July 2007
Monthly Archive
Tue 31 Jul 2007
Posted by Ana Brambilla under
Tecnologices[2] Comments

Henrique Matos mandou dizer que internautas do mundo inteiro estão gastando mais tempo em redes sociais. Claro que, ao falar nisso, é natural lembrarmos de Orkut. Ou nem tanto. Ao menos para os gringos, não.
Reparem que curioso… o vovô Friendster está à frente do Orkut no fluxo de visitantes.
O estudo foi feito no Reino Unido. Creio que o quadro mude só no Brasil…
Tue 31 Jul 2007
Deu no Destak de hoje:
“39% da população acima de 16 anos acessam a web e 42% publicam conteúdo próprio; internet deixou de ser coisa de rico e democratizou a informação, avalia agência de publicidade que encomendou pesquisa.”
Não, o índice não é gringo. É tupiniquim mesmo! E eu tô vibrando com isso porque nem uma entusiasta da colaboração que sou imaginava que o povo brasileiro pudesse ser tããão colaborativo assim
Imperdível a pesquisa!
Mon 30 Jul 2007
Posted by Ana Brambilla under
Colaboração[7] Comments
Aluízio comentou (hoje cedinho! que disposição!):
Off topic:
Ana: isto está na Ilustrada da Folha desta segunda-feira. Seguramente, lhe interessa. E me interessa saber a sua opinião. De cara, sou completamente contra as colocações desse gringo. Um pedacinho da introdução à entrevista dele:
“George Orwell não entendeu o futuro. Em seu clássico “1984″, o escritor temia pelo desaparecimento do direito à expressão individual, mas, no atual mundo da internet, o verdadeiro horror é justamente o oposto: a abundância de autores e de opiniões.
O raciocínio é do historiador britânico Andrew Keen, 46, ex-professor das universidades de Massachusetts e Berkeley (EUA) e um dos pioneiros do Vale do Silício, que na primeira onda da internet fundou o site de música Audiocafe.com.
Keen tornou-se um dos líderes da crítica à internet graças a seu livro “The Cult of the Amateur: How Today’s Internet Is Killing Our Culture” (o culto ao amador: como a internet de hoje está matando nossa cultura), recém-lançado no exterior e ainda sem edição no Brasil”.
P. S.: É aquilo que eu sempre afirmo: há pessoas que já nascem velhas.
Abs
Aluízio Amorim
Pasmem: estou louca para ler esse livro. E pasmem mais ainda: apesar do sub-título catastrófico, creio que a idéia central desse livro seja coerente com a minha visão de jornalismo colaborativo.
Imagino que Keen estenda a análise sobre a invasão dos “amadores” sobre n campos da rede, e não apenas ao jornalismo. Mas li dia desses no Webinsider um artigo do Bruno Rodrigues, que dizia que Keen defende a existência de mediadores, moderadores desse mar de opiniões que lava a web de participações relevantes e grotescas.
Anyway, Aluízio, muito obrigada pelo comentário tão pertinente. A gente precisa se aprofundar nessa discussão. E ler o livro!!
Quem já leu? Ou quem tem? (me empresta?)
UPDATED:
1. “A Escola de Frankfurt se mostrou correta.” O cara é frankfurtiano! Desconsiderei. Sem propriedade prá falar de web.
2. “Tenho blog para vender o livro e construir minha marca.” Então ele não é blogueiro, portanto, não pode falar de blogs. Ponto.
3. “Como as pessoas saberiam da crise aérea brasileira, por exemplo, sem jornalistas profissionais?” Hummm… quer que eu explique? Não, né? Você jamais iria entender mesmo!
Thu 26 Jul 2007

Lá do veículo que melhor consegue trabalhar jornalismo colaborativo no Brasil, o Link, do Estadão, repercutiu numa matéria publicada na última segunda o comportamento do brasileiro enquanto cidadão repórter no episódio do acidente com o avião da TAM.
Pitacos meus por lá, ao Rodrigo Martins, por telefone, em meio ao trânsito de SP, saindo da Abril e indo para o show do Dôdo, no TonTon Jazz, no carro do Lindo (é, o Rogério Lindo Fratin mesmo).
