Vejam isso:

“O texto impresso distanciava o autor de seu leitor tornando suas palavras dificilmente contestáveis ou passíveis de alteração, a cópia impressa, graças à sua simplicidade visual e a garantia de reprodução, estendia e ampliava a autoridade adquirida, assim, também como a organização e efetivação de um mercado editorial em tudo concorriam para fortalecê-la.”

Quem escreveu esse texto - Maria Helena Pereira Dias, em sua tese de doutorado na UniPunk - não estava falando do mercado editorial do século XXI. Mas dos idos do século XV, quando o trabalho dos escribas foi substituído pela engenhoca de Guttenberg.

É inacreditável a semelhança com a atualidade, para quem ainda pensa papel.

E triste.

Preciso pensar na morte do leitor. E como falar disso aqui na Abril…