June 2007


- Bom dia, seu Sandro! Eu moro no prédio onde o senhor tá fazendo uma obra e preciso instalar uma cortina na minha casa, além de pendurar uns quadrinhos na parede. O senhor vai precisar fazer uns 10 furos no máximo. Quanto o senhor cobra?

- Ah, 50, 60 pila aí tá bom…

***

Então entrei no Mercado Livre e comprei uma furadeira.

Sempre digo que o trabalho feito na Wikipedia não tem nada a ver com jornalismo, embora seja super colaborativo.

Mas dessa vez a Wikipedia me surpreendeu…

Deu no G1 que, 14 horas antes da polícia norte-americana encontrar os corpos do pugilista Chris Benoit e da família dele, a Wikipedia já tinha registrado o ocorrido.

Não sei a que horas foi o crime-seguido-por-suicídio (ele matou a mulher e a filha, depois se matou). Mas me ocorrou que o próprio Chris registrou o fato e foi à luta (a última).

Valeu, Daniel Salles!

Glau Gasparetto e o blog do GJol mandaram dizer que a Folha Online acabou de lançar seu espaço de jornalismo colaborativo. É o “Envie sua Notícia“, um canal prá lá de simples - e talvez por isso, funcional - onde o internauta é convidado a contar causos que possam dar caldo.

É estranhão. Durão. Quadradão como a Folha. Um link na home, um formulário basicão, aparentemente não tem termos de uso ou cessão de direitos autorais. O autor simplesmente tem que concordar com a reprodução das informações postadas e creditadas em nome dele, o que é minimamente honesto.

Mas o que mais me chamou a atenção nesse “Envie sua Notícia” é que ele devia muito mais se chamar “Envie sua sugestão de Pauta”.

Olha como funciona: no formulário de envio, o campo de texto (notícia?) pede que o internauta escreva um COMENTÁRIO.

Logo abaixo, o autor do material deve avisar se tem ou não fotos disponíveis para enviar à redação. It means: ele não pode enviar material diretamente. A redação é que vai julgar se vale a pena ou não ver as fotos.

Se o gatekeeper disser “entra”, então eles mandam um mail para o autor da pseudo-notícia com as “orientações sobre como enviar esse material”.

Achei “emperrado”, de cara. Mas talvez como central de pautas, funcione!

NoMínimo sai de cena como especialista em editoriais EMO.

Confesso que acompanhei o site mais no começo, enquanto ainda era NO. (Notícia e Opinião Ponto). Fiz até matéria prá CyberFam.

Mas conversando com alguns cataplanos, semanas atrás, entendi que o NoMínimo foi o mais emblemático caso de “jornalista que não sabe fazer negócio na web”.

Como Webinsider, do querido Vicente Tardin, sobrevive? Não há redação por lá! E as pessoas escrevem no amor, com um nível de conhecimento invejável para publicações especializadas em tecnologia.

NoMínimo quis ser uma revista digital, com conteúdo aberto mas corpo de “funcionários” que tinha no site uma fonte de renda. Para isso, foi adotado pelo iG. E não, jornalismo online ainda não se faz assim no Brasil.

Enquanto sobrava talento em quem escrevia por lá, faltava criatividade para tornar o projeto auto-sustentável. Faltou publicidade. Faltou entender que Internet não é papel.

Ao menos assim, Pedro Dória tem a chance de calar raios de leitores que ficavam lhe enchendo o saco.

Mas parece que ele não quis aproveitar e lançou-se novamente às agruras da blogosfera. Será que ele vai aguentar lidar com esse povo mal-educado que é o internauta que fica aí comentando o post dos outros? Gentinha, viu?!

Começou essa madrugada. Duro acreditar que dessa vez não estou lá. Mas fico no aguardo por notícias - ainda bem poucas - no próprio site do OhmyNews International.

Por enquanto só encontrei o discurso de abertura do Presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun e uma entrevista com o Dan Gillmor… em hangul! :P

Quando tiver novidades, posto aqui. Chuinf!

updated: Ah, sim, o Dan Gillmor tá blogando de lá! ;)

Nasceu!! Ou melhor… cozinhou!! E segue a todo o vapor essa panela de novas idéias em jornalismo digital que serão discutidas por lista e em encontros mensais em São Paulo.

Obrigadas ao André de Abreu, ao Pedrinho Markun, Gabi Leitão, Dani Silva, Bia Santanna e a todos que estão se unindo com toda a força ao projeto ^.^

Aparece!

