Alexandre Fugita comentou:

“Foi incrível como o Mário Magalhães, do papel, foi surpreendemente muito melhor que a Márion Strecker do virtual. Pareciam papéis trocados!”

Não dá para não falar. A intervenção da diretora de conteúdo do UOL, Márion Strecker, foi vergonhosa no segundo dia do MediaOn.

Seu discurso foi um mix de obviedades e ignorância de processos altamente típicos da web como jornalismo colaborativo, de onde se extrai pérolas como:

“Com o advento do e-mail, o público se aproxima muito mais do jornalista.”

Socorro, viu? Nem na faculdade, que terminei há três anos, ouvi coisa tão batida!

Mas o ponto “alto” do vexame foi quando Márion comparou jornalismo colaborativo a um “Show de Calouros” onde jornalistas não passam de jurados.

Eu deixaria a besteira quieta porque, afinal, quanto mais se mexe, mais fede. Mas não aguentei e perguntei, usando toooooda a educação que minha Mãe me deu, se Márion denotava certo amadorismo ao equiparar jornalismo colaborativo a um show de calouros.

Ela respondeu, com aquela agressividade de quem morre de medo de perder o emprego para um cidadão repórter, que jornalismo colaborativo pode causar grandes perdas quando abre espaço para mentiras.

Mentiras… essa parece ser a única visão que Márion tem diante do que o público é capaz de produzir. Pobre Márion…

Na segunda pergunta, fui obrigada a questioná-la sobre quais os planos do UOL em conteúdo colaborativo. Ela se limitou a falar do SERVIÇO do UOL Blogs.

Lamentável.

UPDATED by André Marmota (não pude deixar de puxar esse comentário aqui prá cima:
É uma pena que ela não conheça tão bem os meandros da “chamada web”, como ela diz: ainda que ela consiga encontrar as críticas, nunca vai mudar de idéia. Historicamente, ela morre de medo de perder o controle da informação - apesar de permitir um anunciante colocar a foto de um asteróide se chocando com o planeta na área mais nobre da home. Enfim, se o Silvão fosse o apresentador do seminário, ele não diria “foooooi classificadaaaa”.