Demorou, mas a blogosfera venezuelana se mexeu e o mínimo que o resto do mundo tem a fazer é apoiar.

Foi através de instant messengers como o Twitter, e-mails, blogs e YouTube que se criou “La primera marcha virtual de Venezuela”. A partir desse site, criado pelo blogueiro Luiz Runge (que teve seu blog suspenso), qualquer pessoa poderia aderir ao movimento virtual manifestando seu repúdio diante do golpe sujo à democracia cometido semana passada pelo insano Chávez.

Era inadmissível que, justo em tempos de rede, onde não há mais espaço para segredos ou censuras, um canal de comunicação fosse fechado impunemente.

Assim, a mobilização da blogosfera seria óbvia… Óbvia? Não, em se tratando de ações contra ditadores. Pois hoje, em uma rede horizontal de comunicação e livre de órgãos de fiscalização, isso é tudo o que se vê no lugar do site da “marcha virtual”:

Nas letrinhas menores, se lê: “Please contact the billing/support department as soon as possible.”

O blog Periodismo Ciudadano informou que, até ser suspensa, a página já tinha recebido 14 mil nomes e razões para marcharem.

Não sou revolucionária, subversiva ou outsider. É só uma questão de coerência com a democracia que esse sem-noção amiguinho do Lulla diz praticar em seu pobre país.