Sei que estou devendo algumas linhas sobre o episódio de Cho Seung-Hi, estudante sul-coreano que entrou em uma universidade na Virginia, Estados Unidos, saiu atirando prá todo o lado até matar 32 pessoas e, em seguida, se suicidou. Devo, especialmente depois que o Rafael Sbrai dedicou dois posts ao assunto.

Bom, a história todo mundo já conhece, mas o que mais me impressionou nesse fato foi o amplo destaque que os veículos de comunicação deram ao vídeo gravado em celular por um cidadão, nessa hora, repórter. Videozinho esse que não mostra NADA!

CNN, BBC, Terra, iG e blogosfera em geral estão jogando “serpetes e confeitinas” no evento, que “celebrou” o ápice do jornalismo colaborativo.

Honestamente? Balela!

Lógico, enquanto vídeo. Porque não há informação visual relevante naquelas imagens. E sem relevância não se faz jornalismo. Se considerarmos o áudio da gravação, aí sim temos alguma informação jornalística. E olhe lá! Pequena, ainda.

Penso que o fato dessas empresas de mainstream mídia terem abraçado tão calorosamente esse episódio como pai do jornalismo colaborativo tenha algo da necessidade e da urgência de reconhecer e validar esse novo modelo de jornalismo.

casos bem mais significativos em que o trabalho testemunhal do cidadão repórter é muito mais relevante e faz toda a diferença entre o jornalismo tradicional e o colaborativo.

Anyway, esse foi só MAIS UM case de jornalismo colaborativo.