que dava pra fazer… :\
Mas, muito mais importante, e o café, hein?
E as noivas, hein?
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