UPDATED: Vale ler um belo mail explicativo escrito pelo André, o de Abreu:

> Hoje, o mercado não consegue formar o jornalista digital. As redações são enxutas, seus membros jovens demais e muito sem longas experiências e o ritmo é cada vez mais frenético.

> Hoje, as faculdade não conseguem formar o jornalista digital. Os currículos de todas (todas mesmos) universidades de jornalismo refletem uma realidade de mercado e editorial de meados do século passado. Sim, algumas incorporaram a disciplina de online às grades, entretanto isso não resolve. Essa realidade digital e do usuário como peça importante no processo comunicacional deveria permear todo o currículo e essa mudança tão drástica não vai acontecer do dia pra noite.

> Paradoxalmente, temos aí um mercado de jornalismo digital em busca de profissionais qualificados e que entendam essas mudanças que acaba não encontrando pessoas para essas funções.

Portanto, o Cataplana vem com o objetivo de preencher essa lacuna de discussão e reflexão sobre o jornalismo e o jornalista diante de tudo isso e servir também de ponto de encontro e contato entre pessoas que têm em comum o interesse pelo tema.

Não queremos matar as instituições já existentes (rs), mas sim complementar. Queremos oferecer aquele espaço para discussão que antes acontecia nos cafés das empresas ou nas salas de aula e que hoje já não acontecem mais pelos motivos que elenquei acima.

O que podemos adiantar é que o evento será mensal, sempre no último sábado de cada mês, a partir das 10 da manhã e haverá um tema por encontro. O do primeiro será justamente a formação do profissional. Mais detalhes em breve :-)

Barbaridade! Depois de uma hora tentando conectar a Rádio Gaúcha prá ouvir os preparativos pro Gre-Nal, finalmente consigo, e justo na hora em que o timão tá saindo do vestiário e entrando em campo.

Salve, IMORTAL TRICOLOR!

Eu me considero uma vítima do Opus Dei. Embora nunca tenha feito parte, compactuado ou chegado minimamente perto dessa seita maldita.

Talvez eu seja um exemplo do quão reverberantes são os efeitos devastadores dessa desgraça disfarçada de glória divina.

E desde que assim me entendo, chamei a mim a missão de fazer o possível para impedir que outras pessoas sejam raptadas pelos carniceiros que tocam a tal “Obra”.

O problema é que há uma dificuldade traiçoeira em descobrir se a gente está ou não perto de um desses carniceiros.

(E se peixe morre pela boca, talvez eu seja a próxima pescada, já que o jornalismo está infestado dessas víboras. Dane-se. Mais forte que o boicote ao meu trabalho é o pavor que sinto cada vez que vejo esse veneno se espalhando pela Terra.)

Há pouco tempo decidi não me envolver mais em manifestos de repúdio à Opus Dei, mesmo que sejam tímidos. Não queria mais ler livros a respeito, tampouco escrever resenhas. Há pouco tempo esse post seria inimaginável. Estava me machucando muito e, numa atitude infantil, optei por fechar os olhos e deixar se danar quem for tolo o suficiente para cair, literalmente, no conto do vigário.

Mas não deu. A coisa está muito mais evidente e clama por uma atitude enfática de estagnação por parte da humanidade. Ainda não sei que atitude é essa. Mas se eu for responsável pela desistência pela obra por uma pessoa que seja, minha consciência vai descansar com a doce sensação de missão cumprida.

Caaaanta, Fogacinha!

Porto Alegre é que tem
Um jeito legal
É lá que as gurias
Etc e tal

Nas manhãs de domingo
Esperando o Gre-Nal
Passear pelo brique
Num alto astral

Porto Alegre me faz
Tão sentimental
Porto Alegre me dói
Não diga a ninguém

Porto Alegre me tem
Não leve a mal
A saudade é demais
É lá que eu vivo em paz

Quem dera eu pudesse
Ligar o rádio e ouvir
Uma nova canção
Do Kleiton e Kledir

Andar pelos bares
Nas noites de abril
Roubar de repente
Um beijo vadio

Porto Alegre me faz
Tão sentimental
Porto Alegre me dói
Não diga a ninguém

Porto Alegre me tem
Não leve a mal
A saudade é demais
É lá que eu vivo em paz

==
É que eu nunca achei que pudesse doer tanto… (vergonha)
==
Só não contem prá minha Mamys. Quero chegar de surpresa… ;)

… prá comer crua?”

De uma conversa roubadamente ouvida nos corredores do Extra da Brigadeiro.
Tão bom saber que a gente não tá sozinha… :P

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