Ana Lúcia Nunes mandou dizer que tem um artigo muito instigante no Webinsider, publicado dia 18 pelo Bruno Rodrigues.

Ele fala do livro The Cult of the Amateur: How Today’s Internet is Killing Our Culture, do americano Andrew Keen, que provoca a discussão sobre relevância do conteúdo da web - especialmente de sites que adotam UGC - e pergunta se a gente toparia uma web sem editores.

Diante dessa oportuníssima questão para debate, repliquei à Ana assim:

Tendo a concordar com Keen. Óbvio… eu sou jornalista e NÃO VOU rasgar meu diploma. Se há função apurada para mim e meus colegas em ambientes de UGC, essa função é a de editor.

Mas limito essa necessidade ao ambiente editorial. Percebo que é impossível tratar internauta como leitor - aquele, do papel. Ser internauta demanda um poder de discernimento diferenciado, que se aprende na marra, no convívio com a cultura digital, em acertos e erros.

It means… cada vez mais o editor do conteúdo que eu fruo sou eu mesma. Personificação total, sabe? Da produção à fruição.

Talvez esse seja um diferencial importante entre conteúdo trivial e jornalístico. O jornalismo ainda demanda um editor profissional.

Não me acerto com radicalismos.