Não, o nome dela não era Simone Marília. Mas Simone. E veio da cidade de Marília para me amparar naquela madrugada, há duas noites, na emergência do Hospital Santa Catarina, na Av. Paulista.

Injusto reclamar quando se está sendo atendida, sempre penso. Ainda mais num atendimento de primeira linha, num lugar limpo, confortável, até.

Mas conforto físico nenhum no mundo substitui uma companhia humana.

Enfrentar uma emergência de hospital sozinha não é novidade prá mim. Mas dessa vez - a primeira em São Paulo - foi a mais punk.

Passar pela recepção, consultar, ser examinada, medicada, furada daqui e dali, ok. Mas chegada a hora de sentar na poltroninha prá tomar o soro, desabei. Era a única paciente desacompanhada na sala de medicação.

E isso doeu mais que qualquer injeção.

Depois de um vai-e-vem pelo hospital, a Simone se aproximou de mim. “Tá melhor?”

Sim, agora estava. Tudo o que eu precisava era de alguém me perguntando isso com um sorriso no rosto e um olhar angelical.

No decorrer dos minutos, o esposo dela terminou de tomar soro para uma virose e os dois me ofereceram carona para casa. Não moro longe, mas sair de um hospital sozinha é mais deprimente do que entrar.

Deus te abençôe, Simone! Muito obrigada!