Wed 25 Jul 2007
JR e eu, há tempos, nos ensaiamos para escrever um artigo sobre jornalismo colaborativo a quatro mãos. Mas os acontecimentos pipocaram e se amontoaram como bola de neve que o timing de um artigo acadêmico não se encaixaria mais.
It means - questões urgentíssimas apareceram suplicando discussão, análise e esclarecimentos. Por exemplo, o micão do UOL na cobertura do acidente da TAM.
E o JR conseguiu traduzir com uma clareza rara, num post!, a essência desse episódio:
“O fato de que um portal (…) solicita à audiência que envie textos, fotos e/ou vídeos sobre determinado assunto em pauta não configura prática intrínseca do Jornalismo Colaborativo.”
(suspiros aliviados!)
E ele vai além:
“(…) tentar atrelar o Jornalismo Colaborativo a um simples “envie que será publicado – toma uns tapinhas nas costas, quando muito” parece reduzir a potencialidade desta prática informacional, castrar seu alcance, depauperar sua importância no campo da Comunicação Social.”
Isso me conduz a uma nova hipótese na análise de conteúdo colaborativo e seu “mau uso” pelos portais mainstream:
EMISSOR (portal) -> meio/msg -> RECEPTOR (internauta)
Ok, é isso que refutamos no jornalismo colaborativo, onde emissor e receptor se confundem. A colaboração (marcada pela conversação) não tolera que uma mensagem saia de um emissor (portal) e chegue a um receptor (internauta).
BUT… o que se tem visto é que alguns veículos ACHAM que praticam jornalismo colaborativo APENAS por INVERTER essa ordem:
EMISSOR (internauta) -> meio/msg -> RECEPTOR (portal)
Não! Não! Não é assim! Se o veículo não entabular uma CONVERSA com o internauta, o processo continuará sendo UNIDIRECIONAL.
Os veículos não podem se tornar um mero RECEPTÁCULO de conteúdo produzido pelo público.
Daí vem aquela máxima do Dan Gillmor, da notícia palestra (jorn. tradicional) e notícia diálogo (jorn. colaborativo).
Sorry… toda a vez que isso acontece em já sinto o cuore bater mais forte e preciso me controlar. Explicar isso num post é horrível…
Bom, se alguém não entendeu e quer entender, vamubatelata pelo MSN
(Ô, JR! Teu post mexeu com o Tico e o Teco aqui)
Mon 23 Jul 2007

… só falta o UOL descobrir como se faz!
Essa e outras idéias estão num artigo que publico hoje no Jornalistas da Web, a pedido do querido Mario Cavalcanti.
Talvez isso supra a falta de comentários aqui no Libellus sobre a gafe do UOL ao publicar uma fotomontagem sobre a tragédia com o avião da TAM.
Comentários são bem-vindos
Fri 20 Jul 2007
Kalleo Coura, blogueiro do Curso Abril, me perguntou ontem à tarde em quais os pontos que um jornalista que trabalha com jornalismo colaborativo deve prestar atenção para não cometer gafes como a do UOL.
A pergunta é excelente, oportuníssima e rende, no mínimo, um TCC. Mas tentei pensar por esse caminho…
“1. Checar a identidade do colaborador (e isso já depende do processo de cadastramento/envio de conteúdo. É fundamental que os veículos exijam a identidade - e não pseudônimos - bem como contatos de quem deseja publicar seu conteúdo naquele espaço).
Dentro disso, a primeira coisa é ver se a identidade é real, e para isso há sites como a Receita Federal para se certificar. Outro passo é se cercar do máximo de informações sobre quais os rastros que aquela pessoa deixou pela web - a que se dedica, que tipo de site relaciona seu nome. E para isso, basta “dar um Google” no nome dela entre aspas.
2. No caso de textos, é fundamental checar se não se trata de plágio. Uma medida simples mas eficaz é buscar trechos do texto na rede. Isso não é garantia total de que o texto é inédito ou de autoria daquele colaborador. Mas para esses casos que, espera-se, sejam exceção, o veículo se preveniu ao afirmar, nos Termos de Uso acordados com o internauta, que ele é o responsável legal por todo o conteúdo que for enviado/publicado por ele.
