April 2007


JR mandou dizer: 

“Jornais acham participação do usuario importante mas ainda têm medo

Uma pesquisa realizada pelo colombiano ElTiempo.com indica que a maior parte dos site de jornais da América Latina reconhece a importância da participaçao dos leitores e da interaçao com o publico. Mas ainda tem dúvidas sobre os beneficios e o riscos de aderir à Web 2.0. 64% dos sites dos jornais da regiao tornaram possivel ao leitor comentar noticias e artigos. 48% deles informam os emails dos jornalistas na maioria das materias, enquanto 51% incluem os endereços às vezes ou nunca o fazem. 59% dos sites publicam textos ou fotos dos usuarios com relativa frequência.

Por outro lado, 39% dos jornais que nao têm blogs, apesar de terem a tecnologia para isso, disseram que nao abrem este canal de relacionamento com o leitor porque nao têm instrumentos para controlar a participaçao dos usuarios. Já 62% dos sites de jornais que têm seus blogs disseram que o conteudo é editado antes da publicaçao. 
Ainda de acordo com o estudo, apenas 4% dos jornais latino americanos integraram suas redaçoes de impresso e online. A maioria ainda depende do que é publicado no papel. 74%, no entanto, disseram que pretendem fazer isso a curto prazo.” (by Blue Bus)
Cabeças de jirico…

Não, o nome dela não era Simone Marília. Mas Simone. E veio da cidade de Marília para me amparar naquela madrugada, há duas noites, na emergência do Hospital Santa Catarina, na Av. Paulista.

Injusto reclamar quando se está sendo atendida, sempre penso. Ainda mais num atendimento de primeira linha, num lugar limpo, confortável, até.

Mas conforto físico nenhum no mundo substitui uma companhia humana.

Enfrentar uma emergência de hospital sozinha não é novidade prá mim. Mas dessa vez - a primeira em São Paulo - foi a mais punk.

Passar pela recepção, consultar, ser examinada, medicada, furada daqui e dali, ok. Mas chegada a hora de sentar na poltroninha prá tomar o soro, desabei. Era a única paciente desacompanhada na sala de medicação.

E isso doeu mais que qualquer injeção.

Depois de um vai-e-vem pelo hospital, a Simone se aproximou de mim. “Tá melhor?”

Sim, agora estava. Tudo o que eu precisava era de alguém me perguntando isso com um sorriso no rosto e um olhar angelical.

No decorrer dos minutos, o esposo dela terminou de tomar soro para uma virose e os dois me ofereceram carona para casa. Não moro longe, mas sair de um hospital sozinha é mais deprimente do que entrar.

Deus te abençôe, Simone! Muito obrigada!

Ou X.

Kadu Palhano “pautou” meu feriado para traduzir “capsloti” ou “urumbanga” ou “chadonira” ou “claporonga” ou ” keisntone” ou “itsotonsk” ou…

Em linhas gerais, a tradução genérica é: “algo interessantíssimo para ser produzido pelo público num site de conteúdo colavorativo”.

Idéias?

‘Brigada e Feliz Páscoa! ^.^

Acabo de voltar de uma palestra sobre o Second Life Brasil, aqui na Abril, proferida pelo gerente de marketing da Kaizen Games, Emiliano de Castro.

A ocasião foi boa, elucidativa.

E serviu para eu reafirmar a incoerência entre o modelo de relacionamento do SL e a natureza do jornalismo.

A razão é chega a ser simplória: enquanto a raiz do jornalismo é a realidade, SL é sustentado pela ficção.

Ok, se TRADUZ partes da realidade lá dentro, em shows do verdadeiro U2, em filiais da verdadeira Reuters, em tênis da verdadeira Nike, comitê do PSDB e afins. Portanto, o que acaba sendo VERDADEIRO no SL é só a marca. U2. Reuters. Nike. PSDB.

O que acontece DENTRO dessas representações de marca é algo absolutamente praticável por outras ferramentas de uso mais popular, como MSN, Skype (SL ainda não tem voz!), Orkut, e-mail and so on.

Não consigo ver, hoje, como o jornalismo (colaborativo, óbvio!) pode dialogar com o Second Life.

Sem falar na carga de transtorno psíquico provocada por pessoas que “realizam” ali tudo o que não conseguiram concretizar na vida real. Reparem: essas “realizações” são sempre da ordem do mito, da celebridade, da estética e do ovacionismo. Uma cáca!

Não conheço nenhum sarado que crie um avatar gorducho. Nem um gorducho que se assuma como tal.

Lá, todos podem ser mais e melhores! Inclusive do que eles mesmos! É uma masturbação de personalidade. Não consigo ver nisso mais que a lógica do jogo. E da marca.

Assim, Second Life, para a publicidade, é um abraço! Marketeiros e publicitários, deliciem-se!

Enquanto isso eu vou buscando a superação na vida real…

 

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