Fri 18 May 2007
Sim, tem gente que acha que cidadão repórter nada mais é do que uma fonte.
Mas tristemente, o jornalismo tradicional (que também é feito na web, tipo one-way) não reconhece o cidadão SEQUER como fonte.
Tristeza encontrar isso…
“As fontes possuem valores distintos e variáveis. Para o autor norte-americano Herbert Gans (apud WOLF, 1999, p.224), os jornalistas observam os seguintes aspectos na escolha da fonte: a) a oportunidade antecipadamente revelada; b) a produtividade (significa a prevalência de fontes institucionais, por fornecerem material suficiente para fazer a notícia); c) a credibilidade; d) a garantia; e e) a respeitabilidade. Segundo Gans, as fontes oficiais são as mais utilizadas pelos jornalistas por disponibilizarem informações completas e darem crédito à notícia.” Aqui.
Isso me dá náuseas! Quase algo como: “Quer fazer jornalismo facinho, superficial e vulnerável à manipulação, então consulte fontes oficiais”. Nada mais.
May 19th, 2007 at 3:40 am
Ana:
vc está corretíssima nessa análise respeitante a fontes de informação. Os jornais, especialmente os brasileiros, estão cada vez mais ridículos por se parecerem com o diário oficial. Parecem mais assessorias de imprensa do governo e entidades oficiais. Lula, por exemplo, não dá um traque que não seja transformado em notícia. E os jornalistas, na sua maioria, fazem uma leitura enviesada e ideológica da sociedade. Não perdem a estúpida mania de desancar a classe média. E é exatamente a classe que consome a mídia impressa e vê programas mais conseqüentes via TV a cabo. É também o que resta da classe média esclarecida que lê blogs e sites noticiosos dos grandes portais. Costumo sempre lembrar que o desenvolvimento de um país se mede pelo tamanho de sua classe média. Os países desenvolvidos tem cerca de até 90% de classe média. E hoje esta classe está sem voz, abandonada e estigmatizada pelo petismo governamental e não tem sequer representação no parlamento. Entretanto, é a classe média que paga o imposto de renda! Que ainda consome bens culturais! Por que a classe média esclarecida não pode ser fonte fidedigna para os jornalistas? Por que têm de ser ouvidas apenas “autoridades constituídas” e demais funcionários públicos, sindicalistas, CUT, MST e Via Campesina? Creio que está aí algo para ser pensado. Precisamos também da diversidade de opiniões. O conceito de “diversidade” está desnaturado. Diversidade não é apenas políticas afirmativas, opção pelos pobres e coisas do gênero. Há necessidade de se ouvir um outro extrato importante da sociedade brasileira. E outra coisa fundamental é parar de conceituar a classe média como “elite”. Ora, elite são os tubarões da indústria, da agricultura, do comércio e, sobretudo, os banqueiros. Acompanho sempre o seu blog. Muito bom. Abs do Aluízio Amorim
May 19th, 2007 at 3:56 am
Ana:
vi todas as suas fotos no Flickr. Bacana mesmo. Vc é muito bonita e simpática. Abraço do Aluízio Amorim
May 21st, 2007 at 1:27 pm
Aninha, valeu pela palestra lá na Cásper! E vamos continuar trocando figurinhas, hein! Julho estou por Sampa e em férias
Beijos