3. Dividir a análise do conteúdo com um ou mais colegas. Se for imagem, é importante que um fotógrafo/cinegrafista também analisem a colaboração. Eles têm o olhar mais apurado para avaliar a veracidade de uma imagem.
4. Compartilhe aquela informação com sua rede, antes de publicá-la. No caso de conteúdos inéditos na grande mídia, pode ser decisivo investigar se o material se refere a um episódio verídico por meio de listas de discussão, referências na blogosfera (Technorati), sites locais (sem contar amigos, pessoas de confiança).
5. Contate o autor daquela colaboração e interpele-o de todas as maneiras possíveis, para se cercar de informações sobre a exatidão daquele conteúdo. Às vezes, o tom de voz, a reticência e a contradição na fala do colaborador podem denunciar a falsidade do conteúdo que produziu.
6. Nunca se aproprie do material do colaborador. Isso significa que o texto deve ser editado sem tirar o colaborador de seu lugar de fala. Os créditos de uma imagem ou um vídeo sempre devem ser do autor (nunca do veículo) e um texto nunca pode trazer expressões afirmativas em nome do veículo. Por exemplo, no caso de uma entrevista, antes da pergunta deve aparecer o nome do colaborador e não do veículo. Inclusive, a melhor linguagem a se utilizar no conteúdo colaborativo é personalíssima, em primeira pessoa, preferencialmente, com caráter de testemunho.
De resto, é bom lembrar que nenhum modelo de jornalismo, em nenhuma mídia é infalível. Pensar assim não justifica negligências como ocorreu no UOL - afirmo isso porque sei do preconceito que o UOL mantém diante do conteúdo produzido pelo internauta. Mas vale lembrar que, assim como Jason Blair, jornalista profissional, mentiu durante meses num dos maiores jornais do mundo, é possível acontecer do jornalista editor de conteúdo colaborativo percorrer esses seis pontos e, mesmo assim, cometer uma gafe.
Cumprir esses pontos, por outro lado, certamente deixará o risco da gafe bem menor.”
Alguém lembra de mais alguma coisa?
- raciocínio em desenvolvimento -
Fri 20 Jul 2007
Posted by Ana Brambilla under
AnaPaulistana[4] Comments
A linha Pinheiros/Armênia 719P sobe a rua Teodoro Sampaio para pegar a Dr. Arnaldo. Ali pela altura do Clínicas, percebi que havia várias tendas montadas sobre o canteiro, perto da estação de metrô.
Por um segundo pensei: ué… decerto vai ter algum evento aí…
Mas esse segundo acabou e tomei pé da realidade.
Ali na frente fica o IML Central de São Paulo, para onde estão sendo levadas as “sacolas” que os bombeiros retiraram dos escombros da tragédia com o avião da TAM.
E as tendinhas eram para dar suporte à Polícia Militar, que fazia patrulhamento reforçado nas redondezas e à imprensa, com seus caminhões de transmissão ao vivo.
Nessa hora, doeu.
Thu 19 Jul 2007
Enquanto as listas de jornalismo online fervem analisando o micão pago pelo UOL que, ao se meter de pato-a-ganso com conteúdo colaborativo, publicou na home uma montagem asquerosa enviada por um internauta, a mídia internacional cede intensamente aos encantos desse modelo:
“Durante la jornada de ayer en Estados Unidos se cerró el acuerdo. La compañía establecida en Seattle Fisher Communications, dedicada a la creación, producción y distribución de contenidos, ha llegado a un acuerdo para comprar Pegasus News, un medio ciudadano cuyos contenidos son generados por los usuarios en la zona de Dallas.”
Quem diria que o conteúdo gerado pelo usuário seria, um dia, literalmente COMPRADO pela grande mídia… Sinal dos tempos! Cheers!
Tá no Periodismo Ciudadano.
Wed 18 Jul 2007
Posted by Ana Brambilla under
Mídia[2] Comments
Do ClicRBS, sequência de manchetes:
>> Aposentados e pensionistas lamentam morte de sindicalista
>> Funcionários do SBT lamentam morte de diretores da emissora
>> Pessoas do futebol lamentam morte de Paulo Rogério Amoretty
Vou te contar, viu? Criatividade é uma coisa comovente…
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